Mantega adia viagem para os EUA e se reúne com Lula para avaliar crise
EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília
O Ministro da Fazenda, Guido Mantega, adiou em um dia a sua viagem para os Estados Unidos, onde participará das reuniões anuais do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Banco Mundial, que serão realizadas entre esta quinta-feira (9) e a próxima segunda-feira (13).
Mantega deveria ter embarcado para os EUA na noite de ontem. Agora, o ministro passará a manhã em São Paulo e virá para Brasília no meio da tarde, para uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. À noite, embarca para Washington. O ministro já vinha tentando adiar a viagem desde o início da semana.
As reuniões do ministro marcadas para hoje com o diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Khan, e com Robert Zoellick, presidente do Banco Mundial, foram adiadas.
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, também estará em Washington, onde participa da reunião do Fundo e de encontros com investidores. Meirelles também adiou a viagem e passará o dia no Brasil.
G20
Ontem, o ministro da Fazenda convocou uma reunião do G20 financeiro, presidido atualmente pelo Brasil, para o próximo sábado na sede do FMI, nos Estados Unidos.
O pedido de convocação foi feito pelo secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, para discutir formas de coordenar novas ações contra a atual crise financeira.
O G20 é grupo formado pelos ministros da Fazenda e presidentes de Bancos Centrais dos países ricos do G7 (Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, França, Alemanha, Itália e Japão), além de União Européia, Austrália, China, Índia, Brasil, Argentina, México, Rússia, Indonésia, Arábia Saudita, África do Sul, Coréia do Sul e Turquia. O Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial também estão representados.
Leia mais
- Crise contamina Brasil, mas abre chance de juros caírem mais rápido, dizem analistas
- Brasil deve sair "relativamente ileso" de crise, diz jornal
- Inflação pelo IGP-M sobe 0,55% na primeira prévia de outubro
- Blog do Josias: Oposição decide propor emendas ao "Proer do Lula"
Especial
- Leia a cobertura completa sobre a crise dos EUA
- Navegue no melhor roteiro de cultura e diversão da internet
Livraria



avalie fechar
Mas agora vivemos uma situação diferente, mas não menos perigosa, pois o Brasil está melhor em suas contas públicas que os países ricos, mas o problema é: como eles vão comprar nossos produtos se não tiverem dinheiro?
avalie fechar
O ESTADO DE S.PAULO- 20.12.09
Em 2008 e 2009, parte da crise ocorreu diante da incapacidade de muitos em pagar suas dívidas. Casas foram devolvidas e empresas foram fechadas em meio à falta de crédito. Para 2010, a eventualidade de uma falência nas contas públicas teria um impacto bem maior. Não por acaso, a agência Moody"s publicou um relatório no início da semana (14 A 20.12.09) com um título que chamou a atenção do mercado: "Apertem os Cintos - Tempos Tumultuados pela Frente".
JORNAL DA TARDE - 20.12.09
O problema é que quando as contas mais altas chegarem em janeiro, boa parte dos paulistanos estará mais endividada do que estava no início de 2009. Uma pesquisa da Federação do Comércio prevê que as vendas deste Natal sejam entre 10% e 12% maiores que as do Natal de 2008, com o agravante de que as compras a prazo também devem crescer na mesma proporção.
A combinação de aumento do consumo no Natal com um reajuste acima da inflação nas despesas de início de ano pode deixar o consumidor numa situação delicada.
O que devo fazer: acreditar e tomar cautela, ou confiar na midia especialmente televisiva ficando eufórico e tambem sair gastando? Alguem me ajude por favor.
avalie fechar