Bolsas européias fecham com fortes perdas em dia de caos no mercado
da Folha Online
As Bolsas européias fecharam em baixa nesta sexta-feira, depois de mais um dos piores dias da crise financeira que abala os mercados mundiais há mais de um ano. Nos EUA, o Dow Jones chegou a cair 8,1% nos primeiros negócios do dia e no Brasil a Bovespa teve o pregão suspenso por meia hora. O temor de uma recessão mundial ofuscou toda a ajuda que governos dos diversos países já ofereceram nas últimas semanas.
A Bolsa de Londres fechou em queda de 8,9% no índice FTSE 100, ficando com 3.932,1 pontos --primeiro encerramento abaixo dos 4.000 pontos em cinco anos. A Bolsa de Frankfurt teve queda de 7%, fechando com 4.544,31 pontos no índice DAX; e a Bolsa de Paris teve queda de 7,7% no índice CAC 40, fechando com 3.176,49 pontos.
O índice DJ Stoxx 600 caiu 7,6% hoje e, na semana, acumulou baixa de 22%, maior desde que o índice começou a ser apurado, em 1987.
Entre as perdas de hoje estiveram as ações da mineradora Rio Tinto, da empresa alemã de energia E.ON e do banco britânico Barclays caíram mais de 10% As da petrolífera francesa Total caíram 8,4%, depois que o barrril da commodity chegou a ser negociado abaixo dos US$ 80 --o temor da recessão fez cair as expectativas de consumo de combustíveis, o que aliviou a pressão sobre a commodity.
O presidente dos EUA, George W. Bush, fez um novo pronunciamento hoje, no qual disse que o sistema financeiro americano não está isolado do resto do mundo e que as reuniões que ocorrerão a partir de hoje entre o governo americano e representantes do G7 (grupo dos sete países mais ricos) e do G20 (grupo de países emergentes liderado pelo Brasil) para coordenar esforços a fim de combater a crise.
"Estamos trabalhando com o mundo inteiro", disse o presidente. Segundo ele, isso é um "sinal inequívoco de que vamos superar os problemas juntos".
Nas últimas semanas, medidas semelhantes à dos EUA já foram vistas na Inglaterra e na Rússia; uma série de instituições financeiras já foram "salvas" da falência por intervenções diretas dos governos locais, a exemplo de gigante americana dos seguros, a AIG, ou do banco alemão Hypo Real Estate; e outros muitos bancos já foram engolidos por rivais de longa data, caso da Merrill Lynch, comprada pelo Bank of America.
Sem esquecer das injeções de bilhões de dólares quase diárias por parte dos bancos centrais para aquecer a circulação de recursos entre os bancos. No dia 29 de setembro, dez BCs anunciaram uma oferta de US$ 620 bilhões em liquidez [oferta de dinheiro]; ontem, em nova ação conjunta, outros seis BCs anunciaram leilões de US$ 450 bilhões até o fim do ano para garantir que não ocorra falta de dinheiro.
Seis bancos centrais --Federal Reserve (Fed, o BC americano), Banco do Canadá, Banco da Inglaterra (BC britânico), BCE (Banco Central Europeu), Sveriges Riksbank (da Suécia) e SNB (Banco Nacional da Suíça, na sigla em inglês)-- cortaram suas taxas de juros ao mesmo tempo na quarta-feira (8), esperando que um barateamento do crédito aliviasse também a pressão sobre a taxa Libor (juro interbancário no mercado internacional), facilitando as trocas de capitais entre as instituições bancárias. Além disso, o governo britânico anunciou um pacote bilionário para evitar quebras de bancos.
Nesta semana, o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, disse que o Tesouro do país intervirá para evitar que qualquer banco do país quebre. "Os italianos não devem correr para retirar o dinheiro e colocá-lo debaixo do colchão porque o sistema financeiro nacional é mais seguro", disse Berlusconi.
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Isso se deve a distribuição de "PANETONES" a filiados politicos que "LAVAM" esse dinheiro comprando propriedades em nomes de terceiros ou justificando que um imóvel comprado a um ano por R$1.000,00 possa ser vendido no ano seguinte por R$3.000,00.
VERDADEIRA VERGONHA NACIONAL.
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