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Dinheiro
06/10/2008 - 10h56

FMI pede que países europeus concretizem ação coordenada

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da Efe, em Paris

O diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn, pediu nesta segunda-feira que os países europeus concretizem em fatos a decisão de se coordenar para enfrentar a crise financeira.

"Os europeus devem se coordenar, devem atuar juntos", disse, em um fórum realizado hoje em Paris sobre as relações entre a União Européia (UE) e a América Latina.

Sobre a declaração da cúpula dos quatro países europeus do G8 (Alemanha, França, Itália e Reino Unido) do sábado passado, disse que é "útil e bem-vinda", na medida em que se falava de coordenação entre os europeus, mas acrescentou que "esta coordenação deve se materializar em fatos".

O diretor-gerente do FMI ressaltou que "não devem ser tomadas decisões nos quatro pontos da Europa sem que haja coordenação", porque os efeitos "podem ser particularmente daninhos".

"É o primeiro grande desafio da União Européia no terreno econômico e sem dúvida da zona do euro", disse, lembrando que, atualmente, a maior parte das entidades financeiras da UE têm uma dimensão além da fronteira.

Reiterou a idéia de que a crise diz respeito às economias de todo o mundo, já que os canais de transmissão são agora "mais fortes" com a globalização, e por isso "ninguém está imune".

"As conseqüências da crise financeira serão sentidas em todas as partes" e "haverá uma forte repercussão indireta" para os países emergentes, nos quais "esperamos um arrefecimento do crescimento bastante sensível".

Às vésperas da divulgação das novas previsões do FMI, Strauss-Kahn advertiu que "há um risco de arrefecimento forte" na América Latina, mas esta é "muito mais forte" nos Estados Unidos e na Europa.

Comentários dos leitores
Charles Ribas (4) 09/07/2009 17h04
Charles Ribas (4) 09/07/2009 17h04
Só mesmo na democrática internet, para um cidadão comentar na Folha de S. Paulo, usando a palavra luxúria, tentando se referior ao luxo!
Democracia!!!
sem opinião
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Thiago Lustosa (1) 09/07/2009 14h39
Thiago Lustosa (1) 09/07/2009 14h39
Voltando à história do Vaticano, o seu banco tem 8% dos casinos da Áustria. E ainda querem discordar da abertura dos jogos no Brasil. sem opinião
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J. R. (403) 08/07/2009 13h46
J. R. (403) 08/07/2009 13h46
Crise? Aqui não haverá crise. Nossos trilhões da reserva do tesouro está no FED impresso em verdinhas, sem lastro mas tudo bem. Isso é que é ser solidário. 35 opiniões
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