Reino Unido congela recursos de banco da Islândia
da Efe
O governo britânico congelou todos os ativos do banco islandês Landsbanki no Reino Unido, depois de ele ter sido nacionalizado e declarado insolvente.
O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, já tinha anunciado recentemente que tomaria "medidas legais contra as autoridades islandesas para recuperar o dinheiro perdido" pelos britânicos que depositaram suas economias em filiais de bancos islandeses no Reino Unido.
Além disso, Brown criticou duramente ontem à noite a recusa da Islândia de garantir os depósitos dos investidores do Reino Unido.
Após a nacionalização do Landsbanki na terça-feira passada, cerca de 300 mil clientes britânicos do IceSave, subsidiária dessa instituição islandesa, foram impedidos de ter acesso a seus depósitos.
O governo britânico afirmou na quarta-feira (8) que todos os clientes particulares das filiais britânicas dos bancos islandeses Kaupthing e Landsbanki receberiam suas economias.
No entanto, cerca de 90 administrações locais e outras várias públicas do Reino Unido têm depositados aproximadamente 717 milhões de libras (910 milhões de euros) nos bancos islandeses.
Segundo fontes oficiais, funcionários do Tesouro britânico viajam hoje a Reykjavík para analisar com as autoridades islandesas a crise bancária e seus efeitos.
As administrações locais do Reino Unido pediram que o ministro da Economia, Alistair Darling, ofereça a seus depósitos nos bancos islandeses nacionalizados as mesmas garantias que anunciou na quarta-feira para os investidores particulares.
Darling indicou que o governo não pode garantir as economias das Administrações locais, porque em seu caso se trata de "investidores informados".
O chefe de governo islandês, Geir Haarde, criticou o Reino Unido por recorrer a "medidas antiterroristas" para congelar os ativos.
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O que se pode ver ao longo dos anos em Dubai é o resultado da visão futurista da localidade que possui 2% das reservas de gás do bloco de sete países que formam o EAU (Emirados Árabes Unidos), diante a estimativa de que suas reservas de petróleo tendem a uma diminuição significativa, alcançando completo esgotamento num prazo de até duas décadas. Sua economia migrou daquela baseada no comércio e dependente do petróleo, para aquela baseada nos serviços e orientada para o turismo o que fez com que o setor imobiliário alcançasse um patamar extraordinariamente valioso e se tornasse "a menina dos olhos" de grandes investidores internacionais, mas que, em virtude da crise econômica mundial provocada pelos EUA, vem amargando recessão entre 2008 e 2009. Tomando-se como ponto de partida o ano de 2005, o PIB era de US$ 37 bilhões onde as receitas originadas do petróleo e gás natural representavam menos de 6%, em fevereiro de 2009 chegou a uma dívida externa estimada em aproximadamente 100 bilhões, o que equivale dizer que para cada um dos cerca de 250.000 cidadãos do emirado cabe 400 mil dólares em dívida externa.
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Os setores, imobiliário e de construção, comércio, entreposto aduaneiro e serviços financeiros, juntos, contribuem com algo em torno de 65% a 70% de sua economia. Para que se tenha uma idéia, para quem até meados do século passado não passava de um pequeno entreposto comercial, e devido a sua localização marítima, vivia da pesca e coleta de pérolas, até que se instalasse a crise mundial, com um território 2200 vezes menor que o do Brasil, recebia cerca de 6,5 milhões de turistas ao ano, com uma taxa de ocupação média dos hotéis em torno 85% enquanto que no Brasil, algo em torno 64%. Há de se notar que enquanto ao final do ano passado, no apogeu da crise, muito de falava no Capítulo 11 que trata da falência das empresas norte americanas, e que nos dias de hoje o FDIC (órgão que garante os depósitos bancários nos EUA) vem demonstrando preocupação com o crescente número de instituições financeiras problemáticas no país diante o fato de que em setembro deste ano, 552 bancos relataram dificuldades, espelhando um aumento de 33% sobre os 416 relatados no segundo trimestre, em Dubai passados cerca de 12 meses, fala-se de uma moratória por prazo de seis meses.
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A meu ver, Folker Hellmeyer, economista-chefe do banco Bremer Landesbank demonstra profundo conhecimento e bom senso quando diz que "Os problemas atuais se referem à falta de liquidez momentânea de alguns megaprojetos, e não à confiança em geral na potência econômica dos emirados". Devido ao seu perfil econômico é bastante natural que o emirado sentisse os reflexos da crise devido à falta de liquidez. Há um grande número de empresas de porte internacional do mundo todo operando em Dubai. Entre as intituições financeiras, por exemplo, encontram-se o Citi Bank que amargou perdas terríveis com a crise nos EUA e teve que ser socorrido pelo governo norte americano. Além dele, outros como o ABN-Amro Bank, Deutsche Bank AG, MGM Mirage, Royal Bank of Scotland Group plc, HSBC Holdings plc, etc
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