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Dinheiro
09/10/2008 - 11h00

Governo dos EUA pode comprar participação em bancos privados, diz jornal

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da Folha Online

O Departamento do Tesouro dos EUA pode vir a adquirir uma participação em diversos bancos privados nos EUA, como parte do esforço do governo para restaurar a confiança no mercado de crédito e por fim à crise que pode jogar a economia mundial em recessão, segundo fontes ouvidas pelo diário americano "The New York Times" ("NYT"), em reportagem publicada nesta quinta-feira. A medida poderia equivaler a uma nacionalização parcial do sistema bancário do país, segundo o texto.

"Não há falta de idéia, que vão desde a proposta de nacionalização parcial a uma garantia por parte do Federal Reserve [Fed, o BC americano] de todos os empréstimos entre os bancos", diz o "NYT".

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Segundo a reportagem, o pacote de US$ 700 bilhões preparado pelo governo e pelo Congresso, e aprovado na semana passada, abre espaço para que o governo assuma posições de comando nas instituições financeiras do país, "inclusive nas que exibirem balanços saudáveis", diz o texto.

Com o pacote, o governo irá comprar títulos "podres" (papéis de dívida de baixíssima possibilidade de resgate, ou seja, com alto risco de calote), a fim de desfazer a desconfiança no sistema bancário e levar os bancos a normalizar a concessão de crédito.

A medida seria mais uma tentativa por parte do governo americano de conter a crise financeira que já se alastrou pelo mundo, derrubando Bolsas em diversos países. O pacote de US$ 700 bilhões foi a medida de maior vulto até o momento por parte do governo americano, mas o Fed tem agido em coordenação com outros bancos centrais para reverter a escassez mundial de crédito. Ontem, por exemplo, o BC americano cortou sua taxa de juros em 0,5 ponto percentual (p.p.), para 1,5%, em uma ação combinada com outros cinco BCs --Banco do Canadá, Banco da Inglaterra (BC britânico), BCE (Banco Central Europeu), Sveriges Riksbank (da Suécia) e SNB (Banco Nacional da Suíça, na sigla em inglês).

Mesmo assim, a nacionalização parcial dos bancos americanos está entre as principais opções discutidas pelo governo e por investidores, diz a reportagem. "O apelo da idéia é que isso lidaria diretamente com as preocupações dos bancos sobre empréstimos entre si e para outros clientes."

As ações dos governo até o momento --incluindo os cortes de juros e o plano do governo britânico de oferecer 500 bilhões de libras (quase US$ 870 bilhões) para socorrer o sistema bancário do Reino Unido-- favoreceram os negócios hoje na Europa: a Bolsa de Paris sobe mais de 2% hoje, e as Bolsas de Londres e Frankfurt têm altas de quase 1,5%. Em Nova York, o Dow Jones opera acima de 1,6% de valorização.

Novas quebras

O secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, alertou ontem, no entanto, para o risco de novas quebras. Segundo ele, embora o governo americano esteja trabalhando para tirar o país da crise, "uma coisa é preciso reconhecer: mesmo com os novos poderes do Tesouro, algumas instituições financeiras irão quebrar".

"A EESA [Lei de Estabilização Econômica de Emergência, na sigla em inglês, o nome do pacote de US$ 700 bilhões aprovado pelo Congresso na semana passada] não existe para apenas salvar todas as instituições financeiras", disse Paulson.

O secretário disse que o povo americano precisará ter "um certo grau de paciência" enquanto o governo tenta fazer com que o processo de recuperação da estabilidade nos mercados financeiro "o mais efetivo possível". "Todo esforço vai exigir uma análise cuidadosa, deliberação e transparência, e algum grau de paciência do povo americano enquanto criamos o mais efetivo processo [de estabilização] possível."

O banco de investimentos Lehman Brothers quebrou no dia 15 de setembro, devido à dificuldade da instituição em encontrar crédito para honrar seus compromissos. Outras instituições que tiveram problemas, tanto nos EUA como na Europa, foram Merrill Lynch, AIG, Wachovia, Dexia, Fortis, Hypo Real Estate, Bradford & Bingley, HBOS e o Washington Mutual --que também quebrou no mês passado.

Comentários dos leitores
Nivaldo Lacerda (112) 01/02/2010 17h30
Nivaldo Lacerda (112) 01/02/2010 17h30
Nao se deixem enganar pela propaganda, os EUA quebraram pois o governo nao teve controle dos especuladores, eles ficaram milionarios correndo riscos com dinheiro do imposto.
O Brasil nao teve problemas porque os bancos nao precisaram correr risco nenhum tiveram lucro usando dinheiro do governo com alto juros aprovado pelo governo, mas como os custos em geral estao crescendo muito impulsionado por propagandas suspeitas, quem pode quebrar no Brasil e a classe media pois nao terao $$ para pagar o alto custo dos servicos de crecdito brasileiro.
Portanto olho vivo nao se deixem individar por propagandas enganosas...a coisa pode quebrar, temos que ter o pe no cha.
sem opinião
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JOSE MOTTA (110) 01/02/2010 15h32
JOSE MOTTA (110) 01/02/2010 15h32
OS GRANDES SETORES, NACIONAIS OU ESTRANGEIROS), BANCOS, ESTATAIS (PETROBRAS, BANCO DO BRASIL, CAIXA ECONOMICVA FEDERSAL), AMBEV, AUTOMOTIVA, ALIMENTCIA, E MUITAS OUTROS, NESSE PÁIS MANDAM E DESMADAM, GANHAM QUANTO QUEREM. QUESTIONA-SE, SERÁ QUE UM PAIS DO PRIMEIRO MUNDO TERIAM TANTO LUCRO ASSIM SEM DAR NADA EM TROCA PARA A POPUÇÃO? E A PETROBRAS,O SOGAN "O PETROLEO É NOSSO", NOSSO DE QUEM? TEMOS UM DAS GASOLINAS MAIS CARA DO MUNDO. E O CAIXA PRETO DA PETROBRAS? VIVA O LULA. sem opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (124) 29/01/2010 22h40
Olmir Antonio de Oliveira (124) 29/01/2010 22h40
A respeito da volta da cobrança do ipi. É por demais conhecida a alta carga trkibutária brasileira, assim como esta redução de preços, aos trabalhadores de salários baixos e buscando melhorias que possam lhes dar mais capacidade de consumo, a não repassar a volta da taxação do ipi seria uma retribuição aos beneficios recebidos, um empenho em prol de ganhos de escala. Consumidor brasileiro que paga preços altos quando comparado aos praticados em diversos países, históricamete tem sido assim. No pós estouro de manada, crise no país da maior econômia do mundo e diversos outros paises, muitas industrias tiveram boas vendas e lucros aqui, graça ao interese do consumidor brasileiro, esta hora, a da volta do ipi, seria oportuno que os industriais continuassem praticando os preços atuais, beneficiando o consumidor, e permitido que esles possam ter bons lucros em ganho de escala, dada as pespectivas, e nivel de poder econômico do consumidor. Certo é que mesmo sem majoração dos preços, mesmo assim os preços ainda estarão maiores ao praticado em muitos outros países, inclisive aos de origem de algumas industrias, lá estão tendo quedas de vendas e até enfretam falta de rentabilidade...... 2 opiniões
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