OMS alerta para riscos de suicídios devido à crise financeira
da France Presse
A crise financeira mundial pode aumentar a incidência de suicídio e enfermidades mentais entre as pessoas que enfrentam a perda de sua moradia ou meio de subsistência, alertou a OMS (Organização Mundial da Saúde).
"Não devemos nos surpreender ou menosprezar as perturbações e as possíveis conseqüências da crise financeira", afirmou a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, durante uma reunião em Genebra com profissionais da saúde mental.
Nesta semana, um homem de Los Angeles, de 45 anos, matou a disparos cinco membros de sua família e se suicidou. Deixou uma carta para a polícia explicando que o motivo de sua decisão era sua difícil situação econômica.
Na quarta-feira (1º), a rede de TV CNN informou que Addie Polk, 90, da cidade de Akron (Ohio), foi hospitalizada após atirar em si mesma duas vezes. Ela fez os disparos enquanto policiais tentavam despejá-la de sua casa.
A companhia de hipotecas Fannie Mae informou que irá perdoar as dívidas imobiliárias de Polk. O porta-voz da empresa declarou que, frente ao incidente, a "associação tinha decidido suspender a ação judicial contra Polk e conceder a ela a posse integral da propriedade".
O deputado democrata por Ohio, Dennis Kucinich, citou o caso de Polk, durante discurso no Congresso, que então debatia a aprovação do pacote de resgate financeiro do governo, de US$ 700 bilhões, que acabou aprovado na sexta (3).
"Essa lei não ajuda em nada as Addie Polks deste mundo", disse Kucinich, após contar a história da mulher. "Essa lei não atende aos milhões de donos de imóveis que estão enfrentando a falência e a perda de suas casas. Esse plano vai tomar conta de Wall Street, e o mercado pode registrar altas por alguns dias, mas a democracia sai perdendo', acrescentou.
O pacote recebeu acréscimos tanto dos senadores como dos deputados --de três páginas que tinha inicialmente, o pacote passou a ter cerca de 450. Entre os acréscimos estão um aumento da garantia para depósitos em bancos, de US$ 100 mil para US$ 250 mil, e US$ 150 bilhões em benefícios fiscais para a classe média, pequenos empresários e famílias atingidas por fenômenos naturais.
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Um credor só está realmente seguro quando seu devedor dispõe de renda anual suficiente para quitar a dívida. Se os EU tivessem superávit primário, isto é, maior arrecadação do que despesa, no valor de um trilhão por ano, passariam 14 anos para pagar a seus credores. Isto, sem falar nos juros! Em vez de superávit, o Império terá este ano um déficit fiscal de mais de um trilhão e meio.
Em respeito à ciência financeira, esses credores nunca mais receberiam seus créditos. Em respeito ao arcenal bélico do devedor, todos os credores estão tranquilos... Seria o chefão do morro devendo a todo morador, mas todos tranquilos e muito confiantes no poder de fogo do valentão!
O perigo é o chefão dizer que não pode pagar agora e que todos esperem mais uns 50 anos. Mesmo com muito dinheiro para receber, quem iria enchocalhar a onça pintada?!
O Lula deveria criar o banco Unasul e nele todos os países latinos depositariam suas reservas em moeda forte.
Os credores dos EU não devem esquecer que esse grande devedor está sustentando várias guerras: no Iraque, no Afeganistão, no Paquistão e mais de 900 bases militares, e de quebra 7 só na Colômbia.
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Obviamente é fácil concluir a podridão de tudo isso.
País sem empresas de tecnologia e educação de qualidade, é país "oco".Sobe e desse rápido.
[]s
Eduardo.
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