Dinheiro
07/10/2008 - 17h45

Bolsas dos EUA caem mais de 5% mesmo com ação do Fed

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da Folha Online

As Bolsas americanas encerraram a terça-feira em mais um dia de forte queda, mesmo com a mobilização de governos europeus para evitar novas quebras de bancos e as ações do Federal Reserve (Fed, o BC americano) para restabelecer o fluxo normal de crédito nos mercados. O presidente americano, George W. Bush, disse hoje que os "tempos são duros", mas que a economia americana conseguirá superar as dificuldades.

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Os mercados, no entanto, não mostraram partilhar totalmente da confiança mostrada por Bush. A Nyse (Bolsa de Valores de Nova York, na sigla em inglês) encerrou o dia em baixa de 5,11% (508,39 pontos menos), indo para 9.447,11 pontos no índice Dow Jones Industrial Average, enquanto o S&P 500 caiu 5,74%, para 996,23 pontos. A Bolsa Nasdaq teve baixa de 5,80%, encerrando o dia com 1.754,88 pontos.

Mike Theiler /Efe
Bush diz estar confiante na eficácia do pacote e que fará o necessário para salvar sistema
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O presidente do Fed, Ben Bernanke, disse nesta terça-feira que o cenário econômico dos Estados Unidos piorou, com o efeito da crise financeira, e que os problemas do país podem se prolongar. "A combinação dos dados econômicos recentes e dos desenvolvimentos financeiros sugerem que a perspectiva para a expansão econômico piorou e os riscos de baixa para o crescimento aumentaram", disse Bernanke.

Ele afirmou que o cenário para a inflação teve alguma melhora, mas ainda é incerto. "À luz desses desenvolvimentos, o Federal reserve terá de considerar se a atual política de juros continua apropriada", afirmou, no que foi visto como sinal de que a pausa na taxa pode terminar. Na reunião de política monetária realizada em 16 de setembro, o Fed manteve sua taxa de juros em 2% ao ano, a terceira manutenção consecutiva. O CPI (Índice de Preços ao Consumidor, na sigla em inglês) teve deflação de 0,1% em agosto.

Mesmo com a sinalização de que, com a inflação um pouco melhor e o crescimento econômico ameaçado, os juros podem vir a cair em breve, o mercado não respondeu de modo favorável. Um indicador econômico divulgado hoje foi visto como a evidência mais recente da desaceleração econômica no país: a tomada de crédito por parte dos consumidores em agosto caiu pela primeira vez em mais de dez anos.

Segundo o Fed, os créditos tomados pelos americanos caíram em US$ 7,9 bilhões em agosto, para US$ 2,577 trilhões, contra US$ 2,585 trilhões em julho (dado revisado). Foi o primeiro recuo desde janeiro de 1998.

Jonathan Ernst/Reuters
Ben Bernanke, do banco central americano, sugeriu mudanças na política monetária
Ben Bernanke, do banco central americano, sugeriu mudanças na política monetária

Combate à crise

O Fed vem agindo para tentar conter a crise : o banco anunciou hoje que planeja comprar papéis de dívidas de curto prazo, chamados de "commercial papers", a fim de destravar o fluxo de crédito. Para isso, o Fed criou o CPFF (Commercial Paper Funding Facility, ou Instrumento de Financiamento de "Commercial Paper"). O "commercial paper" é uma espécie de nota promissória, um empréstimo de curto prazo que facilita as transações rotineiras das empresas --como reposições de estoque e pagamentos de empregados--, além de fazer circular dinheiro entre os bancos.

A União Européia anunciou hoje também um acordo para apoiar grandes grupos financeiros a fim de evitar uma onda de quebras entre bancos europeus, o que poderia agravar ainda mais a crise. Já haviam recebido ajuda antes do acordo o alemão Hypo Real Estate, o belgo-holandês Fortis e o franco-belga Dexia. Entre as decisões tomadas hoje pelos governos europeus está a de elevar de 20 mil euros para pelo menos 50 mil euros a garantia dos depósitos nos bancos do bloco, para evitar uma corrida para saques.

