Bovespa fecha em baixa de 5,43%, com piora da crise na Europa
EPAMINONDAS NETO
da Folha Online
Os mercados reagiram com pânico à perspectiva de uma piora na crise financeira, desta vez no continente europeu. Em um dia histórico, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) teve o seu pregão interrompido por duas vezes e passou a maior parte do dia com baixa de dois dígitos. O câmbio disparou para R$ 2,19 e o Banco Central interferiu, oferecendo recursos para o mercado financeiro. E no epicentro da crise, a Bolsa de Nova York teve um tombo histórico.
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"Já em setembro, nós começamos a ver algumas instituições financeiras européias com problemas, já precisando de ajuda dos governos. O pânico de hoje dos mercados têm um pouco disso, mas também das notícias de sexta-feira", comentou o economista do Banco Real, Cristiano Souza, lembrando que a aprovação do pacote anticrise nos EUA trouxe pouco alívio para os mercados na semana passada.
O estresse dos investidores começou logo pela manhã. Pouco depois da abertura, a Bolsa despencou rapidamente 10% e o mecanismo do "circuit breaker" foi acionado --às 10h19-- para evitar oscilações ainda bruscas.
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Após meia hora de interrupção para acalmar os ânimos, o mercado não melhorou. Em um pregão inundado por ordens de venda, o índice Ibovespa caiu 15%, quando o "circuit breaker" foi acionado novamente --às 11h44-- interrompendo os negócios, desta vez, por uma hora. Em menos de um mês, esse mecanismo foi utilizado três vezes. Antes do último dia 29, o "circuit breaker" havia sido acionado pela última vez em 1999.
A Bolsa reabriu em negócios ainda em forte queda --de 11%--, mas amenizou as perdas ao longo do pregão, com alguns investidores voltando, aos poucos, às compras.
O índice Ibovespa, que reflete os preços das ações mais negociadas, desvalorizou 5,43% no fechamento e desceu para os 42.100 pontos, o menor patamar desde março de 2007. O giro financeiro foi de R$ 5,26 bilhões.
| Sebastião Moreira/Efe |
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No pior momento do dia, as ações líderes da Bolsa, Petrobras e Vale do Rio Doce, chegaram a amargar retração de quase 20%. No final do expediente, a ação preferencial da petrolífera caiu 3,22%, enquanto a ação da mineradora perdeu 6,80%.
Nos EUA, a mundialmente influente Bolsa de Nova York perdeu 3,58%, caindo abaixo do patamar histórico dos 10 mil pontos pela primeira vez em quatro anos.
O dólar comercial foi cotado a R$ 2,198 na venda, em uma forte alta de 7,42%. A taxa de risco-país marca 395 pontos, número 10,95% mais alto que a pontuação anterior.
As Bolsas européias concluíram os negócios registrando fortes quedas, a exemplo de Londres (baixa de 7,85%), Paris (baixa de 9,03%) e Frankfurt (queda de 7,07%).
"Irracionalidade"
As turbulências foram tão fortes que obrigaram o Banco Central e o Ministério da Fazenda a acalmar os mercados. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que os mercados vivem um "momento de irracionalidade" e que a "situação é passageira".
Mais cedo, o BC realizou um leilão de swap cambial, instrumento que contribuiu para reduzir a disparada das taxas. Também anunciou que vai usar dinheiro das reservas internacionais para garantir crédito em dólares para os exportadores brasileiros.
"No mercado de câmbio, na parte da tarde, praticamente só houve comprador e não havia ninguém vendendo. Estava tudo parado", comenta Roberto Moraes, operador da corretora de câmbio Action.
O Banco Central confirmou que vai usar dinheiro do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e das reservas internacionais para financiar as exportações, num momento em que as linhas de crédito estão escassas e caras para o exportador.
"Vamos disponibilizar parte de reservas para banco brasileiros que vão financiar o comércio exterior. É só uma mudança de aplicação", afirmou o ministro.
| Frank Rumpenhorst/Efe |
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| As Bolsas européias despencaram após as notícias sobre o banco alemão HRE |
Europa
Há semanas, o mercado observava problemas no sistema financeiro europeu, mas neste final de semana, os investidores realmente ficaram nervosos com a notícia da situação quase falimentar do banco alemão Hypo Real Estate (HRE).
