FMI oferece a seus membros US$ 250 bilhões contra a crise financeira
da Efe, em Washington
O FMI (Fundo Monetário Internacional) pôs à disposição dos países-membros suas reservas de quase US$ 250 bilhões para responder à crise financeira, confirmou hoje um porta-voz do organismo.
Os recursos seriam desembolsados em forma de empréstimos urgentes, com menos condições que seus programas freqüentes e em questão de duas semanas.
O diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, ativou na quarta-feira este processo de emergência, perante os apelos de alguns membros do organismo. Foi usado pela última vez durante a crise asiática do final dos anos 90.
O Fundo quase não emprestou dinheiro nos últimos anos, dada a ampla liquidez nos mercados, com o que seus cofres estão repletos de reservas.
Dispõe de US$ 196,2 bilhões prontos para serem emprestados, e pode obter outros US$ 52,110 bilhões adicionais como parte de um programa de financiamento de emergência pré-aprovado por um grupo de países ricos, segundo a fonte da instituição.
Os que mais contribuem para esse fundo são Estados Unidos, Alemanha e Japão.
Nenhum país solicitou ainda oficialmente a ajuda do FMI, mas a Islândia é o candidato mais provável.
Seu governo se viu obrigado a nacionalizar três grandes bancos esta semana, ao mesmo tempo que o valor de sua moeda afundou.
O primeiro-ministro islandês, Geir Haarde, disse que recorrer ao FMI seria "definitivamente uma opção" para seu país, embora hoje assinalou que ainda não tenha tomado uma decisão a respeito.
Uma equipe de funcionários do FMI viajou esta semana para o país a fim de analisar a situação, segundo a fonte do organismo.
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