Dinheiro
08/10/2008 - 18h26

BC reduz compulsório de bancos e coloca mais R$ 23,2 bi na economia

Publicidade

EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

O Banco Central anunciou nesta quarta-feira mais duas mudanças nos depósitos compulsórios dos bancos com o objetivo de injetar outros R$ 23,2 bilhões para o sistema financeiro nacional.

Depois da redução de juros promovia pelos bancos centrais internacionais, o BC decidiu anunciar essas novas medidas para colocar mais "liquidez no mercado" (dinheiro disponível).

Veja a lista de medidas já anunciadas no Brasil para combater a crise
Entenda a evolução da crise que atinge a economia dos EUA

O compulsório é a parcela do dinheiro depositado pelos clientes que os bancos precisam recolher junto ao BC. Esse mecanismo ajuda a autoridade monetária a controlar a quantidade de dinheiro que circula na economia.

Em uma das alterações, que coloca R$ 6,3 bilhões na economia, o BC mudou o desconto dado aos bancos no recolhimento compulsório sobre depósitos a prazo. Os bancos continuam obrigados a recolher 15% daquilo que os clientes depositam, mas poderão descontar desse valor R$ 700 milhões. Desde 2004, o desconto era de R$ 300 milhões.

A outra medida mexe com o adicional de recolhimento compulsório, que vale para depósitos a prazo, a vista e poupança. Nesse caso, foram reduzidas as alíquotas para os dois primeiros tipos de depósitos de 8% para 5%. A da poupança continua em 10%. A medida vai colocar mais R$ 16,9 bilhões na economia.

O impacto das duas medidas começa a ter efeito, respectivamente, nos dias 13 e 10 de outubro (próxima semana).

Liberação

Essa é a terceira mudança no compulsório promovida pelo BC desde o agravamento da crise internacional de crédito.

Com as duas alterações anteriores, o total liberado na economia já chega a R$ 60 bilhões. Em agosto, o BC havia recolhido cerca de R$ 260 bilhões em todas as modalidades de compulsório.

Comentários dos leitores
joão nascimento (229) 30/11/2009 20h50
joão nascimento (229) 30/11/2009 20h50
lula ja que voce e o rei da cocada preta pois o brasil nos eixo lucrativo da economia com sua equipe de petista,mande uma equipe a altura para a venezuela por sua contas em ordem com um pouco do dinheiro do pre sal junto com o pac o bolsa familia e mais delubio,joão paulo cunha ,tarso genro,ze dirceu e waldomiro diniz,duda mendonça pra arrumar a imagem do hugo perante a população e a america latina,marcos valerio para assumir os bancos tomados na mão grande e a cara dele o palocci como o el ministro,genoino se o sr. quiser ir vai tambem depois das eleições de 2010 sem opinião
avalie fechar
Carlos Gonçalves (418) 30/11/2009 20h01
Carlos Gonçalves (418) 30/11/2009 20h01
Na década de 90 existiam em torno de 13 trilhões de dólares, recursos especulativos que viajavam para lá e para cá, surrupiando as economias emergentes e subdesenvovidas, ninguém fez nada. Como pombas de arribação que baixam sobre uma plantação deixando o rastro de destruição. Ninguém conteve essa fúria, agora explodiu nos EUAs e em Dubai, continua sem receeber as devidas punições seus donos. Quando será então que os povos passarão o fino da espada para ceifar de vez esse agentes criminosos, livres e protegidos. A organização do Estado jamais fará isso. Somente o povo é capaz de passar a limpo tudo isso, para isso precisa se achar capaz e não temer os custos cruentos da decisão. sem opinião
avalie fechar
O Pacificador (226) 30/11/2009 17h29
O Pacificador (226) 30/11/2009 17h29
A única coisa que não está em recessão na Venezuela, é a imensa boca do Chávez...
Que fala, fala, fala e não diz nada.
A intensa perseguição á iniciativa privada, com a estatização de empresas via decreto, estão acabando com a precária economia do país.
O fechamento de dois bancos agora, é só a cerejinha que faltava...
É isso aí Chávez, se tinha alguém querendo embarcar na canoa furada do bolivarianismo falido, com esta quebradeira toda, até a cumpanherada saí correndo...
sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (4382)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca