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Dinheiro
11/10/2008 - 04h20

Bolsas perdem 6 "Brasis" na semana

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da Folha Online

As Bolsas de todo o mundo perderam US$ 6,2 trilhões, o equivalente a seis Brasis, só nesta semana, informa o enviado especial a Madri, Clóvis Rossi, em matéria publicada na Folha (a reportagem está disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL).

A Bolsa de NY teve a pior perda semanal de toda a história, superior à da semana do 11 de Setembro: 18,15%. Nesta sexta-feira, o recuo ficou em 1,49%, após os mercados caírem todos em seqüência. Tóquio recuou 9,62%, para o menor nível em 20 anos. Madri recuou 9,14%, maior queda de sua história. Londres caiu 8,85%, perdendo um quinto do valor desde segunda-feira. Paris fechou em baixa de 7,73% e Frankfurt, de 7,01%.

Islândia, Romênia, Rússia, Ucrânia e Indonésia mantiveram suas Bolsas fechadas.

O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, chegou a comentar que uma das hipóteses em estudo entre os governantes seria a suspensão mundial das operações em Bolsa até que novas regras sejam definidas para a economia global.

Bovespa

Pela manhã, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) suspendeu os negócios por meia hora quando o índice Ibovespa desabou 10,19%. Investidores voltaram às compras na última meia hora de pregão e evitaram que a Bolsa fechasse o dia com perdas de quase 9%.

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O termômetro da Bolsa, o Ibovespa, recuou 3,97% no fechamento e atingiu os 35.609 pontos, o seu nível mais baixo desde setembro de 2006. O giro financeiro foi de R$ 5,42 bilhões. O pânico desta sexta foi provocado principalmente pela percepção dos investidores de que a crise financeira já atingiu a economia real.

Ações

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, anunciou nesta sexta-feira que o governo dos Estados Unidos vai comprar ações de instituições financeiras com fundos do pacote de US$ 700 bilhões aprovado pelo Congresso americano.

"Estamos desenvolvendo estratégias (...) para adquirir participações nas instituições financeiras conforme for necessário para impulsionar a estabilidade nos mercados financeiros", disse Paulson.

O anúncio foi feito pouco depois de o G7 (grupo dos sete países mais ricos) anunciar, em Washington, um "plano de ação" para combater a crise financeira mundial e que emprega "todas as ferramentas disponíveis" para apoiar as principais instituições e evitar sua falência.

Leia a matéria completa na Folha deste sábado, que já está nas bancas.

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