A situação dos bancos britânicos também preocupou os investidores: rumores no mercado de que o Royal Bank of Scotland, o Barclays e o Lloyds TSB teriam pedido ao ministro da Economia britânico, Alistair Darling, um plano de ajuda ao setor bancário afetou as ações do setor bancário.

Hoje, o governo da Islândia assumiu o controle total sobre o segundo maior banco do país, o Landsbanki, em uma operação equivalente à nacionalização. A notificação sobre a nacionalização do Landsbanki aconteceu pouco depois que a Rússia concedeu à Islândia um crédito de 4 bilhões de euros para ajudar o país a sair da crise financeira que ameaça seu sistema bancário.

Comentários dos leitores
Cassio Tavares (532) 07/11/2009 22h14
Cassio Tavares (532) 07/11/2009 22h14
Marcos Hundsdofer, me desculpe se escrevi seu nome errado por ser um nome não muito comum a nós brasileiros. Mas o assunto é outro. Voce diz que a educação é fundamental para o desenvolvimento do país, qualquer que ele seja. Concordo plenamente. Acontece que o Brasil foi governado por 8 anos por um senhor que disse assim : ESQUEÇAM DE TUDO QUE ESCREVI. E aí. Um cidadão que fez curso superior, sabe falar, ingles, frances, polones, noruegues, chines, japones, paquistanes, mas não sabe portugues. É que ele fez uma confusão tão grande que no fim não sabia nem portugues. Como podemos ter uma educação de qualidade se o mais alto mandatário diz que é para botar fogo em tudo que escreveu e que vai um dia ( que Deus o tenha, apezar de ateu ) morre de uma doença rara : dor de cotovelo ou a conhecida, inveja.
E como tratar bem os aposentados se ele disse assim :
ESSES APOSENTADOS SÃO TODOS UNS VAGABUNDOS. Não tentem consertar o que ele disse porque senão a emenda vai ficar pior que o soneto.
sem opinião
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Cassio Tavares (532) 07/11/2009 20h03
Cassio Tavares (532) 07/11/2009 20h03
Antonio Gonçalves, obrigado seus elogios até porque aqui eu só divulgo dados e verdades irrefutáveis tomando por base aqueles já publicados pelo próprio governo anterior. Verdades são verdades e continuaram sendo verdades quer queiram ou não os que aqui me criticam. Para mim não faz a menor diferença. Se quizerem botar aí 100 vezes uma 1 estrelinha para mim, não estou nem aí. Eu admiro muito o Presidente Lula e tenho motivos de sobra para isso, até porque não votei nele nas eleições de 2.002 mas com muito orgulho coloquei meu no atual presidente em 2.006. pena que ele não pode se candidatar novamente em 2.010 até porque ele é um democrata que disse por várias vezes que para ele não existia essa hipótese, ao contrário do tão badalado presidente da Colombia Alvaro Uribe, que " arrancou " um 3° mandato no congresso daquele país, que só ele, e os " mui democratas " de lá sabem como. O curioso é que a Colombia é o maior produtor e exportador de cocaina do mundo. Será que há alguma ligação entre esses 2 fatos ? 2 opiniões
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celso assis (60) 07/11/2009 15h32
celso assis (60) 07/11/2009 15h32
COMO EU JÁ ESCREVI, ERROS AO DIGITAR É UMA COISA, AGORA ESCREVER TOTALMENTE ERRADO É INADIMISSIVEL.
VOLTEM PARA O CURSO BÁSICO SRS, ANTES DE TENTAREM CRITICAREM OU ELOGIAREM ALGUEM, E TB TENTEM FICAR CALMINHOS, POIS VCS SABEM QUE SUAS BOQUINHAS ESTÃO PARA TERMINAR
2 opiniões
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