FHC acusa governo brasileiro de "brincar de Polyana" com crise financeira
THIAGO FARIA
colaboração para a Folha Online
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou nesta terça-feira que o PSDB vai cobrar uma atitude de responsabilidade por parte do governo brasileiro com relação à crise financeira internacional. Segundo FHC, o governo adota uma postura de Polyana ao minimizar os efeitos na economia nacional --a expressão que representa otimismo e certa ingenuidade faz referência à personagem que sempre vê o lado bom das coisas.
Veja os efeitos da crise financeira no Brasil
"Vamos cobrar do governo que deixe de brincar de Polyana, dizer que está tudo bem. Não pode continuar dizendo que está tudo bem. Hoje mesmo o diretor do Fundo Monetário dá uma declaração dizendo que a crise apenas começou. Não é possível manter uma postura de alheamento só com o propósito de anestesiar o povo", afirmou
O ex-presidente afirmou que não é sua intenção fazer especulações sobre o momento atual da economia, mas que o seu partido vai cobrar mais detalhes sobre medidas tomadas pelo governo federal para conter a crise. "Queremos apenas saber com mais detalhes porque se tomam certas medidas, precisamos debater essas medidas para defender com mais empenho o interesse popular."
A declaração de FHC foi feita durante ato do PSDB que oficializou o apoio do partido ao prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (DEM), que tenta a reeleição.
O ex-presidente ainda lembrou que durante sua gestão criou o Proer --programa de socorro a instituições financeiras realizado em 1995--, que agora é reconhecido internacionalmente como uma boa solução para resolver crises financeiras. "Os Estados Unidos tiveram a oportunidade de fazer um Proer. Não fizeram. Fizeram um sistema muito mais confuso, muito menos nítido", disse.
Cassino
Também nesta terça o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a crise está chegando na Europa porque os bancos de lá também participaram do "cassino imobiliário dos Estados Unidos". Lula criticou o fato de os países mais ricos não terem debatido a crise na última reunião do G8. Ele alegou que tentou fazer isso, mas que os outros representantes preferiam discutir a Amazônia.
Em discurso a metalúrgicos do estaleiro BrasFels, Lula reafirmou que não haverá pacote econômico, mas não descartou tomar novas medidas para conter os efeitos da crise no Brasil.
Já o vice-presidente José Alencar minimizou a crise ao afirmar que, apesar de grave, o Brasil vai conseguir atravessar "sem fortes impactos" a turbulência no mercado. Alencar disse que o país não pode fazer "juízo precipitado" da crise porque o crédito vai fluir "naturalmente" no Brasil.
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No meu entendimento o Petrolio e principalmente o alcool com uma demanda maior e mais consumida com relaçao as pesquisa e a alma da economia, pois dependemos dele para tudo, transporte, saude, segurança, trabalho, lazer, alimentos, preços, principalmente a infraçao,etc. dependemos dele pra tudo. No entanto deve ser melhor monitorado e ate mesmo tabelado, para que nao haja abuso como esta tendo, hoje cada cidade cobra o que quer, precisamos de um controle mais energico pela parte do governo, e que este governo olhe mais para nosso mercado.
um abraço a todos leitores da folha.
Pedro Rocha
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Venezuela é um país produtor de petróleo, certo???
Como se explica que p/ encher o tanque de gasolina naquele país, vc gastar Menos de R$ 2,00 Reais
Brasil é produtor de Alcool, certo?? Um dos maiores do mundo, aqui vc não enche o tanque por menos R$ 66,00 Reais.
Argentina é Exportadora de petróleo como a venezuela????
É produtora de Alcool, como o Brasil?????
Alguém me explica como o litro da gasolina argentina que é pura e não contem alcool na mistura, e quasi R$ 1,00 a menos que a do Brasil.
Sai mais barato encher o tanque na Argentina com gasolina pura, do que encher no Brasil com 25% de mistura de alcool.
Sinceramente, isto não tem explicação srs(as).
É UM ABSURDO
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