Tesouro dos EUA alerta para novas quebras e BCs cortam juros
da Folha Online
O secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, disse nesta quarta-feira que, embora o governo americano esteja trabalhando para tirar o país da crise, "uma coisa é preciso reconhecer: mesmo com os novos poderes do Tesouro, algumas instituições financeiras irão quebrar". A presidente da Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados), Nancy Pelosi, por sua vez, disse que o país precisa de um novo pacote de estímulo à economia, de US$ 150 bilhões.
Leia cobertura completa da crise financeira
Entenda a evolução da crise que atinge a economia dos EUA
"A EESA [Lei de Estabilização Econômica de Emergência, na sigla em inglês, o nome do pacote de US$ 700 bilhões aprovado pelo Congresso na semana passada] não existe para apenas salvar todas as instituições financeiras", disse Paulson.
Pelosi disse, por sua vez, que um novo pacote de estímulo à economia pode ser necessário, aos moldes do que foi aprovado em fevereiro deste ano, de US$ 168 bilhões, para estimular o consumo e impedir a paralisação da economia americana.
| Evan Vucci/AP |
![]() |
| Secretário do Tesouro dos EUA advertiu algumas instituições financeiras irão quebrar |
O secretário disse que o povo americano precisará ter "um certo grau de paciência" enquanto o governo tenta fazer com que o processo de recuperação da estabilidade nos mercados financeiro "o mais efetivo possível". "Embora a maioria dos americanos entenda que ciclos econômicos ocorram, estamos passando por desafios extraordinários e difíceis, em casa e no exterior --desafios que deixam claro que o Congresso estava certo em adotar uma ação ágil e ousada, e que não temos tempo a perder para implementar a lei", disse Paulson, em um pronunciamento na TV.
"Todo esforço vai exigir uma análise cuidadosa, deliberação e transparência, e algum grau de paciência do povo americano enquanto criamos o mais efetivo processo [de estabilização] possível."
O pacote de US$ 168 bilhões ajudou a fazer a economia americana andar: o dinheiro extra favoreceu os gastos dos consumidores entre abril e julho, o que se refletiu nos dados do PIB (Produto Interno Bruto). No segundo trimestre, a economia cresceu 2,8% (ligeiramente menor que os 3,3% em um cálculo prévio). Analistas dizem, no entanto, que, sem o benefício do dinheiro extra, nos próximos trimestres o desempenho econômico americano deverá ser inferior.
BCs
A declaração do secretário sobre novas quebras de instituições financeiras chega no mesmo dia em que o Federal Reserve (Fed, o BC americano), em conjunto com outros cinco bancos centrais --Banco do Canadá, Banco da Inglaterra (BC britânico), BCE (Banco Central Europeu), Sveriges Riksbank (da Suécia) e SNB (Banco Nacional da Suíça, na sigla em inglês)--, agiram de modo coordenado para reduzir suas taxas de juros em 0,5 ponto percentual. A taxa de juros do Fed caiu para 1,5% ao ano.
Além disso, o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, anunciou hoje um plano de resgate de 50 bilhões de libras (cerca de US$ 87 bilhões) aos moldes do pacote dos EUA, para evitar que os bancos do Reino Unido tenham destino semelhante ao do Lehman Brothers, que quebrou no dia 15 do mês passado e marcou o início do segundo ciclo da crise, iniciado no ano passado.
Além do Lehman, outras instituições que tiveram problemas, tanto nos EUA como na Europa, foram Merrill Lynch, AIG, Wachovia, Dexia, Fortis, Hypo Real Estate, Bradford & Bingley, HBOS e o Washington Mutual --que também quebrou no mês passado.
G20
Paulson disse ainda que entrou em contato com o Brasil, que preside o G20 [grupo de países emergentes], para solicitar uma reunião que incluirá presidentes de bancos centrais e representantes das áreas econômicas e financeiras dos países em desenvolvimento para discutir "como agir coordenadamente a fim de minimizar os efeitos da turbulência nos mercados financeiros globais e a desaceleração econômica em nossos países".
| Matilde Campodonico/AP |
|
| Amorim defendeu que os Brics atuem de forma coordenada contra crise financeira |
O G20 é grupo formado pelos ministros da Fazenda e presidentes de Bancos Centrais dos países ricos do G7 (Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, França, Alemanha, Itália e Japão), além de União Européia, Austrália, China, Índia, Brasil, Argentina, México, Rússia, Indonésia, Arábia Saudita, África do Sul, Coréia do Sul e Turquia. O Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial também estão representados.
O ministro Celso Amorim (Relações Exteriores) defendeu que os Brics (Brasil, Rússia, China e Índia) atuem de forma coordenada contra os efeitos da crise econômica. "Eu acho muito importante e essa crise acentua a necessidade de coordenação com outras economias emergentes, como por exemplo, os chamados Brics. Nós temos um enorme comércio com esses países, que é crescente, e no entanto, não se pode deixar à mercê de dificuldades de crédito que possam vir de problemas dos países ricos", afirmou.
Leia mais
- BCs mundiais tentam impedir recessão global com corte emergencial de juros
- Bush conversa sobre crise financeira com Merkel e Lula
- Obama e McCain elogiam corte emergencial de juros do BC
- Em reunião com Lula, presidente do BC acalma ânimos ante crise
- Brasil tem fluxo negativo de dólares no final de setembro
Especial
- Leia a cobertura completa sobre a crise dos EUA
- Navegue no melhor roteiro de cultura e diversão da internet
Livraria




Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
avalie fechar
O que me preocupa é q nesta aventura serao gastos 2/3 do Pib; talvez em algo inútil - em minha opiniao a dependencia do petroleo tende a diminuir com o avança cientifico de outras formas. Mas encherá os bolsos da tchurma como NUNCA ANTEZ NA HIZTÓRIA.
goebbels se revira no tumulo. a turma da propaganda do governo é mais eficiente. Bom, o povo sendo mais inculto facilita.
Diga-ma qual o erro deportugues mais forte que vistes...eu vi um tal de eduardo Souza num forum escrever falço. Voce viu algo pior?
avalie fechar
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
avalie fechar