Dinheiro
08/10/2008 - 00h01

Asiáticas seguem tendência mundial e caem pelo terceiro dia

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da Folha Online

As Bolsas de Valores da Ásia seguiram a tendência mundial nesta quarta-feira e abriram em fortes quedas, a despeito da ação conjunta dos seis principais bancos centrais, ontem, para diminuir os efeitos da crise econômica nos mercados. Todas as Bolsas do continente registraram perdas na abertura pelo terceiro dia consecutivo nesta semana.

A Bolsa de Tóquio abriu com retração de 3,18%, para 9.832,86 pontos. A maior queda ocorreu em Hong Kong, onde o indicador Hang Seng ficou abaixo dos 16.000 pontos pela primeira vez em mais de dois anos, em meio a um recuo de 5%. No meio da manhã, a Bolsa caía 4,39%. Na Austrália, o mercado afundava 3,41%, enquanto na Coréia do Sul, as perdas eram de 2,77%. Na China, a queda era de 1,95%.

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No Brasil, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) já acumula perdas de quase 40% (37,2%) no ano com os sucessivos tombos dos últimos dias. Nesta terça-feira, nem a ação conjunta dos seis principais bancos centrais do planeta conseguiu segurar a retração das Bolsas americanas, o que fez a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) desabar. O câmbio disparou e bateu a cotação de R$ 2,31, maior cotação desde maio de 2006.

A Bolsa de Nova York teve forte queda de 5,11%. Em geral, a variação do índice Dow Jones costuma ser menos ampla que o Ibovespa. A "inversão" aponta para investidores sem disposição de correr riscos e voltar às compras.

O presidente dos EUA, George W. Bush, afirmou que está confiante na eficácia do pacote de resgate financeiro de US$ 700 bilhões e prometeu que "o que for necessário será feito" para deter a crise. "As pessoas precisam se dar conta de que a crise representa um problema sério não só para os EUA, mas para o mundo inteiro", disse.

Entre as principais notícias do dia, o Federal Reserve (Fed, o BC americano) anunciou ontem uma ação coordenada com outros cinco bancos centrais para oferecer em dezembro US$ 450 bilhões ao sistema bancário a fim de evitar uma escassez de oferta de dinheiro. Além dessa nova injeção bilionária de recursos, o Fed também deve adquirir títulos de renda fixa de curto prazo --"commercial papers"--, de modo a animar a circulação de recursos pela economia.

Anteriormente, os países da União Européia haviam anunciado que devem adotar elevar as garantias de depósitos em bancos de 20 mil euros (US$ 27.300) para 50 mil euros (US$ 68.400), medida semelhante à adotada pelos Estados Unidos no mês passado.

Comentários dos leitores
Cassio XF (33) 01/12/2009 19h54
Cassio XF (33) 01/12/2009 19h54
Nao eh o Ouro que que estah aumentando, sao as moedas que estao se desvalorizando. O ouro sempre tem valor estavel se comparado aos outros comodities. Por exemplo, a mesma quantidade de ouro compra o mesmo volume de petrole hoje e ou ha 30 anos atras.
Ele tem que ser usado de base para medir o poder de compra e quanto os governos estao inflacionando o mercado imprimindo dinheiro como querem.
O deficit publico mundial eh vergonhoso. Se imprime dinheiro para paga-lo e quem acaba pagando mesmo a conta eh o trabalhador via inflacao, ou desvalorizacao de seu dinheiro, principlamente no Brasil onde se ha somente uma moeda - pura ditadura economica.
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joão nascimento (232) 01/12/2009 18h21
joão nascimento (232) 01/12/2009 18h21
epero que o dem puna o seu governador e não varra a sujeira para baixo do tapete como pt
SO O FATO DA OPSIÇÃO PUNIR O GOVERNADOR SO AI VAI GANHAR VOTOS E MUITTOS VOTOS POIS O BRASILEIRO EM SUA MAIORIA E HONESTO SE REALMENTE O DEDO DURO DO DURVAL TENHA RAZÃO E SO DAQUI DOIS MESES PEDIR O SIGILO BANCARIO DELE E DA FAMILIA VAI TER UM DEDINHO CORTADO NESTA SUJEIRA E SO ESPARAR PARA VER
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celso assis (76) 01/12/2009 12h32
celso assis (76) 01/12/2009 12h32
Seria talvez interessante saber não só a porecntagem em relação ao PIB, mas tambem qual a porcentagem em relação PIB dos empréstimos que foi para o consumo e qual a que foi para a produção (excuindo-se aqui dados do BNDES).
A renda per capita da população seria importante no estudo da dívida?
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