Bolsas da Ásia seguem Wall Street e voltam a afundar; Tóquio cai 11%
da Folha Online
Todas as Bolsas de Valores da Ásia começaram a sexta-feira em baixa seguindo o mau humor de Wall Street, que operou grande parte do dia no azul antes de afundar mais de 7% nos últimos 40 minutos de atividade nesta quinta-feira (9). Um novo temor de recessão tomou conta dos mercados no que parecia ser um dia de alívio. Em Tóquio, o maior mercado da região, a Bolsa chegou a cair 11%.
O índice Nikkei, que mede os negócios da Bolsa japonesa, desceu 11,3% nas primeiras horas da manhã e operava a 10% negativo, aos 8.183,37 pontos, por volta do meio dia. De acordo com a Reuters, a queda é a maior desde 1987. Para analistas, a região sofre suas maiores perdas na abertura dos pregões desde o início da crise financeira.
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Na Coréia do Sul, a queda da Bolsa de Seul era de 7,92%, no meio do dia; em Hong Kong, a retração era de 7,77%; em Sydney (Austrália), as perdas eram de 6,81%; Xangai (China) despencava 4,79%. A Bolsa de Jacarta (Indonésia) chegou a ser suspensa após uma derrubada de 10,4%.
"Ninguém está comprando. Os fundamentos não importam mais e não há explicação para tamanha queda", disse Yoshinori Nagano, da Daiwa Asset Management. "O medo em torno do sistema financeiro dos Estados Unidos ressurgiu."
"Os investidores fogem para o ouro. É o único valor sem risco, tudo mais está no vermelho", disse Lucinda Chan, da australiana Macquarie Equities.
Em meio a uma dívida de 269,5 bilhões de ienes (US$ 2,7 bilhões), a companhia de seguros japonesa Yamato Life Insurance pediu a proteção da lei de falências. "Os dirigentes da Yamato entregaram nesta sexta-feira um dossiê à ASF (Agência de Serviços Financeiros)".
Crise
Ontem, os temores com o efeito da crise financeira americana sobre a "economia real" azedaram de vez o humor dos investidores em Wall Street. O índice Dow Jones, principal da Bolsa de Nova York, fechou com perda de 7,33%, aos 8.579,19 pontos, enquanto o ampliado S&P 500 (reúne as principais empresas) recuou 7,62%, aos 909,92 pontos. Na Bolsa tecnológica Nasdaq, o indicador Nasdaq Composite teve baixa de 5,47%, aos 1.645,12 pontos.
A última notícia que pesou foi a revisão dos "ratings" (notas dadas por agências especializadas) das montadoras GM (General Motors) e Ford. A Standard & Poor's rebaixou o da GM e colocou a nota da Ford em perspectiva negativa. Além disso, os operadores citaram o pessimismo com o início da temporada de divulgação dos balanços de grandes bancos americanos. Temem-se os novos rombos com os créditos "subprimes" (dado a pessoas com histórico de inadimplência, a raiz da crise nos EUA).
No Brasil, o Ibovespa, que já perdeu mais de 25% nos últimos seis dias, desabou 3,92% e desceu para os 37.080 pontos.
As novas quedas ocorrem mesmo após a ação coordenada inédita, o Federal Reserve (banco central dos EUA), o BCE (Banco Central Europeu), entre outros bancos centrais, decidiram um corte extraordinário e conjunto de juros, para animar as respectivas economias. A decisão, embora tenha recebido elogios de analistas que pediam um ação global para deter a crise financeira, teve efeitos restritos sobre o dia dos mercados financeiros.
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Aqueles Jogos não conseguiram salvar a Grécia de uma provavel bancarrota que parece se avizinhar.
Mas aqui os Jogos foram e estão sendo considerados como uma panacéia para nosso desenvolvimento, sic.....
A Copa do Mundo de 2014 é outro fator, e que na Africa do Sul não levou este Pais ao pódio de desenvolvimento, mas aqui certamente o fará (sic).
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O tempo nos dirá! Eu acredito tanto quanto no Papai Noel!
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