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Dinheiro
09/10/2008 - 18h10

Más notícias sobre montadoras fazem Bolsas dos EUA fecharem em forte queda

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da Folha Online

As Bolsas americanas voltaram a ter momentos de pânico ao final do pregão desta quinta-feira, fazendo com que o Dow Jones --principal índice da Bolsa de Nova York-- caísse mais de 7% e fechasse no menor pontuação desde junho de 2003.

Novos temores sobre o efeito da crise financeira americana sobre a "economia real" já fizeram com que Wall Street oscilasse ao longo de todo o dia, até que o mercado reagisse fortemente à possibilidade de revisão para baixo dos ratings (notas) das montadoras General Motors e Ford.

O Dow Jones fechou com perda de 7,33%, aos 8.579,19 pontos, enquanto o ampliado S&P 500 recuou 7,62%, aos 909,92 pontos. Na Bolsa tecnológica Nasdaq, o indicador Nasdaq Composite teve baixa de 5,47%, aos 1.645,12 pontos.

A agência de risco Standard & Poor's colocou a GM e a GMAC sob revisão de classificação e pode reduzi-las em três meses. A GM tem sido castigada com a queda das vendas na América do Norte. A Ford também foi colocada em perspectiva negativa. Segundo a agência, a GM e a Ford têm liquidez adequada atualmente, mas a situação poderá se alterar em 2009. As ações da GM caíram 31,1%, ficando em seu menor nível desde 1950, enquanto as da Ford perderam 21,8%.

As empresas do setor financeiro também foram bastante penalizadas no pregão. Grandes instituições bancárias amargaram perdas acima de 20%, como foram os casos da AIG (-25,1%), Wachovia (-28,9%), Morgan Stanley (-25,9%) e Merrill Lynch (-25,9%).

Outra fonte de preocupação entre os analistas americanos veio dos números dos pedidos semanais de seguro-desemprego no país. O volume caiu em 20 mil na semana passada, mas o total está em níveis que, segundo analistas, indicam que a economia ou está perto da recessão ou já se encontra em uma.

Crise não solucionada

As preocupações no mercado quanto ao desempenho da economia global, devido à paralisia no fluxo de crédito, não cederam mesmo depois de ações de governos no mundo todo para tentar restaurar a confiança nos mercados. A taxa Libor (juro interbancário no mercado internacional) subiu para 4,75%, contra 4,52% ontem, o que sinaliza que permanece a desconfiança entre as instituições bancárias sobre a capacidade de tomadores conseguirem honrar seus compromissos.

A escassez de crédito vem sendo atacada por uma série de bancos centrais, que tentam normalizar as operações do mercado com injeções maciças de dinheiro: no dia 29 de setembro, dez BCs anunciaram uma oferta de US$ 620 bilhões em liquidez [oferta de dinheiro]; em outra ação conjunta posterior, outros seis BCs anunciaram leilões de US$ 450 bilhões até o fim do ano para garantir que não ocorra falta de dinheiro.

Além disso, ontem seis dos principais BCs do mundo --Federal Reserve (Fed, o BC americano), Banco do Canadá, Banco da Inglaterra (BC britânico), Sveriges Riksbank (da Suécia) e SNB (Banco Nacional da Suíça, na sigla em inglês)-- reduziram suas taxas de juros, na expectativa de que, com o crédito mais barato, empréstimos e financiamentos se tornem mais acessíveis, estimulando a economia.

"Até chegarmos a alguma estabilização, acho que vamos ver esses giros em falso por algum tempo", disse o chefe de negociações com títulos da The Williams Capital Group, Stephen Carl, segundo a agência de notícias Associated Press (AP).

Veio do ramo corporativo o único sinal positivo do dia para a economia americana. No início da manhã, a gigante da informática IBM anunciou um resultado preliminar para o terceiro trimestre deste ano que está acima do esperado pelos analistas do setor. Segundo a empresa, o lucro trimestral será de US$ 2,8 bilhões, cerca de 20% superior ao mesmo período de 2007. O lucro por ação ficaria em US$ 2,05, com alta de 22% sobre o terceiro trimestre do ano passado e US$ 0,04 superior às previsões dos analistas.

