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Dinheiro
08/10/2008 - 15h15

Mantega convoca reunião do G20 para sábado na sede do FMI

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EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

Atualizada às 16h40

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, convocou uma reunião do G20 financeiro, presidido atualmente pelo Brasil, para o próximo sábado na sede do FMI (Fundo Monetário Internacional), nos Estados Unidos.

O ministro viaja hoje para os Estados Unidos, onde participará das reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, que serão realizadas entre nesta quinta-feira (9) e na próxima segunda-feira (13). O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, também estará em Washington, onde participa da reunião do Fundo e de encontros com investidores.

A reunião foi convocada a pedido do secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, para discutir formas de coordenar novas ações contra a atual crise financeira. "O objetivo é discutir os aspectos da crise financeira mundial e seu impacto na economia global", informa o Ministério da Fazenda em nota.

O G20 é grupo formado pelos ministros da Fazenda e presidentes de Bancos Centrais dos países ricos do G7 (Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, França, Alemanha, Itália e Japão), além de União Européia, Austrália, China, Índia, Brasil, Argentina, México, Rússia, Indonésia, Arábia Saudita, África do Sul, Coréia do Sul e Turquia. O Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial também estão representados.

Emergentes

O ministro Celso Amorim (Relações Exteriores) defendeu nesta quarta-feira que o Brics (Brasil, Rússia, China, África do Sul e Índia) atuem de forma coordenada contra os efeitos da crise econômica.

"Eu acho muito importante e essa crise acentua a necessidade de coordenação com outras economias emergentes, como por exemplo, os chamados Brics. Nós temos um enorme comércio com esses países, que é crescente, e no entanto, não se pode deixar à mercê de dificuldades de crédito que possam vir de problemas dos países ricos", afirmou, após participar de encontros com representantes da Nicarágua, sobre acordos bilaterais entre os países.

Amorim acrescentou que sugeriu ainda ao ministro da Fazenda que o mesmo tipo de ação seja feita também entre os países do Mercosul. Para o chanceler, deve ser estudada uma ação conjunta para evitar que ocorreram em outras crises.

Ação conjunta

O Federal Reserve (Fed, o BC americano) baixou nesta quarta-feira sua taxa de juros em 0,5 ponto percentual (p.p.), em uma ação coordenada com outros bancos centrais, na tentativa de combater a crise financeira que se alastra pelo mundo.

Contra a possibilidade de paralisação das economias e a circulação de dinheiro, se mobilizaram, além do Fed, o Banco do Canadá, o Banco da Inglaterra (BC britânico), o BCE (Banco Central Europeu), o Sveriges Riksbank (da Suécia) e o SNB (Banco Nacional da Suíça, na sigla em inglês).

 

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