Dinheiro
10/10/2008 - 19h56

Governo dos EUA vai comprar ações de instituições financeiras, diz Tesouro

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da Folha Online

Atualizado às 20h45

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, anunciou nesta sexta-feira que o governo dos Estados Unidos vai comprar ações de instituições financeiras com fundos do pacote de US$ 700 bilhões aprovado pelo Congresso americano.

"Estamos desenvolvendo estratégias (...) para adquirir participações nas instituições financeiras conforme for necessário para impulsionar a estabilidade nos mercados financeiros", disse Paulson.

Ontem, o diário americano "The New York Times" informou que fontes do governo já comentavam a possibilidade de uma nacionalização parcial do sistema bancário americano, como já ocorreu em alguns bancos europeus.

O anúncio foi feito pouco depois de o G7 (grupo dos sete países mais ricos) anunciar, em Washington, um "plano de ação" para combater a crise financeira mundial e que emprega "todas as ferramentas disponíveis" para apoiar as principais instituições e evitar sua falência.

O projeto prevê a adoção de "todas as medidas necessárias para desbloquear o crédito e os mercados monetários" para que os bancos tenham amplo acesso à liquidez.

O G7 também se compromete a fazer o necessário para desbloquear o mercado de crédito hipotecário e destaca a necessidade de se conceder aos bancos a capacidade de elevar seu capital junto aos setores público e privado, com o objetivo de restabelecer a confiança.

Paulson classificou como "agressivo" o plano apresentado pelo G7 para enfrentar a crise que tem provocado turbulência nas bolsas mundiais.

"Terminamos um plano de ação agressivo para enfrentar a agitação nos mercados financeiros mundiais e as preocupações em nossas instituições financeiras", disse Paulson, após a reunião dos ministros de finanças do G7 e diretores de bancos centrais.

"Este plano de ação provê um marco coerente que nos conduzirá (...) a injetar liquidez nos mercados, fortalecer as instituições financeiras, proteger os poupadores e reforçar as proteções ao investimento", afirmou Paulson.

Ação conjunta

Em pronunciamento nesta sexta-feira, o presidente dos EUA, George W. Bush, disse que o sistema financeiro americano não está isolado do resto do mundo e atribuiu relevância às reuniões entre o governo americano e representantes do G7 e do G20 (grupo de países mais ricos liderado atualmente pelo Brasil) para coordenar os trabalhos de salvamento do sistema financeiro.

O presidente disse ainda que os EUA dispõem de diversas ferramentas para lidar com a crise e as estão usando de forma "agressiva".

O presidente lembrou que o pacote de US$ 700 bilhões, aprovado pala Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados) na sexta-feira (3) e no mesmo dia sancionado por Bush, autoriza o Departamento do Tesouro a usar uma "variedade de medidas para ajudar os bancos a reconstruir seu capital" através da "compra de papéis de instituições financeiras".

Segundo analistas, a afirmação de Bush já lembrava a que foi feita por outros representantes do governo, de compra de participação em bancos comerciais.

Com agências internacionais.

Comentários dos leitores
Richard Adams (20) 26/11/2009 11h18
Richard Adams (20) 26/11/2009 11h18
Há uma alerta hj vindo da OMC sobre os 30 paises mais ricos empatarem seus PIBs com o valor de sua dívida interna. Há risco de alguns Países virem a quebrar como já aconteceu com a Argentina e mesmo que iso não acontece fica a pergunta se diante disso esses países terão condição de se auto-financiar. Parece que a nova onda de incertezas começa a se formar. Asim como um alerta de tsunami, pode ser que surja jum, pode ser que não.
Fato é que existe no mercado uma euforia fora de propósito. Aqui no Brasil, hoje uma maioria, acha que estamos nadando de braçada.O Brasil não é uma ilha isolada no mundo da prosperidade....cuidado gente....muito cuidado.
A luz no fim do túnel pode significar que a locomotiva está vindo pra cima.
sem opinião
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celso assis (66) 26/11/2009 09h01
celso assis (66) 26/11/2009 09h01
Prezado Luiz Velosa
Pouco importa receber, o negócio é emprestar para o consumo. Os especialistas dizem que 46% do PIB emprestado é pouco, pois em outros paises chega a 80%. Mas será que dá para comparar paises e condições diferentes. Os empréstimos são mais para consumo ou mais para produção?
Eles que sao especialistas e que sabem das coisas que respondam. Mas parece que nao foram capazes de prever a crise do ano passado. Outros dizem que nem crise houve (sic)!!!!!! Será que sabem onde fica o nariz deles?
2 opiniões
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Luís da Velosa (1428) 25/11/2009 17h15
Luís da Velosa (1428) 25/11/2009 17h15
E depois da bonança, também pode vir a tempetade. O Natal pode parecer mais vibrante, luminoso, uma festa maravilhosa para o advento do nascimento do Menino Jesus. Mais tarde, de janeiro a novembro, muitos consumidores serão inumados por dívidas. sem opinião
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