Bovespa recua 1,55% e dólar cede para R$ 2,17; BC realiza leilão de câmbio
da Folha Online
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) opera com instabilidade na primeira hora de negócios desta terça-feira: o mercado abriu com leve queda, esboçou uma forte recuperação mas voltou a ceder. Investidores temem os efeitos da crise que assola as principais economias mundiais. Hoje pela manhã, as autoridades monetárias da Europa e dos EUA anunciaram medidas para tentar conter a falta de liquidez no sistema financeiro e evitar uma corrida aos bancos.
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O Federal Reserve (Fed, o BC americano) anunciou hoje uma ação coordenada com outros cinco bancos centrais para oferecer em dezembro US$ 450 bilhões ao sistema bancário a fim de evitar uma escassez de oferta de dinheiro.
Profissionais de mercado também citam rumores de que as autoridades monetárias da Europa e dos EUA promovam uma redução conjunta das taxas básicas de juros de suas economias, reduzindo os custos para investimento e consumo.
O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa, desvaloriza 1,55% e atinge os 41.448 pontos. O giro financeiro é de R$ 1 bilhão.
| Tobias Schwarz/Reuters |
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| A chanceler alemã, Angela Merkel, deve discursar hoje para acalmar a população |
O dólar comercial, que abriu o dia em disparada, inverteu tendência e passa a recuar 1%, sendo cotado a R$ 2,176 na venda. A taxa de risco-país marca 383 pontos, número 3% abaixo da pontuação anterior. O Banco Central realiza nesta manhã uma leilão de swap cambial (instrumento que contribuiu para reduzir a disparada das taxas).
Após os tombos históricos de ontem, as Bolsas européias operam em terreno positivo, a exemplo de Londres (avanço de 2,76%), Frankfurt (ganho de 0,52%). Nos EUA, a Bolsa de Nova York recua 0,45%.
As autoridades européias tentam conter a todo custo uma corrida bancária, a exemplo da chanceler alemã Angela Merkel, que deve discursar hoje, numa tentativa de acalmar a população.
Entre outras notícias importantes do dia, os países da União Européia anunciaram que vão adotar elevar as garantias de depósitos em bancos de 20 mil euros (US$ 27.300) para 50 mil euros (US$ 68.400), medida semelhante à adotada pelos Estados Unidos no mês passado.
E o Fed, o banco central americano, comunicou que vai adquirir títulos de renda fixa de curto prazo, em uma outra maneira de injetar dinheiro no sistema financeiro e animar a circulação de recursos pela economia.
Hoje, a Câmara de Comércio Britânica afirmou que a economia do Reino Unido já está em recessão e advertiu que o número de desempregados no país pode atingir 350 mil até o final deste ano.
No front doméstico, como medida preventiva à crise, o governo avisou ontem à noite que vai editar uma MP (medida provisória) que autoriza o Banco Central do Brasil a comprar diretamente a carteira de crédito de bancos comerciais.
A FGV (Fundação Getúlio Vargas) revelou que inflação em setembro, medida pelo IGP-DI, teve variação de 0,36% ante deflação de 0,38% em agosto. Analistas do mercado financeiro estimavam inflação entre 0,28% e 0,30%.
Agenda
Investidores e analistas devem monitorar com atenção as palavras do presidente Ben Bernanke, do banco central americano, com discurso marcado para as 13h30 (hora de Brasília). Pouco tempo depois, às 15h, o BC americano revela a ata relativa a última reunião, do dia 16 do mês passado, quando a autoridade monetária decidiu manter a taxa básica de juros dos EUA em 2% ao ano.
Às 16h, o mercado deve avaliar com cuidado os dados sobre a concessão de crédito ao consumidor americano, um forte indicativo de que a crise financeira já restringiu os recursos disponíveis.
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LULA: é um diplomata pacífico, mas fez inúmeros acordos econômicos internacionais que permitiu ao Brasil aumentar as exportações e projetou o país como uma voz importante para discutir questões relevantes. Hoje o Brasil é um país respeitado internacionalmente e visto realmente como um país de grande potencial e liderança.
FHC: reservas internacionais: 18 Bilhões de dólares
LULA: reservas internacionais :235 bilhões de dólares
FHC: baseado arrocho salarial, estado mínimo, aumento de desigualdade social, aumento da dívida externa e desemprego quebrou o país 3 vezes em 8 anos e manteve a atividade econômica baixa e teve média de crescimento de 2,2% do PIB.
LULA: baseado na recuperação salarial, estado forte, diminuição da desigualdade social e aumento do emprego mantêm a atividade econômica nacional aquecida e mantêm crescimento econômico médio de 4,2%.
AINDA TEM GENTE QUE DIZ QUE A POLÍTICA ECONÔMICA É A MESMA... É PRA RIR?
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FHC: privatizou as mais importantes estatais a preços questionáveis e viu o lucro destas empresas sair dos cofres da união para sustentar o crescimento econômico de companhias internacionais. Não privatizou a PETROBRÁS por sofrer forte pressão e protestos da sociedade, mas vendeu 2/3 das ações da empresa.
LULA: encerrou a farra das privatizações, valorizou em mais de 1000% a grande maioria das estatais e estas hoje são importantíssimas como promotoras do crescimento, suprimento de crédito nacional e geração de emprego (com mão de obra especializada).
FHC:Manteve durante todo seu governo juros altos (chegando a 48%) e entregou o governo com 25% da SELIC e fez com que o Brasil assumisse a liderança isolada dos juros NO MUNDO.
LULA: reduziu gradualmente os juros (que hoje é de 8,75%), o país deixou a liderança dos juros e hoje ocupa o quinta posição (com tendência de queda em médio e longo prazo).
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FHC: Atrelou o real com o dólar durante metade de seu governo, o que fez com que o país se endividasse irresponsavelmente. Isto para poder importar produto barato manter a inflação baixa, mas muitas empresas nacionais quebrarem e o desemprego dobrar em apenas 4 anos. Em 1999 (após as eleições) aderiu ao câmbio flutuante e endividou ainda mais a dívida do país (que estava em dólar). Ao ser socorrido pelo FMI perdeu a autoridade de seu governo e a política econômica passou a ser comandada pelo Fundo Monetário Internacional.
LULA: Não tentou pirotecnia, como atrelamento de câmbio, estimulou as exportações (que mais que triplicou em seu governo), protegeu empresas nacionais com crédito, transformou a dívida em dólar em dívida em real, reduziu a dívida deixada por FHC de 67% do PIB para 42% do PIB (e com previsão de queda ainda maior para os próximos anos).
FHC: o país parou de investir em infra-estrutura para poupar dinheiro para pagar a dívida externa que ele mesmo explodiu em seu desgoverno.
LULA: colocou o país novamente como promotor do crescimento e realiza obras para combater os gargalos em infra-estrutura que se acumularam durante 20 anos.
FHC: sua política provocou crescimento do desemprego, que saiu da casa dos 6% para 13%. Sua política de arrocho salarial provocou o esfriamento econômico por falta de consumo e aumento das desigualdades sociais.
CONTINUA
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