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Dinheiro
06/10/2008 - 18h01

Dow Jones bate novo recorde de queda em dia de pânico nas Bolsas em NY

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da Folha Online

O índice Dow Jones Industrial Average, da Nyse (Bolsa de Valores de Nova York, na sigla em inglês), encerrou o dia em queda, tendo chegado a registrar durante o dia um novo recorde de perda em pontuação para uma única sessão, 800 pontos. Os mercados europeus e asiáticos também tiveram perdas. Temendo uma recessão global, apesar dos esforços dos EUA e da Europa para evitar o agravamento da crise financeira, os investidores reagiram em pânico.

No fim do dia, o Dow Jones esboçou alguma reação, mas não conseguiu evitar um fechamento negativo: o indicador fechou o dia com perda de 3,58%, ficando com 9.955,50 pontos --abaixo da marca de 10 mil pontos pela primeira vez desde outubro de 2004. A queda de 800 pontos em um único dia superou a marca recorde anterior --777,68 pontos--, atingida na semana passada depois que a Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados) rejeitou o pacote de US$ 700 bilhões em ajuda financeira no dia 29 de setembro.

Richard Drew/AP
Bolsa de Nova York registra fortes perdas; Dow Jones desaba
Bolsa de Nova York registra fortes perdas; Dow Jones desaba

O índice S&P 500, também da Nyse, caiu 3,85% para 1.056,89 pontos; e o índice Nasdaq Composite, da Bolsa Nasdaq, caiu 4,34%, para 1.862,96 pontos.

Na Europa, o dia foi de fortes perdas também: a Bolsa de Londres caiu 5,77%; a de Paris caiu 9,04%; a de Frankfurt perdeu 7,07%; a de Amsterdã teve perda de 9,14%; a de Milão perdeu 8,24%; e a de Zurique fechou em baixa de 6,12%. Na Ásia, a Bolsa de Tóquio caiu 4,25%; a de Hong Kong perdeu 4,97%; na Austrália, o mercado caiu 3,36%; na Coréia do Sul, a retração foi de 4,29%; a Bolsa de Jacarta perdeu 10,03%; e a de Xangai caiu 5,23%.

No Brasil, a Bovespa chegou a ter as operações interrompidas por duas vezes durante o dia: a primeira depois de cair 10%, e a segunda depois de cair 15%.

O temor entre os investidores é o de que a crise financeira que abala os mercados globais há mais de um ano acabe por arrastar as economias mundiais para uma recessão. O governo americano conseguiu obter do Congresso a aprovação, na semana passada, de um pacote de US$ 700 bilhões, a fim de evitar novas quebras no sistema financeiro, como a dos bancos Lehman Brothers e Washington Mutual, além de problemas em outras instituições, como a seguradora AIG e bancos europeus como Fortis e o Hypo Real Estate.

Além disso, no fim de semana, o governo alemão aprovou uma ajuda de cerca de US$ 68 bilhões para evitar a quebra do banco de hipotecas Hypo Real Estate. O banco francês BNP Paribas também concordou em comprar uma participação de 75% no banco Fortis, que teve suas operações na Holanda nacionalizadas pelo governo holandês.

Os governos da Alemanha, Irlanda e Grécia já declararam também que irão garantir depósitos bancários. O Federal Reserve (Fed, o BC americano) informou hoje que irá pagar juros sobre os depósitos compulsórios --que são as reservas de dinheiro que as instituições financeiras recolhem junto junto à autoridade monetária, compostas com parte do dinheiro depositado pelos seus clientes.

No sábado (4), o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, disse que iria propor a criação de um fundo europeu de 12 bilhões de libras (US$ 21,3 bilhões) para ajudar pequenas empresas a enfrentarem a crise financeira. O ministro das Finanças do Reino Unido, Alistair Darling, disse por sua vez que está 'pronto para fazer o que for preciso' para evitar uma crise de crédito no sistema financeiro britânico.

Nada disso, no entanto, acalmou os investidores.

Pesquisa

Uma pesquisa divulgada hoje pela rede americana de TV CNN mostrou que seis em cada dez americanos diz acreditar que um novo período de depressão econômica pode atingir os EUA, aos moldes da Grande Depressão, ocorrida em 1929. A pesquisa foi realizada neste fim de semana e ouviu mais de mil pessoas.

Entre os economistas, no entanto, a expectativa por uma depressão não é tão manifesta. "Estivemos em recessão durante o ano todo e vai piorar (...) Vamos passar de uma recessão relativamente suave para uma mais dolorosa, mas estamos muito distantes de uma depressão", disse o diretor de pesquisa do Economic Cycle Research Institute, Anirvan Banerji.

Comentários dos leitores
André Nader (7) 14/12/2009 12h51
André Nader (7) 14/12/2009 12h51
Essa medida da china em segurar a especulação imobiliária seria uma boa ideia para ser utilizada aqui em Brasília, onde a TERRACAP, empresa responsável por licitar os imóveis, ajuda os especuladores colocando os valores dos terrenos a preço de ouro o que ajuda a explicar porque o metro quadrado de Brasília está se tornando rapidamente o mais caro do BRASIL.
Isso se deve a distribuição de "PANETONES" a filiados politicos que "LAVAM" esse dinheiro comprando propriedades em nomes de terceiros ou justificando que um imóvel comprado a um ano por R$1.000,00 possa ser vendido no ano seguinte por R$3.000,00.
VERDADEIRA VERGONHA NACIONAL.
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Eduardo Giorgini (447) 14/12/2009 10h36
Eduardo Giorgini (447) 14/12/2009 10h36
Esses políticos brasileiros são vaidosos e ingenuos.
Isso significa que são facilmente compráveis por multinacionais e países ricos.
Brasil e a America Latina não é para crescer mas ser como sempre estivemos: Frágeis países em desenvolvimento que vive de espectativas, sem produção de valor agregado.
Somos meros mercados de empresas Norte-Americanas, Européias e Asiáticas.
Quem estudar nas melhores universidades do país verá que a mentalidade é formar mão de obra para os grandes, e não formar empreendedores.
Uma pena, pois o sofrido povo paga por isso, sem retorno.
E o nosso presidente tem um lado bom: Criar esperança e espectativa para os humildes, porém, sem resultados concretos.
Se o povo esta feliz, isso que importa.
[]s
Eduardo.
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Polycarpo Quaresma (43) 14/12/2009 09h09
Polycarpo Quaresma (43) 14/12/2009 09h09
Um projeto megalomanico dentro de um sistema interncional decadente com vários episodios de falência. Vão acabar vendendo as construções sor 20% do valor sem opinião
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