Dinheiro
08/10/2008 - 15h36

BC coloca mais US$ 1,3 bi no mercado com leilão de contrato cambial

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EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

Depois de vender dólares das reservas internacionais pela manhã para acalmar o mercado de câmbio, o Banco Central utilizou mais uma arma para conter a escalada do dólar nesta quarta-feira.

O BC injetou mais US$ 1,303 bilhão por meio de um leilão de contratos de swap cambial, o equivalente a uma operação de venda de moeda no mercado futuro. Esses contratos oferecem proteção contra a alta do dólar e, dessa forma, diminuem a pressão de alta da moeda norte-americana.

Nesta quarta-feira, a moeda voltou a disparar e chegou a ser vendida a R$ 2,48 no pior momento do dia, por volta das 11h. Logo após o leilão de swap, realizado entre as 14h30 e 14h45, o dólar era vendido a R$ 2,32.

O leilão de swap já estava programado para acontecer desde ontem. Esse é o terceiro dia seguido em que o BC se utiliza desse recurso.

Reservas internacionais

Apesar desse leilão já estar programado, o BC precisou queimar alguns dólares das reservas internacionais na manhã de hoje para ajudar a acalmar o mercado.

Foi a primeira vez, desde o dia 13 de março de 2003, que o BC realizou um leilão de venda de dólares nesse formato, que significa queima das reservas internacionais.

Nos leilões realizados até ontem, o BC vendia moeda com compromisso de recompra (marcava data para ter os dólares de volta) ou negociava contratos de câmbio, como fez hoje à tarde, o que não alterava o nível das reservas.

A autoridade monetária não informou o valor dos dólares vendidos nesta quarta nesse outro tipo de leilão. Até a última segunda-feira, último dado divulgado pelo BC, as reservas estavam em US$ 208 bilhões.

Taxas

No primeiro leilão de hoje, o BC aceitou ofertas por R$ 2,4485 (taxa de corte). O segundo leilão teve taxa de R$ 2,37. Às 11h29, o BC anunciou o terceiro leilão de moeda do dia. A taxa aceita foi de R$ 2,356.

A venda de hoje terá impacto nas reservas somente na próxima sexta-feira, data de liquidação da operação. O dado de sexta é divulgado pelo BC ao público com um dia útil de defasagem, ou seja, na próxima segunda-feira.

Comentários dos leitores
Rogério Turchetti (39) 26/11/2009 16h35
Rogério Turchetti (39) 26/11/2009 16h35
O nosso grande "Guru" Financeiro, o Sr. Lula da Silva deveria sair na capa da "Economist" vestido de CROUPIE. Seu governo está patrocinando o maior casino financeiro do mundo atual, bem aqui embaixo das nossas barbas !!!!
Não é a toa que os banqueiros de cá, e mesmo os de "olhinhos azuis", o estão idolatrando tanto.
Enquanto isso, nossa industria está sendo completamente sucateada !!!
Vamos parar com as "mentirinhas" e com a sapiência Marketeira !!!
Acorda Brasil !!!
4 opiniões
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JOSE MOTTA (51) 26/11/2009 15h17
JOSE MOTTA (51) 26/11/2009 15h17
O SALARIO NO BRASIL É REALMENTE BAIXO, PORÉM INCIDE MUITO ENCARGOS QUE ENCARECEM ESSES SALARIOS PARA AS EMPRESAS, POR EXEMPLO, PORQUE PAGAR PLANO DE SAÚDE SAÚDE PARA OS FUNCIONÁRIO TEMOS O "SUS".? AGORA NÃO É O MAIS BAIXO DO MUNDO. AGÚEM JÁ PROCUROU SABER QUANTO GANHA UM TRABALHAR CHINÊS, CONSIDERADA E SEGUNDFA ECONOMIA MUNDIAL? sem opinião
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Cristiano Garcia (373) 26/11/2009 14h56
Cristiano Garcia (373) 26/11/2009 14h56
Ora, ora, o banco americano Goldman Sachs que não conseguiu prever a crise economica que acometeu e quase levou na enxurrada de falencias a propria instituição, continua a tecer opiniões sobre a economia alheia. Agora quer prejudicar a economia brasileira com essas afirmações que tendem a criar um recuo ou tensão no dinheiro que vem sendo investido no Brasil.
Esses safados que não previram a crise global, deveriam ficar de boca fechada.
sem opinião
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