Dinheiro
08/10/2008 - 12h54

União Européia convida ex-diretor do FMI para liderar grupo contra crise

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da Lusa, em Bruxelas
com Folha Online

O presidente da Comissão Européia (braço executivo do bloco europeu), José Manuel Durão Barroso, vai convidar Jacques de Larosière, ex-diretor-geral do FMI (Fundo Monetário Internacional), para presidir ao grupo de alto nível para estudar a forma de melhorar a supervisão dos mercados financeiros, informou uma fonte à agência Lusa.

Jacques de Larosière, 79, foi diretor-geral do FMI entre 1978 e 1987 e presidente do Banco da França (banco central) entre 1987 e 1993. Em 1993, assumiu a presidência do Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento, e desde o final do mandato, em 1998, tem exercido as funções de conselheiro do presidente do banco francês BNP Paribas.

A decisão da Comissão Européia de criar um grupo de alto nível surgiu no quadro da atual crise financeira e da opinião do executivo comunitário, expressa terça-feira por Durão Barroso em Lisboa, de que é necessário "reforçar a ação européia".

Ontem, países da UE (União Européia) se comprometeram, em reunião emergencial realizada em Luxemburgo, a socorrer e dar apoio a grandes grupos financeiros para evitar uma crise generalizada.

A informação foi dada pelo vice-ministro de Finanças da Alemanha, Joerg Asmussen. Sem citar as instituições, Asmussen disse que a ajuda será destinada aos "bancos relevantes para o sistema". Segundo ele, as intervenções serão decididas "caso a caso".

Os resgates dos bancos à beira da falência se sucederam nos últimos dias na Europa, com o alemão Hypo Real Estate, o belgo-holandês Fortis e o franco-belga Dexia encabeçando a lista. Na Islândia, o governo assumiu o controle do segundo maior banco do país, o Landsbanki.

Nesta quarta, o governo do Reino Unido anunciou um plano bilionário para ressuscitar o sistema bancário, ao valor de 50 bilhões de libras (cerca de US$ 87 bilhões), uma operação equivalente a uma nacionalização parcial do sistema financeiro. O plano tem os mesmos moldes do pacote de US$ 700 bilhões aprovado pelos Estados Unidos.

Oito bancos já se comprometeram com o plano de recapitalização, o que permitirá um aumento de seu capital até o fim do ano em um total de 25 bilhões de libras (US$ 45 bilhões).

Os oito bancos envolvidos na medida são o Abbey, que pertence ao espanhol Santander, Barclays, HBOS --que está sendo comprado pelo Lloyds TSB--, HSBC, Lloyds TSB, Nationwide Building Society, Royal Bank of Scotland e Standard Chartered.

 

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