Para escapar da quebra, o HRE teve que ser salvo por uma operação conjunta entre o governo alemão e bancos privados. Especializado em hipotecas, o HRE também foi afetado em suas contas por carregar os problemáticos créditos imobiliários americanos que estão no centro da crise financeira que abala a economia mundial desde o ano passado.
A situação do HRE reforça a percepção de que as instituições financeiras européias seguem pelo mesmo caminho dos bancos americanos, que anunciaram rombos bilionários e, ou foram "engolidos" por outros bancos, ou tiveram que ser socorridos pelo governo local.
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LULA: é um diplomata pacífico, mas fez inúmeros acordos econômicos internacionais que permitiu ao Brasil aumentar as exportações e projetou o país como uma voz importante para discutir questões relevantes. Hoje o Brasil é um país respeitado internacionalmente e visto realmente como um país de grande potencial e liderança.
FHC: reservas internacionais: 18 Bilhões de dólares
LULA: reservas internacionais :235 bilhões de dólares
FHC: baseado arrocho salarial, estado mínimo, aumento de desigualdade social, aumento da dívida externa e desemprego quebrou o país 3 vezes em 8 anos e manteve a atividade econômica baixa e teve média de crescimento de 2,2% do PIB.
LULA: baseado na recuperação salarial, estado forte, diminuição da desigualdade social e aumento do emprego mantêm a atividade econômica nacional aquecida e mantêm crescimento econômico médio de 4,2%.
AINDA TEM GENTE QUE DIZ QUE A POLÍTICA ECONÔMICA É A MESMA... É PRA RIR?
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FHC: privatizou as mais importantes estatais a preços questionáveis e viu o lucro destas empresas sair dos cofres da união para sustentar o crescimento econômico de companhias internacionais. Não privatizou a PETROBRÁS por sofrer forte pressão e protestos da sociedade, mas vendeu 2/3 das ações da empresa.
LULA: encerrou a farra das privatizações, valorizou em mais de 1000% a grande maioria das estatais e estas hoje são importantíssimas como promotoras do crescimento, suprimento de crédito nacional e geração de emprego (com mão de obra especializada).
FHC:Manteve durante todo seu governo juros altos (chegando a 48%) e entregou o governo com 25% da SELIC e fez com que o Brasil assumisse a liderança isolada dos juros NO MUNDO.
LULA: reduziu gradualmente os juros (que hoje é de 8,75%), o país deixou a liderança dos juros e hoje ocupa o quinta posição (com tendência de queda em médio e longo prazo).
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FHC: Atrelou o real com o dólar durante metade de seu governo, o que fez com que o país se endividasse irresponsavelmente. Isto para poder importar produto barato manter a inflação baixa, mas muitas empresas nacionais quebrarem e o desemprego dobrar em apenas 4 anos. Em 1999 (após as eleições) aderiu ao câmbio flutuante e endividou ainda mais a dívida do país (que estava em dólar). Ao ser socorrido pelo FMI perdeu a autoridade de seu governo e a política econômica passou a ser comandada pelo Fundo Monetário Internacional.
LULA: Não tentou pirotecnia, como atrelamento de câmbio, estimulou as exportações (que mais que triplicou em seu governo), protegeu empresas nacionais com crédito, transformou a dívida em dólar em dívida em real, reduziu a dívida deixada por FHC de 67% do PIB para 42% do PIB (e com previsão de queda ainda maior para os próximos anos).
FHC: o país parou de investir em infra-estrutura para poupar dinheiro para pagar a dívida externa que ele mesmo explodiu em seu desgoverno.
LULA: colocou o país novamente como promotor do crescimento e realiza obras para combater os gargalos em infra-estrutura que se acumularam durante 20 anos.
FHC: sua política provocou crescimento do desemprego, que saiu da casa dos 6% para 13%. Sua política de arrocho salarial provocou o esfriamento econômico por falta de consumo e aumento das desigualdades sociais.
CONTINUA
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