Fed diz que economia dos EUA piorou e abre espaço para mudança nos juros
da Folha Online
O presidente do Federal Reserve (Fed, o BC americano), Ben Bernanke, disse nesta terça-feira que o cenário econômico dos EUA piorou, com o efeito da crise financeira, e que os problemas do país podem se prolongar. Ele disse ainda que o banco precisará avaliar se a política de manutenção da taxa de juros, atualmente em 2% ao ano, "continua apropriada" --o que foi visto como sinal de que a pausa na taxa pode terminar.
"A combinação dos dados econômicos recentes e dos desenvolvimentos financeiros sugerem que a perspectiva para a expansão econômico piorou e os riscos de baixa para o crescimento aumentaram", disse Bernanke, em um discurso feito hoje, durante o encontro anual da Nabe (National Association for Business Economics), entidade norte-americana que reúne economistas dos setores público, privado e acadêmico.
"Ao mesmo tempo, o cenário para a inflação teve alguma melhora, embora ainda permaneça incerto. À luz desses desenvolvimentos, o Federal reserve terá de considerar se a atual política de juros continua apropriada", disse. Na reunião de política monetária realizada em 16 de setembro, o Fed manteve sua taxa de juros em 2% ao ano, a terceira manutenção consecutiva. O CPI (Índice de Preços ao Consumidor, na sigla em inglês) teve deflação de 0,1% em agosto.
Na avaliação do Fed, a atividade econômica americana deve ser fraca no restante deste ano e no início do próximo. "A turbulência financeira elevada que experimentamos pode bem prolongar o período de desempenho econômico fraco e aumentar os riscos ao crescimento. Para apoiar o crescimento e reduzir os riscos de baixa, esforços contínuos para estabilizar os mercados financeiros são essenciais", disse Bernanke.
Bernanke ainda lembrou o esforço do governo, envolvendo o Fed, bem como o Departamento do Tesouro, para convencer o Congresso da necessidade do pacote de US$ 700 bilhões, preparado pelo secretário do Tesouro, Henry Paulson, a fim de evitar novas quebras no setor financeiro --como a dos bancos Lehman Brothers e Washington Mutual.
O pacote foi aprovado na semana passada. No dia 29, a Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados) rejeitou o pacote, que já havia recebido acréscimos dos congressistas. No dia 1º deste mês, o texto, então com cerca de 450 páginas depois de novos acréscimos, foi aprovado no Senado. Na sexta-feira (3), a Câmara aprovou a medida.
"A nova legislação oferece importantes ferramentas para lidar com a tensão nos mercados financeiros e, assim, diminuir os riscos para a economia", afirmou Bernanke. "A lei amplia a autoridade para comprar ativos com problemas, oferecer garantias e reforçar diretamente os balanços de instituições."
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Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
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Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
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