Em reunião com Lula, presidente do BC acalma ânimos ante crise
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta quarta-feira com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, para tratar dos últimos desdobramentos e iniciativas em relação à crise econômica. No encontro, segundo interlocutores, Meirelles, fez uma exposição sobre os efeitos de os "bancos ortodoxos" europeus terem reduzido os juros. E garantiu que as medidas adotadas pelo governo brasileiro são suficientes.
Meirelles viaja hoje com o ministro Guido Mantega (Fazenda) para Nova York onde participam de uma reunião com os ministros da economia e presidentes de bancos centrais estrangeiros.
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Interlocutores de Lula informaram que está descartada a idéia de uma reunião extraordinária do Copom (Comitê de Política Monetária) nesta quarta-feira, como havia expectativa. De acordo com eles, além da MP (medida provisória) e das medidas já anunciadas, não há outras propostas em curso.
A Folha Online apurou que após a reunião reservada com Lula, Meirelles, por orientação do presidente, fez uma análise sobre a situação econômica para os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), Paulo Bernardo (Planejamento), Tarso Genro (Justiça) e José Múcio Monteiro (Relações Institucionais).
De acordo com um dos participantes, Meirelles acalmou os ânimos e disse que há uma epidemia, mas que o governo está atento para não contraí-la. A declaração do presidente do Banco Central foi uma referência aos efeitos da crise internacional na economia brasileira.
Meirelles também disse que a o governo federal está precavido e mantendo suas reservas, mas em alerta para os desdobramentos da crise internacional.
A conversa de Lula com Meirelles e os demais ministros provocou um atraso de mais de uma hora na agenda oficial do presidente e fez com que ele cancelasse um de seus compromissos --que era participar de uma cerimônia sobre artes.
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