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Dinheiro
08/10/2008 - 08h42

BCs mundiais reduzem juros para conter crise; Fed corta taxa para 1,5%

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da Folha Online

O Federal Reserve (Fed, o BC americano) baixou nesta quarta-feira sua taxa de juros em 0,5 ponto percentual (p.p.), em uma ação coordenada com outros bancos centrais, na tentativa de combater a crise financeira que se alastra pelo mundo.

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A taxa de juros do Fed passou, assim, a 1,5% ao ano. Na reunião do dia 16 de setembro, o banco havia decidido, pela terceira vez consecutiva, manter os juros em 2% ao ano.

Richard Drew/AP
Tela em Bolsa nos EUA indica o corte emergencial de juros pelo Fed
Tela em Bolsa nos EUA indica o corte emergencial de juros pelo Fed

"Ao longo da crise financeira atual, bancos centrais se engajaram em consultas contínuas e em cooperação em medidas conjuntas sem precedentes, tais como a oferta de dinheiro para reduzir as pressões nos mercados financeiros", informou o Fed, em um comunicado publicado hoje.

Os outros bancos que agiram com redução em suas taxas de juros foram: o Banco do Canadá, Banco da Inglaterra (BC britânico), o BCE (Banco Central Europeu), o Sveriges Riksbank (da Suécia) e o SNB (Banco Nacional da Suíça, na sigla em inglês).

O BC britânico diminuiu sua taxa de juros também em 0,5 ponto percentual, para 4,5%, anunciou o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown. O corte servirá, segundo Brown, para garantir aos cidadãos que "estão sendo tomadas todas as ações" para permitir que a atividade econômica "se movimente para frente".

Efe
Mulher protesta e exige retirar dinheiro que perdeu com investimentos no Lehman (China)
Mulher protesta e exige retirar dinheiro que perdeu com investimentos no Lehman (China)

O anúncio de surpresa do corte da taxa de juros chega após o governo britânico anunciar um plano de resgate de 50 bilhões de libras (cerca de 62 bilhões de euros) para estabilizar o sistema financeiro do Reino Unido.

O BCE promoveu um corte da mesma magnitude, levando os juros na zona do euro a 3,75% ao ano. A medida entrará em vigor no dia 15 de outubro, anunciou a autoridade monetária da União Européia.

"As pressões inflacionárias começaram a ficar moderadas em uma série de países, em parte refletindo uma queda acentuada nos preços da energia e de outras commodities. As expectativas de inflação estão diminuindo (...) A intensificação recente da crise financeira elevou os riscos de baixa ao crescimento e, com isso, diminuiu ainda mais os riscos à estabilidade de preços", informou o Fed, em um comunicado. "Algum afrouxamento nas condições monetárias globais é, portanto, necessário."

O Banco do Japão (banco central do país) manifestou forte apoio às reduções de juros empreendidas por outras autoridades monetárias, diz o comunicado do Fed.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
sem opinião
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celso assis (77) 03/12/2009 10h03
celso assis (77) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
19 opiniões
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Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
A repeito da recuperação de mercados..... A dizer da econômia brasileira, no termo equilibrio, travessia, em termos econômicos um bom comparativo, uma ponte, com bons fundamentos (extrutura), tensionada, fortemente exigida, mas com capacidade para resistir, suportar "o uso" e "abusos". Com isto certamente possibilita um avanço significativo em termos econômicos, em ganhos em diversos niveis, um crecimento, uma melhoria de padrão geral, a formação de um novo conceito de solidez, de desenvolvimento como um todo. Imperativo o controle de gastos "em época eleitoral", os famosos desperdicios, as demagogias, erros, politicagem,propaganda enganosa. época que se faz nescessário ampliação de critérios, e cobranças com os gastos, em obras sem útilidade efetiva, e ou duradoura. Do história inicio de ano, época de férias.....atividades reduzidas, coisas se bem pensadas e organizadas podem dar bons resultados aos trabalhadores, empresas, consumidor, já no trimestre seguinte, cautela, controles, agilidade operacional, e de sistemas produtivos, ...... 2 opiniões
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