EUA não estão isolados e combaterão crise com outros países, diz Bush
da Folha Online
O presidente dos EUA, George W. Bush, disse nesta sexta-feira que o sistema financeiro americano não está isolado do resto do mundo e destacou as reuniões que ocorrerão a partir de hoje entre o governo americano e representantes do G7 (grupo dos sete países mais ricos) e do G20 (grupo de países emergentes liderado pelo Brasil) para coordenar os trabalhos.
"Estamos trabalhando com o mundo inteiro", disse o presidente. Segundo ele, isso é um "sinal inequívoco de que vamos superar os problemas juntos".
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Bush destacou a preocupação dos cidadãos americanos com contas bancárias, investimentos e segurança econômica, mas afirmou que o governo está agindo e continuará a agir para resolver a crise e restabelecer a estabilidade no mercado financeiro. "Podemos resolver essa crise e vamos fazer isso", afirmou.
| Charles Dharapak/AP |
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| Em novo pronunciamento hoje, George W. Bush disse que o sistema financeiro norte-americano vai atuar junto o de outros países |
O presidente disse que os EUA dispõem de diversas ferramentas para lidar com a crise e as estão usando de forma "agressiva". "A incerteza está criando ansiedade, e ansiedade gera mais ansiedade", afirmou.
"Com a queda no mercado imobiliário, os ativos ligados sofreram muitas perdas, e por isso muitos bancos estão perdendo capital e confiança para fazer novos empréstimos. Isso fez o sistema de crédito congelar", disse Bush.
O presidente lembrou que o pacote de US$ 700 bilhões, aprovado pala Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados) na sexta-feira (3) e sancionado no mesmo dia por Bush, autoriza o Departamento do Tesouro a usar uma "variedade de medidas pára ajudar os bancos a reconstruir seu capital" através da "compra de papéis de instituições financeiras".
Segundo analistas, a menção de Bush lembra a que já foi feita por outros representantes do governo, de compra de participação em bancos comerciais. Ontem, o diário americano "The New York Times" ("NYT") informou que fontes do governo já comentam a possibilidade de uma nacionalização parcial do sistema bancário americano, como já ocorreu em alguns bancos europeus.
"Não há falta de idéia, que vão desde a proposta de nacionalização parcial a uma garantia por parte do Federal Reserve [Fed, o BC americano] de todos os empréstimos entre os bancos", diz o "NYT".
Mercado
O mercado financeiro vive mais um dia de pânico com as notícias de que empresas não-financeiras dos EUA já sofrem "na carne" os efeitos da crise.
No Brasil, a Bovespa já chegou a suspender os negócios nesta sexta-feira, após cair mais de 10%. Nos Estados Unidos, em cerca de uma hora de negócios, o índice Dow Jones Industrial Average, principal da Nyse, oscilou de uma perda que chegou a 8,1% nos primeiros movimentos do dia a uma alta de mais de 0,5%. Sem saber que direção a economia do mundo poderá tomar diante da crise financeira, os investidores seguem sem rumo durante a jornada de hoje.
O nervosismo dos investidores é ainda mais grave porque sucede após uma série de medidas dos governos americanos e europeus para deter os desdobramentos da crise dos créditos "subprime" (empréstimos hipotecários de alto risco), sem que consiga acalmar os mercados financeiros.
Nas últimas semanas, o Congresso americano já aprovou um pacote bilionário (US$ 700 bilhões) para resgatar créditos problemáticos, ainda em fase de implantação; a medida que já foi replicada na Inglaterra e na Rússia; uma série de instituições financeiras já foram "salvas" da falência por intervenções diretas dos governos locais, a exemplo de gigante americana dos seguros, a AIG, ou do banco alemão Hypo Real Estate; e outros muitos bancos já foram engolidos por rivais de longa data, caso da Merrill Lynch, comprada pelo Bank of America.
Sem esquecer das injeções de bilhões de dólares quase diárias por parte dos bancos centrais para aquecer a circulação de recursos entre os bancos. No dia 29 de setembro, dez BCs anunciaram uma oferta de US$ 620 bilhões em liquidez (dinheiro); em outra ação conjunta posterior, outros seis BCs anunciaram leilões de US$ 450 bilhões até o fim do ano para garantir que não ocorra falta de dinheiro.
E nesta semana, seis bancos centrais --Federal Reserve (Fed, o BC americano), Banco do Canadá, Banco da Inglaterra (BC britânico), BCE (Banco Central Europeu), Sveriges Riksbank (da Suécia) e SNB (Banco Nacional da Suíça, na sigla em inglês)-- cortaram suas taxas de juros ao mesmo tempo, esperando que um barateamento do crédito aliviasse também a pressão sobre a taxa Libor (juro interbancário no mercado internacional), facilitando as trocas de capitais entre as instituições bancárias. Além disso, o governo britânico anunciou um pacote bilionário para evitar quebras de bancos.
FMI
Ontem (9), o diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, afirmou que o mundo está "à beira de uma recessão". "A situação é muito grave, mas ao mesmo tempo podemos resolver os problemas se agirmos de forma rápida, vigorosa e coordenada", disse.
| Reuters |
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| Dominique Strauss-Kahn, do FMI, advertiu hoje que o mundo está "à beira de recessão" |
O Fundo divulgou nesta semana o relatório "World Economic Outlook" (""Perspectiva Econômica Mundial"), no qual reduziu suas expectativas de crescimento global para este ano, de 4,1% para 3,9%. Para 2009, a expectativa caiu de 3,9% para 3% --menor nível desde 2002 e considerado pelo Fundo como limite para a queda em uma recessão global.
China e Brasil, além de outras economias emergentes, não ficarão imunes aos efeitos da crise, disse Strauss-Kahn, mas deverão manter um ritmo positivo. "Seria muito surpreendente se uma potência como a China ficasse olhando a crise de um camarote sem se preocupar muito", afirmou. "Mesmo assim, a taxa de crescimento [da China] continuará muito alta."
O Brasil também sofrerá o impacto, mas, com os fundamentos da economia sólidos, o país conseguirá suportar a crise.
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Especial




Veja o que aconteceu hj com Dubai. Há outros vários.
Também acho que a palavra "quebrar"é muito forte, e de fato não deve acontecer. Aliás quem alertou sobre isso hj foi a OMC.
Tudo isso reforça o que venho escrevendo por aqui há algum tempo...tem muita gente eufórica, achando que tá tudo índo bem, que 2010 vai ser uma beleza e ao meu ver não vai ser não. Esse estória de o Brasil se achar uma ilha de prosperidade enquanto o mundo ainda estremeçe é muita arrogancia e merece cuidados extremos.
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Quando ao fundo de Dubai, só deslumbrado gosta daquele pedaço de deserto com uma torre espetada.
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Abençoado é aquí, onde fura-se um poço e encontra-se água. Nem ouro,nem diamante, nem urânio, nem nada, nada vale. Água e oxigênio, ainda temos as maiores riquezas. De quê reclamar!
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