Investidores ignoram esforços para conter crise e Bolsas européias caem
da Folha Online
As Bolsas européias encerraram os negócios nesta quarta-feira em queda. Diante da possibilidade cada vez mais concreta de que a economia mundial esteja a caminho da pior recessão vista desde a Grande Depressão em 1929, os investidores ignoraram os esforços de hoje para evitar a crise --o anúncio do governo britânico de um pacote de cerca de US$ 87 bilhões para salvar os bancos do Reino Unido e o corte de juros coordenado de seis dos principais bancos centrais do mundo.
O Dow Jones Stoxx 600 caiu 6% hoje, acumulando perda de 13% nos últimos três dias. A Bolsa de Londres fechou em queda de 5,18% no índice FTSE 100, ficando com 4.366,69 pontos; a Bolsa de Paris caiu 6,33% no índice CAC 40, fechando com 3.496,89 pontos; a Bolsa de Frankfurt caiu 5,88% no índice DAX, para 5.013,62 pontos; a Bolsa de Amsterdã desabou 7,68% no índice AEX General, indo para 285,66 pontos; a Bolsa de Milão caiu 5,72% no índice MIBTel, ficando com 16.793 pontos; e a Bolsa de Zurique teve queda de 5,51%, encerrando o dia com 6.073,45 pontos no índice Swiss Market.
| Kai Pfaffenbach/Reuters |
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| Bolsa de Frankfurt cai 5,88%; investidores ignoram ação de governos contra a crise |
O grupo holandês Royal Ahold, ligado ao setor varejista, registrou uma queda de 6,6%, seguindo a previsão de uma queda nas receitas das redes de varejo americanas --a Royal Ahold controla a rede Stop & Shop. O estoque de petróleo nos EUA subiu em 8,1 milhões de barris na semana passada, sinalizando a desaceleração econômica americana e alimentando o temor de que o mundo esteja a caminho de uma recessão grave.
Os governo mundiais tentam com todos os instrumentos à mão evitar isso: o governo britânico, com a ajuda bilionária aos bancos, segue um rumo parecido com o já trilhado pelo governo do EUA, que ofereceu ao setor financeiro US$ 700 bilhões. A ajuda veio depois de instituições financeiras como Lehman Brothers, Merrill Lynch, AIG, Washington Mutual, Wachovia e outras terem passado por problemas graves e, em alguns casos, quebrado.
Na Europa, além do Reino Unido, o a França informou que vai criar uma nova estrutura legal para poder intervir rapidamente e apoiar os bancos atingidos pelos efeitos da crise financeira. No mês passado, Bélgica, França e Luxemburgo injetaram 6,4 bilhões de euros no Dexia, na tentativa de restaurar a confiança financeira na entidade.
O Federal Reserve (Fed, o BC americano) baixou nesta quarta-feira sua taxa de juros em 0,5 ponto percentual (p.p.), em uma ação coordenada com o Banco do Canadá, Banco da Inglaterra (BC britânico), o BCE (Banco Central Europeu), o Sveriges Riksbank (da Suécia) e o SNB (Banco Nacional da Suíça, na sigla em inglês).
| 14.abr.08/Alastair Grant/AP |
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| O premiê Gordon Brown anunciou pacote de resgate e corte de juros do BC britânico |
Na Ásia, a Bolsa de Tóquio teve seu pior dia desde 1987, tendo fechado em queda de quase 10%. A Bolsa de Hong Kong também teve perdas, no mesmo dia em que investidores foram protestar em frente ao Bank of China, exigindo uma reparação depois das perdas sofridas com investimentos do banco ligados ao Lehman Brothers (que pediu concordata no dia 15 de setembro).
No setor de commodities também houve perdas, com destaque para as registradas nos papéis da mineradora BHP Billiton (-11%) e da Anglo American (-8,7%). Os preços do cobre, do alumínio, do níquel, do zinco e da platina caíram, devido à expectativa de queda dos investimentos. No setor petrolífero, as ações da BP (British Petroleum) caíram 6,8% e as da Royal Dutch Shell caíram 5,8%.
FMI
O FMI (Fundo Monetário Internacional) reduziu a previsão para a economia global, o FMI de 4,1% para 3,9% neste ano e de 3,9% para 3% no próximo ano. Para a zona do euro, a expectativa de crescimento é de 1,3% neste ano e de 0,2% em 2009, uma redução de 0,4 ponto percentual no primeiro caso e de 1 ponto percentual no segundo. Para a França, o crescimento esperado é de 0,2%, contra 1,4% em julho.
Os três países da zona do euro que devem registrar PIB negativo no próximo ano são Espanha e Itália, ambos com contração de 0,2%, e Irlanda, com 0,6%. Dois países europeus que não usam o euro também devem ter desempenho negativo em 2009: Reino Unido (-0,1%) e Islândia (-3,1%).
Para a economia americana, a previsão de expansão para 2008 é de 1,6%, ligeiramente acima do 1,3% calculado em julho. O relatório do Fundo destaca que a piora do crédito já tem um impacto visível na concessão de novos empréstimos e prevê que o acesso a empréstimos e financiamentos continuará sendo difícil ao longo de 2009.
Além disso, o FMI estima que o pacote de resgate do setor financeiro, de US$ 700 bilhões, aprovado pelo Congresso na Semana passada, ajudará a estabilizar os mercados, mas "um tempo considerável" irá passar antes de uma melhora.
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Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
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O que me preocupa é q nesta aventura serao gastos 2/3 do Pib; talvez em algo inútil - em minha opiniao a dependencia do petroleo tende a diminuir com o avança cientifico de outras formas. Mas encherá os bolsos da tchurma como NUNCA ANTEZ NA HIZTÓRIA.
goebbels se revira no tumulo. a turma da propaganda do governo é mais eficiente. Bom, o povo sendo mais inculto facilita.
Diga-ma qual o erro deportugues mais forte que vistes...eu vi um tal de eduardo Souza num forum escrever falço. Voce viu algo pior?
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Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
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