Dinheiro
10/10/2008 - 18h18

Em dia de alta instabilidade, Bolsas de NY fecham sem tendência

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da Folha Online

O mercado acionário americano fechou a semana sem tendência definida, após ter passado por um dos seus dias mais turbulentos na história. Depois de iniciar o dia com perdas que passaram dos 8%, as Bolsas americanas reduziram as perdas ao longo das negociações e, no caso da tecnológica Nasdaq, ainda conseguiu encerrar em terreno positivo.

Temores sobre o desempenho da economia "real" --personificado no medo da montadora General Motors quebrar-- e o desenrolar da crise financeira global semearam o pânico entre os investidores nas primeiras horas de pregão. Porém, os preços muito baixos das ações, o que incentiva a entrada de investidores, e a possibilidade do governo americano tomar novas medidas anticrise durante o final de semana fizeram os índices melhorarem.

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O Dow Jones Industrial Average, principal indicador da Bolsa de Valores de Nova York, perdeu 1,49%, aos 8.451,19 pontos, e o ampliado S&P 500 recuou 1,18%, para 899,22 unidades. Na Bolsa tecnológica Nasdaq, o indicador Nasdaq Composite fechou em alta de 0,27%, aos 1.649,51 pontos.

O saldo da semana mostra o quanto foi tenso o mercado acionário americano dos últimos dias. O desempenho acumulado do Dow Jones foi negativo em 18,2%, o pior desde a terceira semana de julho de 1933. Além disso, a série de oito dias seguidos de perdas é a maior desde 2001, na semana seguinte aos ataques terroristas do 11 de Setembro.

Ron Edmonds/AP
O presidente George Bush disse que os EUA não estão "isolados" para enfrentar a crise
O presidente George Bush disse que os EUA não estão "isolados" para enfrentar a crise

O dia começou com pânico entre os investidores devido ao rebaixamento dos ratings (notas) dos bancos Morgan Stanley e Goldman Sachs e das montadoras General Motors e Ford pela agência de classificação Moody's.

A situação que mais preocupou o mercado foi a da GM. Boatos que chegaram a Wall Street davam conta de que a empresa estaria se preparando para declarar moratória, após a dramática queda de suas ações na quinta-feira, que deixaram os papéis da montadora em seu nível mais baixo desde os anos 1950. Porém, a empresa emitiu um comunicado que desmentiu a informação.

"Claramente encaramos dificuldades sem precedentes relacionadas com as incertezas nos mercados financeiros globalmente e o enfraquecimento dos fundamentos econômicos em muitos mercados-chave, mas a moratória não é uma opção que a GM está considerando'" informou a companhia.

O mercado começou a se recuperar ainda pela manhã, com a GM desmentindo o boato de quebra e com o discurso do presidente americano, George W. Bush. Ele disse que o sistema financeiro americano não está isolado do resto do mundo e destacou as reuniões que ocorrerão a partir de hoje entre o governo americano e representantes do G7 (grupo dos sete países mais ricos) e do G20 financeiro (grupo dos principais ministros de fazenda e presidentes de bancos centrais do mundo) para coordenar os trabalhos. "Estamos trabalhando com o mundo inteiro", disse o presidente. Segundo ele, isso é um "sinal inequívoco de que vamos superar os problemas juntos".

A proximidade dessas reuniões trouxe aos investidores a esperança de que novas medidas anticrise serão definidas a partir da noite de hoje, quando o presidente do Tesouro americano, Henry Paulson, fará novo discurso. Tal esperança deu o fôlego necessário para que as perdas em Wall Street se reduzissem nos minutos finais de negociação.

Arte Folha Online
Comentários dos leitores
celso assis (73) 29/11/2009 20h04
celso assis (73) 29/11/2009 20h04
E OS IMÓVEIS NO BRASIL QUE SUBIRAM NO MINIMO 30 A 40% NOS ULTIMOS 12 MESES VÀO DAR SEU TOMBO QDO? sem opinião
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celso assis (73) 29/11/2009 20h02
celso assis (73) 29/11/2009 20h02
Enqto o presidente do Bco. Central Sr. Meirelles, avisa que vai tudo bem, mas poderá haver problemas à frente, portanto evitem exuberância irracional, os gananciosos chefões do Bradesco e Itau, bancos especialistas em esfoliar seus clientes e o povão, dizem que só há maravilhas a frente. QUE DIFERENÇA NÃO. sem opinião
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O Pacificador (224) 29/11/2009 15h33
O Pacificador (224) 29/11/2009 15h33
"Crise em Dubai pode ameaçar países emergentes..."
A grande pergunta aqui é se esse "problema" em Dubai, é o reflexo ainda da crise de um ano atrás, ou é o aviso que a tal crise ainda não acabou e está agora entrando em outra fase?
Portanto, Dubai é reflexo, consequência ou início de um novo ciclo de destruição econômica?
sem opinião
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