Dinheiro
08/10/2008 - 14h04

Em reunião com Lula, presidente do BC acalma ânimos ante crise

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta quarta-feira com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, para tratar dos últimos desdobramentos e iniciativas em relação à crise econômica. No encontro, segundo interlocutores, Meirelles, fez uma exposição sobre os efeitos de os "bancos ortodoxos" europeus terem reduzido os juros. E garantiu que as medidas adotadas pelo governo brasileiro são suficientes.

Meirelles viaja hoje com o ministro Guido Mantega (Fazenda) para Nova York onde participam de uma reunião com os ministros da economia e presidentes de bancos centrais estrangeiros.

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Interlocutores de Lula informaram que está descartada a idéia de uma reunião extraordinária do Copom (Comitê de Política Monetária) nesta quarta-feira, como havia expectativa. De acordo com eles, além da MP (medida provisória) e das medidas já anunciadas, não há outras propostas em curso.

A Folha Online apurou que após a reunião reservada com Lula, Meirelles, por orientação do presidente, fez uma análise sobre a situação econômica para os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), Paulo Bernardo (Planejamento), Tarso Genro (Justiça) e José Múcio Monteiro (Relações Institucionais).

De acordo com um dos participantes, Meirelles acalmou os ânimos e disse que há uma epidemia, mas que o governo está atento para não contraí-la. A declaração do presidente do Banco Central foi uma referência aos efeitos da crise internacional na economia brasileira.

Meirelles também disse que a o governo federal está precavido e mantendo suas reservas, mas em alerta para os desdobramentos da crise internacional.

A conversa de Lula com Meirelles e os demais ministros provocou um atraso de mais de uma hora na agenda oficial do presidente e fez com que ele cancelasse um de seus compromissos --que era participar de uma cerimônia sobre artes.

Comentários dos leitores
Guilherme Lemmi (225) 23/11/2009 14h48
Guilherme Lemmi (225) 23/11/2009 14h48
Sobre a reportagem "Livre mercado é melhor modelo econômico apesar da crise, dizem bilionários", interessante, a Folha deveria perguntar para o 1 bilhao de pessoas que passam fome no mundo, se eles concordam com essa opinião.
Ah, esqueci, essas pessoas só passam fome porque nao tiveram a 'tenacidade' para vencer na vida....
sem opinião
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JOSE MOTTA (48) 23/11/2009 13h53
JOSE MOTTA (48) 23/11/2009 13h53
ISSO É PRIMEIRO MUNDO. POVO POLITIZADO,MAS PERIMERISSIMO MUINDO SÃO ALGUS PAISES EUROPEUS E CANADÁ. ESTAMOS LONGE DE CHEGAR LÁ. sem opinião
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Eduardo Giorgini (419) 23/11/2009 10h16
Eduardo Giorgini (419) 23/11/2009 10h16
Bom dia!
Bem, essa forma de analise discordo. O que Obama fez em relação à crise foi a única opção e não devido a possíveis competências.
Isso acontece no Brasil tambem. Dizem que foi Lula que salvou o Brasil da crise, mas o que ele fez foi nada além de manter a inércia da política brasileira e com um pouco de sorte, deu certo de a crise não pegar tão forte.
Só que ao contrário do Brasil, o eleitorado Norte Americano exige mais, ainda mais depois do desastre de Bush.
Um presidente so quebra um país de for um ditador, caso contrário, setores da sociedade ajudam na tomada de decisões e o setor privado segura as pontas (que é o que acontece nos Estados Unidos e tambem no Brasil)
Inclusive hoje, um presidente não "pesa" tanto na condução de uma boa política de governo.
[]s
Eduardo.
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