Apesar da crise, governo mantém previsão de receitas do Orçamento 2009
EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília
Atualizada às 18h20
O governo descarta alterar significativamente as suas previsões para a economia em 2009, devido à piora na crise internacional de crédito, na revisão que será enviada à Comissão Mista de Orçamento do Congresso no final do mês.
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou hoje que seria prematuro mudar qualquer previsão neste momento de incerteza no cenário econômico. Segundo ele, as revisões das projeções para a economia que balizam o Orçamento serão enviadas ao Congresso no final de outubro e final de novembro.
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"Nós fizemos o Orçamento há pouco mais de um mês. Não tem nenhuma mudança substancial no quadro macroeconômico para nós fazermos revisão disso agora. Temos de ter tranqüilidade", afirmou.
"Se fosse mandar hoje, mandaria um quadro praticamente igual, teria muito pouca mudança. É muito prematuro tomar qualquer rumo agora, até porque nós teríamos pouca condição de acertar projeções nesse curto espaço de tempo", avaliou.
O Orçamento de 2009 prevê um crescimento da economia de 4,5%; câmbio a R$ 1,71 no final do ano; juros de 13,50% ao ano em dezembro; e inflação de 4,5%, no centro da meta. A estimativa para as receitas é de R$ 1,585 trilhão, sendo R$ 523 bilhões de impostos e contribuições administrados pela Receita Federal.
Dólar
Em relação ao dólar, o ministro admitiu que a cotação da moeda deve ficar acima "do que estava antes", mas afirmou que o patamar de R$ 2,30 não vai se sustentar.
"Muito provavelmente esse aumento súbito, esse aumento muito repentino não vai se sustentar. É possível que o dólar fique mais alto do que estava antes de ter esse aumento todo, mas ele vai voltar um pouco. Não é razoável supor que vá ficar nesse patamar."
As afirmações do ministro foram feitas durante audiência pública na Comissão Mista de Orçamento do Congresso para debater o impacto da crise nas expectativas de receitas e despesas do governo.
Pentacampeões
Paulo Bernardo disse aos parlamentares que o Orçamento atual é sustentável, mas afirmou que o governo tem espaço para fazer cortes caso o país cresça menos e a arrecadação seja menor.
O ministro afirmou, no entanto, que é cedo demais para falar em cortes sem ter convicção de que isso é necessário.
"A orientação do presidente Lula é preservar os recursos da área social e preservar o PAC [Programa de Aceleração do Crescimento]. O restante, se não tiver dinheiro, nós vamos cortar", afirmou.
"Nós somos campeões em cortar e somos campeões em fazer superávit. Pentacampeões. Os cinco maiores superávits da economia nos últimos dez anos foram do governo Lula", disse o ministro.
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Aqueles Jogos não conseguiram salvar a Grécia de uma provavel bancarrota que parece se avizinhar.
Mas aqui os Jogos foram e estão sendo considerados como uma panacéia para nosso desenvolvimento, sic.....
A Copa do Mundo de 2014 é outro fator, e que na Africa do Sul não levou este Pais ao pódio de desenvolvimento, mas aqui certamente o fará (sic).
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O tempo nos dirá! Eu acredito tanto quanto no Papai Noel!
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