Com mundo "à beira da recessão", FMI pede coordenação contra crise
da Folha Online
O diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn, disse nesta quinta-feira que, com o mundo "à beira de uma recessão", uma ação ágil e coordenada entre os países é necessária para enfrentar a crise financeira.
Strauss-Kahn disse que "a situação é muito grave, mas ao mesmo tempo podemos resolver os problemas se agirmos de forma rápida, vigorosa e coordenada".
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| Reuters |
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| Dominique Strauss-Kahn, do FMI, advertiu hoje que o mundo está "à beira de recessão" |
Ontem, o FMI divulgou o relatório "World Economic Outlook" ("Perspectiva Econômica Mundial"), no qual reduziu suas expectativas de crescimento global; para este ano, o FMI reduziu sua previsão de crescimento mundial de 4,1% para 3,9%; para 2009, a expectativa caiu de 3,9% para 3% --menor nível desde 2002 e considerado pelo Fundo como limite para a queda em uma recessão global.
As declarações do diretor do Fundo chegam um dia depois de seis dos mais importantes bancos centrais mundiais --Federal Reserve (Fed, o BC americano), Banco do Canadá, Banco da Inglaterra (BC britânico), BCE (Banco Central Europeu), Sveriges Riksbank (da Suécia) e SNB (Banco Nacional da Suíça, na sigla em inglês)-- terem reduzido suas taxas de juros, e de o governo britânico ter anunciado um pacote bilionário para evitar quebras de bancos no Reino Unido.
Essas ações se somam a injeções quase diárias de capital no sistema financeiro mundial, entre outras medidas, a fim de compensar a escassez de crédito entre instituições financeiras privadas. Os esforços governamentais, no entanto, não têm sido suficientes: após o anúncio de cada medida, as Bolsas mundiais reagem por um breve período, mas não têm conseguido chegar ao fim dos pregões em alta.
As Bolsas européias perderam terreno durante o dia --a Bolsa de Paris, por exemplo, chegou a subir mais de 2,6% durante o dia, mas fechou com perda de 1,5%. Nos EUA, o Dow Jones hoje chegou a operar em alta pela manhã, mas passou a cair mais de 1%. Na Ásia, a Bolsa de Tóquio fechou em ligeira queda hoje, mas ontem perdeu cerca de 10%, pior desempenho desde 1987.
| Kai Pfaffenbach/Reuters |
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| Bolsas européias caem: investidores ignoram ação de governos contra a crise financeira |
Strauss-Kahn destacou que não existe "solução doméstica" para os problemas. Em seguida, ele elogiou a decisão dos BCs ontem sobre a redução de juros e defendeu o uso de estímulos fiscais como arma contra a crise, mas que ferramentas tradicionais de política econômica e monetária não funcionarão se não forem atacados os problemas do sistema financeiro.
Outras ações conjuntas já foram tomadas: no dia 29 de setembro, dez BCs anunciaram uma oferta de US$ 620 bilhões em liquidez (oferta de dinheiro); em outra ação conjunta posterior, outros seis BCs anunciaram leilões de US$ 450 bilhões até o fim do ano para garantir que não ocorra falta de dinheiro. Na terça-feira (7) os países da UE (União Européia) se comprometeram a socorrer e dar apoio a grandes grupos financeiros para evitar uma crise generalizada.
Emergentes
Strauss-Kahn disse que as economias de países emergentes, como China e Brasil, não ficarão imunes aos efeitos da crise, mas que deverão ter um desempenho positivo. "Seria muito surpreendente se uma potência como a China ficasse olhando a crise de um camarote sem se preocupar muito", afirmou. "Mesmo assim, a taxa de crescimento [da China] continuará muito alta", disse, destacando que é importante que a economia chinesa continue a estimular o mercado doméstico.
O Brasil também sofrerá o impacto, mas, com os fundamentos da economia sólidos, o país conseguirá suportar a crise.
O diretor do Fundo disse que governos e responsáveis pelas políticas econômicas e monetárias dos diversos países fizeram um trabalho fraco na previsão da medida dos danos causados ao mundo pela crise. "Acho que é justo dizer que todos nós subestimamos a força da crise financeira (...) Ao que parece, as raízes dessa crise são maios profundas que o esperado."
Banco Mundial
O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, alertou hoje para possíveis "emergências bancárias" no mundo em desenvolvimento e crise nas balanças de pagamentos na medida em que a atual crise financeira avance. "A deterioração nas condições financeiras, combinada com um endurecimento monetário, provocará a quebra de empresas e possivelmente emergências bancárias", disse.
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, prometeu hoje, mais uma vez, uma "ação forte" contra a crise. "Eu assegurei a ele que os EUA terão uma ação forte para lidar com a atual situação econômica", afirmou Bush após encontro com o presidente da Eslováquia, Ivan Gasparovic
| Mike Theiler /Efe |
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| Bush diz estar confiante na eficácia do pacote e que fará o necessário para salvar sistema |
Bush receberá os ministros das Finanças dos países mais industrializados e os membros do FMI e do Banco Mundial para os debates sobre a crise econômica no sábado, anunciou nesta quinta-feira a Casa Branca.
Ontem, ele disse estar confiante na eficácia do pacote de resgate financeiro de US$ 700 bilhões, aprovado na semana passada no Congresso. Afirmou que "não há dúvida de que estamos em um tempo difícil", mas que "o que for necessário será feito".
Também ontem, o secretário do Tesouro, Henry Paulson, disse que, embora o governo americano esteja trabalhando para tirar o país da crise, "uma coisa é preciso reconhecer: mesmo com os novos poderes do Tesouro, algumas instituições financeiras irão quebrar".
Paulson disse que o povo americano precisará ter "um certo grau de paciência" enquanto o governo tenta fazer com que o processo de recuperação da estabilidade nos mercados financeiro "o mais efetivo possível". "Todo esforço vai exigir uma análise cuidadosa, deliberação e transparência, e algum grau de paciência do povo americano enquanto criamos o mais efetivo processo [de estabilização] possível."
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Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
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Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
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