Governo dos EUA vai comprar ações de instituições financeiras, diz Tesouro
da Folha Online
Atualizado às 20h45
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, anunciou nesta sexta-feira que o governo dos Estados Unidos vai comprar ações de instituições financeiras com fundos do pacote de US$ 700 bilhões aprovado pelo Congresso americano.
"Estamos desenvolvendo estratégias (...) para adquirir participações nas instituições financeiras conforme for necessário para impulsionar a estabilidade nos mercados financeiros", disse Paulson.
Ontem, o diário americano "The New York Times" informou que fontes do governo já comentavam a possibilidade de uma nacionalização parcial do sistema bancário americano, como já ocorreu em alguns bancos europeus.
O anúncio foi feito pouco depois de o G7 (grupo dos sete países mais ricos) anunciar, em Washington, um "plano de ação" para combater a crise financeira mundial e que emprega "todas as ferramentas disponíveis" para apoiar as principais instituições e evitar sua falência.
O projeto prevê a adoção de "todas as medidas necessárias para desbloquear o crédito e os mercados monetários" para que os bancos tenham amplo acesso à liquidez.
O G7 também se compromete a fazer o necessário para desbloquear o mercado de crédito hipotecário e destaca a necessidade de se conceder aos bancos a capacidade de elevar seu capital junto aos setores público e privado, com o objetivo de restabelecer a confiança.
Paulson classificou como "agressivo" o plano apresentado pelo G7 para enfrentar a crise que tem provocado turbulência nas bolsas mundiais.
"Terminamos um plano de ação agressivo para enfrentar a agitação nos mercados financeiros mundiais e as preocupações em nossas instituições financeiras", disse Paulson, após a reunião dos ministros de finanças do G7 e diretores de bancos centrais.
"Este plano de ação provê um marco coerente que nos conduzirá (...) a injetar liquidez nos mercados, fortalecer as instituições financeiras, proteger os poupadores e reforçar as proteções ao investimento", afirmou Paulson.
Ação conjunta
Em pronunciamento nesta sexta-feira, o presidente dos EUA, George W. Bush, disse que o sistema financeiro americano não está isolado do resto do mundo e atribuiu relevância às reuniões entre o governo americano e representantes do G7 e do G20 (grupo de países mais ricos liderado atualmente pelo Brasil) para coordenar os trabalhos de salvamento do sistema financeiro.
O presidente disse ainda que os EUA dispõem de diversas ferramentas para lidar com a crise e as estão usando de forma "agressiva".
O presidente lembrou que o pacote de US$ 700 bilhões, aprovado pala Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados) na sexta-feira (3) e no mesmo dia sancionado por Bush, autoriza o Departamento do Tesouro a usar uma "variedade de medidas para ajudar os bancos a reconstruir seu capital" através da "compra de papéis de instituições financeiras".
Segundo analistas, a afirmação de Bush já lembrava a que foi feita por outros representantes do governo, de compra de participação em bancos comerciais.
Com agências internacionais.
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Fato é que existe no mercado uma euforia fora de propósito. Aqui no Brasil, hoje uma maioria, acha que estamos nadando de braçada.O Brasil não é uma ilha isolada no mundo da prosperidade....cuidado gente....muito cuidado.
A luz no fim do túnel pode significar que a locomotiva está vindo pra cima.
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Pouco importa receber, o negócio é emprestar para o consumo. Os especialistas dizem que 46% do PIB emprestado é pouco, pois em outros paises chega a 80%. Mas será que dá para comparar paises e condições diferentes. Os empréstimos são mais para consumo ou mais para produção?
Eles que sao especialistas e que sabem das coisas que respondam. Mas parece que nao foram capazes de prever a crise do ano passado. Outros dizem que nem crise houve (sic)!!!!!! Será que sabem onde fica o nariz deles?
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