Dinheiro
07/10/2008 - 16h24

BC dos EUA considerou reduzir juros em meados de setembro, aponta ata

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da Efe, em Washington

O Fed (Federal Reserve, o banco central americano) considerou, em meados de setembro, a necessidade de reduzir a taxa básica de juros se a turbulência nos mercados financeiros piorasse, segundo as atas da reunião divulgadas nesta terça-feira.

Em sua reunião de 16 de setembro, o Comitê de Mercado Aberto do Fed, responsável pela gestão da política monetária nos Estados Unidos, manteve em 2% a taxa básica de juros.

O comitê votou, nesta oportunidade, apenas a manutenção da política monetária, diante do temor que criava o aumento da inflação.

Jonathan Ernst/Reuters
Ben Bernanke, do banco central americano, sugeriu mudanças na política monetária
Ben Bernanke, do banco central americano, sugeriu mudanças na política monetária

No entanto, hoje, o presidente do Fed, Ben Bernanke, sugeriu que a piora das condições econômicas e financeiras tornará necessário um ajuste desta política.

O Fed também anunciou hoje que adquirirá letras de câmbio privadas para facilitar a liquidez na operação das empresas privadas. A medida, sem precedentes, não impressionou muito os mercados e os papéis caem em Wall Street.

Os mercados financeiros continuam pressionando para que o Fed diminua ainda mais a taxa de juros, que há um ano estava em 5,25% e agora está em 2%.

Os operadores em futuros dão hoje 25% de probabilidades de uma diminuição de 0,75 ponto percentual na taxa básica de juros antes da reunião dos dias 28 e 29 de outubro.

As probabilidades de uma diminuição de pelo menos 0,5 ponto percentual permanecem em 100%.

As atas da reunião do dia 16 de setembro indicam que alguns dos diretores do sistema do Fed expressaram sua preocupação pelo fato de a inflação não se atenuar nos próximos meses e que possa ganhar força caso a economia dos EUA se reative no próximo ano.

Além disso, as atas revelam que os especialistas do Fed se mostravam em meados de setembro pouco otimistas sobre o crescimento econômico em 2009.

Comentários dos leitores
Guilherme Lemmi (225) 23/11/2009 14h48
Guilherme Lemmi (225) 23/11/2009 14h48
Sobre a reportagem "Livre mercado é melhor modelo econômico apesar da crise, dizem bilionários", interessante, a Folha deveria perguntar para o 1 bilhao de pessoas que passam fome no mundo, se eles concordam com essa opinião.
Ah, esqueci, essas pessoas só passam fome porque nao tiveram a 'tenacidade' para vencer na vida....
sem opinião
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JOSE MOTTA (48) 23/11/2009 13h53
JOSE MOTTA (48) 23/11/2009 13h53
ISSO É PRIMEIRO MUNDO. POVO POLITIZADO,MAS PERIMERISSIMO MUINDO SÃO ALGUS PAISES EUROPEUS E CANADÁ. ESTAMOS LONGE DE CHEGAR LÁ. sem opinião
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Eduardo Giorgini (419) 23/11/2009 10h16
Eduardo Giorgini (419) 23/11/2009 10h16
Bom dia!
Bem, essa forma de analise discordo. O que Obama fez em relação à crise foi a única opção e não devido a possíveis competências.
Isso acontece no Brasil tambem. Dizem que foi Lula que salvou o Brasil da crise, mas o que ele fez foi nada além de manter a inércia da política brasileira e com um pouco de sorte, deu certo de a crise não pegar tão forte.
Só que ao contrário do Brasil, o eleitorado Norte Americano exige mais, ainda mais depois do desastre de Bush.
Um presidente so quebra um país de for um ditador, caso contrário, setores da sociedade ajudam na tomada de decisões e o setor privado segura as pontas (que é o que acontece nos Estados Unidos e tambem no Brasil)
Inclusive hoje, um presidente não "pesa" tanto na condução de uma boa política de governo.
[]s
Eduardo.
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