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Dinheiro
06/10/2008 - 18h05

Crise financeira derruba petróleo, que cai abaixo dos US$ 90

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da France Presse, em Nova York

Os preços do petróleo caíram abaixo dos US$ 90 dólares nesta segunda-feira em Nova York, em conseqüência do agravamento da crise financeira originada nos Estados Unidos, que gera temores de uma forte desaceleração da demanda de petróleo cru no futuro.

Entenda a evolução da crise que atinge a economia dos EUA

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de West Texas Intermediate (designação do "light sweet crude" negociado nos EUA) para entrega em novembro terminou a US$ 87,81, em queda de US$ 6,07, depois de chegar a ser negociado a US$ 87,56 dólares, nível que não é registrado desde fevereiro.

"O raciocínio é simples para os investidores: uma contração da economia significa uma diminuição da demanda e, conseqüentemente, dos preços", explicou John Kilduff, da MF Global.

A aprovação pelo Congresso americano na sexta-feira do plano de resgate de US$ 700 bilhões para salvar os bancos não foi o suficiente para tranqüilizar os operadores, num momento em que o agravamento da crise na Europa derrubou as bolsas de todo o mundo.

A extensão para a Europa da crise financeira que começou nos EUA reforça a perspectiva de uma desaceleração durável da demanda energética.

"O petróleo registrou um período de alta da demanda sem precedentes, que começou nos Estados Unidos e chegou à China e ao resto do mundo", destacou Phil Flynn, da Alaron Trading. "A diminuição também começou nos Estados Unidos e seguirá o mesmo caminho", acrescentou.

Segundo estatísticas do departamento de Energia americano, o consumo de produtos petroleiros do país caiu 7,1% nas últimas quatro semanas em relação ao mesmo período do ano passado, a 19 milhões de barris diários.

"O contágio está em marcha. A China não importará gasolina em outubro, pelo segundo mês consecutivo", lembrou Kilduff. A China é considerada, junto com os grandes países emergentes, como o motor da demanda atual de cru.

Comentários dos leitores
JUAN LUIS SCHENONE (1) 05/07/2009 01h50
JUAN LUIS SCHENONE (1) 05/07/2009 01h50
Porque a Petrobras nao aproveita e compra parte da YPF?
Mais cedo ou mais tarde alguem vai ter que buscar petroleo nas aguas da Argentina e o Brasil deveria estar nesse negocio.
sem opinião
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Manoel Matos (1) 19/06/2009 20h46
Manoel Matos (1) 19/06/2009 20h46
Entendo que o marco regulatório do pré-sal é um assunto delicado, mas por outro lado não deveria haver demasiada demora. A rapidez pode gerar confiança aos investidores e parceiros no projeto.
A independência energética do nosso país no atual momento de crise é crucial para atrair novos investimentos e gerar mais empregos.
Um outro ponto fundamental é não fazer desse projeto e da Petrobras um motivo de batalha política entre partidos de oposição.
Agora é o momento de deixar de lado qualquer divergência política e pensar no Brasil.
Quanto á demora da transnordestina, penso que é fundamental apoiar a CSN no projeto; e mais uma vez pensar em nosso país. Nosso grande país do presente e do futuro.
Espero que os dirigentes e todos envolvidos possam entender a mensagem e agir com a mais boa vontade de fazer as coisas acontecerem.
4 opiniões
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sérgio dourado (188) 18/06/2009 14h03
sérgio dourado (188) 18/06/2009 14h03
O governo está com mais uma das portas de um grande destino para o Brasil. Espero que se pense no país,quando se explorar a imensa quantidade de óleo na camada pré-sal. Pois já que não temos pessoas competentes no comando do país,que pense estrategicamente seu destino,a natureza vai nos provendo dos bens materiais para se atingir o ponto mais alto no desenvolvimento sustentável. Resta-nos pessoas que pensem o petróleo,por exemplo,não somente como um produto de exportação,mas como vetor de crescimento da economia como um todo,baixando impostos que incide sobre um produto que temos autosuficiência clara,devido aos potenciais dos campos petrolíferos descobertos,e também pelas reservas de gás que a mesma Petrobras dispõe em solo brasileiro. Somos talvez o único país que pode contar com uma grande matriz energética renovável,no caso do biocombustível,ao passo que a Inglaterra dispõe de somente 4% de matriz energética renovável. No Brasil esse percentual se eleva para mais de 40%.Somos uma potência em níveis energéticos e de produção de proteína vegetal e animal. A grande capacidade do país em produzir alimentos,energia,somente pode precisar de pessoas mais qualificadas e tecnologias mais avançadas:assim o Brasil não terá o que temer. A pauta de exportação do país vai do grão de soja,ao avião.Portanto,podemos e devemos avançar mais do que os outros países,ainda mais a China,Rússia e Índia,nos parceiros e ao mesmo tempo, competidores, diretos. Chega de atos secretos e corrução.. 16 opiniões
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