Comentários dos leitores
alberto aparecido (1) 18/12/2009 19h19
alberto aparecido (1) 18/12/2009 19h19
O que nós que estamos na estrada, lutando e correndo tanto atrás de objetivos, podemos esperar desses Governos Estaduais e Federais. Temos exemplos de Venezuela, Argentina, EUA, China etc. Todos os dias jornais do Brasil e do mundo dizem a mesma coisa. O Governo Brasileiro precisa diminuir os gastos públicos e a despesa só aumenta. Judiciário ganha quanto quer. Legislativo (vergonha) ganha quanto quer(rouba quanto quer), executivo ganha quanto quer (rouba quanto quer). O Presidente Sr. Lula era contra tudo isso, antes de ser Presidente. Onde está o Lider Brasileiro, que poderá nos tirar de toda essa lama? Quem disse que a Petrobrás é nossa? Que o Pré-Sal é nosso? Mais da metade de tudo isso é dos Americanos(via Bolsa de Valores). O Governo Brasileiro vive destruindo nossos sonhos, sonho de educarmos nossos filhos, termos nossa casa própria, nosso carro de qualidade, nossa vida em família com o conforto que merecemos. Exemplo disso são as pessoas se afongando nas recentes chuvas (pois não tem como morar dignamente) e são obrigados a se espremeram e enconstas de barrancos e áreas pantanosas. A Petrobrás esfola os Brasileiros em nome da liberdade de mercado (transferindo todo o lucro para as famílias prósperas e gordas americanas). O governo Brasileiro só pensa em arrecadar, não pensa no povo. Até onde poderemos suportar toda essa carga? sem opinião
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Pedro Assis (1) 18/12/2009 17h24
Pedro Assis (1) 18/12/2009 17h24
Em relaçao ao alcool, gostaria de comentar sim, primeiro lugar deveria abastecer a demanda do nosso Pais, exportar menos, fazer o brasileiro pagar menos, se houver sobras, ai sim vender, mas nos brasileiro estamos cansado dessa politica de primeiro abastecer na fora, cada vez que abastecemos na fora, sobra menos para o mercado interno, e assim consequentemente pagamos mais, Exelentissimo SR Presidente da Republica, aqui deixo meu apelo, "Vamos olhar para o mercado interno, um otimo exemplo e o caso do alcoool, pô e nossa cana de açucar, e nossa fabricaçao, produçao toda nossa, Por que pagar mais caro.
No meu entendimento o Petrolio e principalmente o alcool com uma demanda maior e mais consumida com relaçao as pesquisa e a alma da economia, pois dependemos dele para tudo, transporte, saude, segurança, trabalho, lazer, alimentos, preços, principalmente a infraçao,etc. dependemos dele pra tudo. No entanto deve ser melhor monitorado e ate mesmo tabelado, para que nao haja abuso como esta tendo, hoje cada cidade cobra o que quer, precisamos de um controle mais energico pela parte do governo, e que este governo olhe mais para nosso mercado.
um abraço a todos leitores da folha.
Pedro Rocha
sem opinião
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Valentin Makovski (406) 18/12/2009 17h07
Valentin Makovski (406) 18/12/2009 17h07
Como entender!!!
Venezuela é um país produtor de petróleo, certo???
Como se explica que p/ encher o tanque de gasolina naquele país, vc gastar Menos de R$ 2,00 Reais
Brasil é produtor de Alcool, certo?? Um dos maiores do mundo, aqui vc não enche o tanque por menos R$ 66,00 Reais.
Argentina é Exportadora de petróleo como a venezuela????
É produtora de Alcool, como o Brasil?????
Alguém me explica como o litro da gasolina argentina que é pura e não contem alcool na mistura, e quasi R$ 1,00 a menos que a do Brasil.
Sai mais barato encher o tanque na Argentina com gasolina pura, do que encher no Brasil com 25% de mistura de alcool.
Sinceramente, isto não tem explicação srs(as).
É UM ABSURDO
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