Dinheiro
07/10/2008 - 18h20

Presidente do BNDES não espera desaceleração mais forte da economia brasileira

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

O presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho, disse nesta terça-feira que não vislumbra uma desaceleração forte da economia brasileira em meio ao cenário turbulento econômico mundial. Para Coutinho, há plenas condições para que haja uma trajetória "satisfatória" de crescimento.

"Não há nenhuma razão para a economia brasileira se deixar contaminar e desacelerar substancialmente seu crescimento. A economia tem condições plenas de manter uma trajetória satisfatória de crescimento mesmo em cenário conturbado nos países desenvolvidos. Para quanto a taxa de crescimento vai cair, é cedo para dizer, mas não há razão para jogarmos a toalha mais uma vez', afirmou.

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Coutinho anunciou hoje a criação da diretoria de Gestão Corporativa, que será comandada pelo funcionário de carreira do banco, Luiz Fernando Dorneles.

O executivo evitou fazer previsões sobre a variação da necessidade de recursos do banco para 2009. Ao mesmo tempo em que as linhas de crédito estão mais "ariscas" e fechadas, o que aumentaria a demanda sobre o banco, Coutinho disse não saber se a demanda vai realmente crescer com tanta firmeza.

Ele acrescentou que uma avaliação mais aprofundada sobre os efeitos da crise só poderá ser feita dentro de 3 a 4 meses.

"O que parece realista, é que dada a gravidade da crise nos países desenvolvidos, a recuperação do sistema bancário financeiro nessas economias tenderá a ser um processo lento", observou.

Coutinho comentou ainda que o BNDES ainda não identificou retração nos pedidos ao banco em função da crise, mas ressaltou que ainda é muito cedo para se fazer avaliação a partir desse dado. Segundo ele, até o final de setembro, a economia brasileira "rodou com firmeza".

A recente disparada do dólar não será duradouro, salientou. Para Coutinho, a recente desvalorização cambial reflete a grande tensão do mercado em meio à crise mundial.

O executivo detalhou as condições para a liberação de R$ 5 bilhões adicionais em linhas de crédito para exportadores. Ele lembrou que as linhas externas ficaram "desidratadas" nas últimas duas semanas pela paralisação do sistema de crédito global. De janeiro a agosto, o BNDES havia liberado US$ 3,5 bilhões para linhas de exportação, 30% acima do verificado em igual período no ano passado.

"O objetivo é ampliar esse crescimento no momento em que os exportadores estão mais necessitados de financiamento".

Com isso, a expectativa para 2008, que era de US$ 6,5 bilhões, pode chegar a US$ 8 bilhões. As novas condições prevêem taxas mais altas para liberação de crédito, o que o superintendente de Comércio Exterior do banco, Luiz Antônio Dantas, considerou normal em meio às atuais condições do mercado.

Anteriormente, eram cobradas taxas que variavam de 8% a 12% ao ano para projetos de bens de capital automotivos, de infra-estrutura e da indústria aeronáutica. As novas condições prevêem 15% mais o spread do agente financiador ou a opção por uma cesta de moeda estrangeira, em torno de 7,5%, além do spread do agente financiador.

Para projetos ligados à indústria de bens de consumo, o limite será triplicado, indo a US$ 150 milhões por empresa. O financiamento será nas mesmas bases.

Comentários dos leitores
Cassio Tavares (532) 07/11/2009 22h14
Cassio Tavares (532) 07/11/2009 22h14
Marcos Hundsdofer, me desculpe se escrevi seu nome errado por ser um nome não muito comum a nós brasileiros. Mas o assunto é outro. Voce diz que a educação é fundamental para o desenvolvimento do país, qualquer que ele seja. Concordo plenamente. Acontece que o Brasil foi governado por 8 anos por um senhor que disse assim : ESQUEÇAM DE TUDO QUE ESCREVI. E aí. Um cidadão que fez curso superior, sabe falar, ingles, frances, polones, noruegues, chines, japones, paquistanes, mas não sabe portugues. É que ele fez uma confusão tão grande que no fim não sabia nem portugues. Como podemos ter uma educação de qualidade se o mais alto mandatário diz que é para botar fogo em tudo que escreveu e que vai um dia ( que Deus o tenha, apezar de ateu ) morre de uma doença rara : dor de cotovelo ou a conhecida, inveja.
E como tratar bem os aposentados se ele disse assim :
ESSES APOSENTADOS SÃO TODOS UNS VAGABUNDOS. Não tentem consertar o que ele disse porque senão a emenda vai ficar pior que o soneto.
sem opinião
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Cassio Tavares (532) 07/11/2009 20h03
Cassio Tavares (532) 07/11/2009 20h03
Antonio Gonçalves, obrigado seus elogios até porque aqui eu só divulgo dados e verdades irrefutáveis tomando por base aqueles já publicados pelo próprio governo anterior. Verdades são verdades e continuaram sendo verdades quer queiram ou não os que aqui me criticam. Para mim não faz a menor diferença. Se quizerem botar aí 100 vezes uma 1 estrelinha para mim, não estou nem aí. Eu admiro muito o Presidente Lula e tenho motivos de sobra para isso, até porque não votei nele nas eleições de 2.002 mas com muito orgulho coloquei meu no atual presidente em 2.006. pena que ele não pode se candidatar novamente em 2.010 até porque ele é um democrata que disse por várias vezes que para ele não existia essa hipótese, ao contrário do tão badalado presidente da Colombia Alvaro Uribe, que " arrancou " um 3° mandato no congresso daquele país, que só ele, e os " mui democratas " de lá sabem como. O curioso é que a Colombia é o maior produtor e exportador de cocaina do mundo. Será que há alguma ligação entre esses 2 fatos ? 2 opiniões
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celso assis (60) 07/11/2009 15h32
celso assis (60) 07/11/2009 15h32
COMO EU JÁ ESCREVI, ERROS AO DIGITAR É UMA COISA, AGORA ESCREVER TOTALMENTE ERRADO É INADIMISSIVEL.
VOLTEM PARA O CURSO BÁSICO SRS, ANTES DE TENTAREM CRITICAREM OU ELOGIAREM ALGUEM, E TB TENTEM FICAR CALMINHOS, POIS VCS SABEM QUE SUAS BOQUINHAS ESTÃO PARA TERMINAR
2 opiniões
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