Dinheiro
08/10/2008 - 14h50

Países emergentes deverão formar bloco contra crise, diz Amorim

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

O ministro Celso Amorim (Relações Exteriores) defendeu nesta quarta-feira que o Brics (Brasil, Rússia, China, África do Sul e Índia) atuem de forma coordenada contra os efeitos da crise econômica. Segundo ele, essa é a intenção do ministro Guido Mantega (Fazenda), que pretende tratar do tema na reunião de outono do FMI (Fundo Monetário Internacional), que começa amanhã e vai até domingo.

"Eu acho muito importante e essa crise acentua a necessidade de coordenação com outras economias emergentes, como por exemplo, os chamados Brics. Nós temos um enorme comércio com esses países, que é crescente, e no entanto, não se pode deixar à mercê de dificuldades de crédito que possam vir de problemas dos países ricos", afirmou, após participar de encontros com representantes da Nicarágua, sobre acordos bilaterais entre os países.

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Amorim acrescentou que sugeriu ainda ao ministro da Fazenda que o mesmo tipo de ação seja feita também entre os países do Mercosul. Para o chanceler, deve ser estudada uma ação conjunta para evitar que ocorreram em outras crises.

"Claro que hoje estamos muito mais protegidos, de modo que não creio que haja nenhuma medida muito dramática, mas pelo menos uma análise conjunta da crise nós precisamos ter", observou.

O mundo vive uma desordem econômica, definiu Amorim. Na visão do ministro, após a crise, uma nova ordem será criada e, naturalmente, deverá incluir os países emergentes entre os atores principais, citando a opinião do presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick.

"Não se poderá mais tratar os problemas do mundo em um grupo de sete países, quando uma participação enorme do PIB mundial está em outras partes".

Ação conjunta

O Federal Reserve (Fed, o BC americano) baixou nesta quarta-feira sua taxa de juros em 0,5 ponto percentual (p.p.), em uma ação coordenada com outros bancos centrais, na tentativa de combater a crise financeira que se alastra pelo mundo.

A medida, adotada depois de meses de injeções diárias de dinheiro, mostra que os governos mundiais estão ficando sem munição para combater uma crise que ameaça ser de escala vista apenas em 1929, na Grande Depressão.

Contra a possibilidade de paralisação das economias e a circulação de dinheiro, se mobilizaram, além do Fed, o Banco do Canadá, o Banco da Inglaterra (BC britânico), o BCE (Banco Central Europeu), o Sveriges Riksbank (da Suécia) e o SNB (Banco Nacional da Suíça, na sigla em inglês).

Comentários dos leitores
Isaías Santana (32) 10/11/2009 17h00
Isaías Santana (32) 10/11/2009 17h00
É impressionante a maneira tosca com a qual algumas pessoas se reportam ao presidente. Queria muito saber em qual faculdade existe o curso de PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA? O Lula ñ foi o responsável por todos os êxitos, e c/ toda certeza as pessoas de bom senso tb percebem q algumas escolhas dele poderiam ser mais acertadas. Mas a verdade é q há muito ñ víamos alguém cair nessa balança e sair em saldo. O FHC até o primeiro mandato estava caminhando p/ isso, mas conseguiu fazer o país estagnar no segundo mandato. Há muito tempo não víamos o mundo (qdo digo o mundo, digo desde pessoas comuns de outros países até seus meios de comunicação nacional) olhar para o Brasil e acharem q sua administração coleciona acertos. Interessante lembrar q não faz muito tempo, alguns desses nem sabiam onde ficava o Brasil. Ao eloquente pessimista: permita-se conversar com alguém q está fora e pergunte a ele o q tem ouvido sobre o país, já q você ñ consegue abrir os olhos pra enxergar alguma diferença q seja. O pessimista atribui ao crescimento mundial o sucesso brasileiro desta década, se fosse assim teríamos uma África em crescimento e até vizinhos nossos esbanjando a mesma robustez brasileira. Queira acreditar no país e no rumo q ele está tomando! Ñ há como retroceder agora. Fazer vc perceber isso ñ tem nada a ver com o Lula, apenas com a sua própria postura diante do mundo. sem opinião
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Cassio Tavares (555) 10/11/2009 10h43
Cassio Tavares (555) 10/11/2009 10h43
Antonio Rodrigues, as escolas públicas do ensino básico são estaduais ou municipais e cabe ao governo federal apenas repassar as verbas da educação conforme manda a lei. A aplicação desses recursos transferidos pelo governo federal, são utilizados pelos governadores e prefeitos de nossas cidades conforme a vontade deles. O pior é que muitos governadores e prefeitos desviam recursos que lhes são repassados para a educação para outras finalidades, e com isso violam as leis. Há poucos dias a Folha publicou o montante dos recursos destinados a cada estado e o maior desvio dessa aplicação se deu no Rio Grande do Sul, ou seja, o que mais desviou esses recursos e em penúltimo lugar estava o Estado de Minas Gerais. Acontece também é que os alunos das escolas públicas de todo o Brasil participaram de um teste e os alunos das esolas públicas de São Paulo, de responsabilidade do estado e da prefeitura ficaram nos últimos lugares. A segurança pública também é de responsabilidade dos estados através de suas policias militar e civil. Acontece que também a Folha publicou dias atrás um comunicado da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo dizendo que a criminalidade apresentou um crescimento nos últimos 3 trimestres. Pesquise e analise se achar conveniente. 3 opiniões
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Cassio Tavares (555) 10/11/2009 10h25
Cassio Tavares (555) 10/11/2009 10h25
Isidório Silva, o governo não pode dar aumento em dólares. Nós aposentados recebemos em reais e esse governo, embora com pequenos aumentos reais acima da inflação, tem dado esses aumentos.
Muito pior foi o governo do Sr. Fernando Henrique que, além de não dar nenhum aumento ainda disse assim : ESSES APOSENTADOS SÃO TODOS UNS VAGABUNDOS. Pelo visto o senhor não sabia dessa frase do Sr. Fernando Henrique em Paris. Mas porque em Paris ? Porque talvez ele pensou que por estar longe do Brasil ninguém nem perceberia o que estava dizendo. Acontece que alguns repórteres estavam por ali e ouviram o que ele disse e publicaram em toda a imprensa brasileira. Espero ter esclarecido a dúvida do Sr. Isidório.
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