Publicidade

Dinheiro
07/10/2008 - 15h01

Fed diz que economia dos EUA piorou e abre espaço para mudança nos juros

Publicidade

da Folha Online

O presidente do Federal Reserve (Fed, o BC americano), Ben Bernanke, disse nesta terça-feira que o cenário econômico dos EUA piorou, com o efeito da crise financeira, e que os problemas do país podem se prolongar. Ele disse ainda que o banco precisará avaliar se a política de manutenção da taxa de juros, atualmente em 2% ao ano, "continua apropriada" --o que foi visto como sinal de que a pausa na taxa pode terminar.

"A combinação dos dados econômicos recentes e dos desenvolvimentos financeiros sugerem que a perspectiva para a expansão econômico piorou e os riscos de baixa para o crescimento aumentaram", disse Bernanke, em um discurso feito hoje, durante o encontro anual da Nabe (National Association for Business Economics), entidade norte-americana que reúne economistas dos setores público, privado e acadêmico.

"Ao mesmo tempo, o cenário para a inflação teve alguma melhora, embora ainda permaneça incerto. À luz desses desenvolvimentos, o Federal reserve terá de considerar se a atual política de juros continua apropriada", disse. Na reunião de política monetária realizada em 16 de setembro, o Fed manteve sua taxa de juros em 2% ao ano, a terceira manutenção consecutiva. O CPI (Índice de Preços ao Consumidor, na sigla em inglês) teve deflação de 0,1% em agosto.

Na avaliação do Fed, a atividade econômica americana deve ser fraca no restante deste ano e no início do próximo. "A turbulência financeira elevada que experimentamos pode bem prolongar o período de desempenho econômico fraco e aumentar os riscos ao crescimento. Para apoiar o crescimento e reduzir os riscos de baixa, esforços contínuos para estabilizar os mercados financeiros são essenciais", disse Bernanke.

Bernanke ainda lembrou o esforço do governo, envolvendo o Fed, bem como o Departamento do Tesouro, para convencer o Congresso da necessidade do pacote de US$ 700 bilhões, preparado pelo secretário do Tesouro, Henry Paulson, a fim de evitar novas quebras no setor financeiro --como a dos bancos Lehman Brothers e Washington Mutual.

O pacote foi aprovado na semana passada. No dia 29, a Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados) rejeitou o pacote, que já havia recebido acréscimos dos congressistas. No dia 1º deste mês, o texto, então com cerca de 450 páginas depois de novos acréscimos, foi aprovado no Senado. Na sexta-feira (3), a Câmara aprovou a medida.

"A nova legislação oferece importantes ferramentas para lidar com a tensão nos mercados financeiros e, assim, diminuir os riscos para a economia", afirmou Bernanke. "A lei amplia a autoridade para comprar ativos com problemas, oferecer garantias e reforçar diretamente os balanços de instituições."

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
sem opinião
avalie fechar
celso assis (77) 03/12/2009 10h03
celso assis (77) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
19 opiniões
avalie fechar
Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
A repeito da recuperação de mercados..... A dizer da econômia brasileira, no termo equilibrio, travessia, em termos econômicos um bom comparativo, uma ponte, com bons fundamentos (extrutura), tensionada, fortemente exigida, mas com capacidade para resistir, suportar "o uso" e "abusos". Com isto certamente possibilita um avanço significativo em termos econômicos, em ganhos em diversos niveis, um crecimento, uma melhoria de padrão geral, a formação de um novo conceito de solidez, de desenvolvimento como um todo. Imperativo o controle de gastos "em época eleitoral", os famosos desperdicios, as demagogias, erros, politicagem,propaganda enganosa. época que se faz nescessário ampliação de critérios, e cobranças com os gastos, em obras sem útilidade efetiva, e ou duradoura. Do história inicio de ano, época de férias.....atividades reduzidas, coisas se bem pensadas e organizadas podem dar bons resultados aos trabalhadores, empresas, consumidor, já no trimestre seguinte, cautela, controles, agilidade operacional, e de sistemas produtivos, ...... 2 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (4392)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca