Equador lamenta reação do Brasil à medida contra a Odebrecht
da France Presse, em Quito
O Equador lamentou neste sábado a reação de Brasília à sanção adotada contra a construtora Odebrecht, ameaçada de expulsão do país vizinho.
O Equador indicou que espera encontrar uma solução à sua controvérsia com a também brasileira Petrobras, que explora campos de petróleo em seu território.
Em um comunicado, o governo de Rafael Correa lamentou que Luiz Inácio Lula da Silva tenha suspendido a visita de uma missão ministerial ao país para avançar na construção de um projeto interoceânico que envolve Bolívia, Brasil, Equador, Peru e Venezuela.
"O Equador lamentou que esta decisão tenha sido adotada pela situação do Estado equatoriano com uma empresa privada do país", enfatizou em sua nota.
Correa anulou na quinta-feira (8) quatro contratos no valor de US$ 800 milhões que havia assinado com a Odebrecht alegando uma "série de irregularidades", dias depois de ter apreendido seus bens por se recusar a pagar uma indenização pelos danos que interromperam o funcionamento da segunda hidrelétrica do país.
Ao mesmo tempo, o presidente equatoriano ameaçou nacionalizar os poços explorados hoje pela Petrobras por sua resistência em alterar seu contrato de operações.
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