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Dinheiro
09/10/2008 - 09h27

OMS alerta para riscos de suicídios devido à crise financeira

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da France Presse

A crise financeira mundial pode aumentar a incidência de suicídio e enfermidades mentais entre as pessoas que enfrentam a perda de sua moradia ou meio de subsistência, alertou a OMS (Organização Mundial da Saúde).

"Não devemos nos surpreender ou menosprezar as perturbações e as possíveis conseqüências da crise financeira", afirmou a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, durante uma reunião em Genebra com profissionais da saúde mental.

Nesta semana, um homem de Los Angeles, de 45 anos, matou a disparos cinco membros de sua família e se suicidou. Deixou uma carta para a polícia explicando que o motivo de sua decisão era sua difícil situação econômica.

Na quarta-feira (1º), a rede de TV CNN informou que Addie Polk, 90, da cidade de Akron (Ohio), foi hospitalizada após atirar em si mesma duas vezes. Ela fez os disparos enquanto policiais tentavam despejá-la de sua casa.

A companhia de hipotecas Fannie Mae informou que irá perdoar as dívidas imobiliárias de Polk. O porta-voz da empresa declarou que, frente ao incidente, a "associação tinha decidido suspender a ação judicial contra Polk e conceder a ela a posse integral da propriedade".

O deputado democrata por Ohio, Dennis Kucinich, citou o caso de Polk, durante discurso no Congresso, que então debatia a aprovação do pacote de resgate financeiro do governo, de US$ 700 bilhões, que acabou aprovado na sexta (3).

"Essa lei não ajuda em nada as Addie Polks deste mundo", disse Kucinich, após contar a história da mulher. "Essa lei não atende aos milhões de donos de imóveis que estão enfrentando a falência e a perda de suas casas. Esse plano vai tomar conta de Wall Street, e o mercado pode registrar altas por alguns dias, mas a democracia sai perdendo', acrescentou.

O pacote recebeu acréscimos tanto dos senadores como dos deputados --de três páginas que tinha inicialmente, o pacote passou a ter cerca de 450. Entre os acréscimos estão um aumento da garantia para depósitos em bancos, de US$ 100 mil para US$ 250 mil, e US$ 150 bilhões em benefícios fiscais para a classe média, pequenos empresários e famílias atingidas por fenômenos naturais.

Comentários dos leitores
Charles Ribas (4) 09/07/2009 17h04
Charles Ribas (4) 09/07/2009 17h04
Só mesmo na democrática internet, para um cidadão comentar na Folha de S. Paulo, usando a palavra luxúria, tentando se referior ao luxo!
Democracia!!!
sem opinião
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Thiago Lustosa (1) 09/07/2009 14h39
Thiago Lustosa (1) 09/07/2009 14h39
Voltando à história do Vaticano, o seu banco tem 8% dos casinos da Áustria. E ainda querem discordar da abertura dos jogos no Brasil. sem opinião
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J. R. (403) 08/07/2009 13h46
J. R. (403) 08/07/2009 13h46
Crise? Aqui não haverá crise. Nossos trilhões da reserva do tesouro está no FED impresso em verdinhas, sem lastro mas tudo bem. Isso é que é ser solidário. 35 opiniões
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