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Dinheiro
11/10/2008 - 15h24

Guido Mantega defende maior regulamentação do sistema financeiro

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da France Presse, em Washington

O sistema financeiro que surgir após a crise deve ter mecanismos de supervisão de mercados e o FMI (Fundo Monetário Internacional) deve monitorar mais as nações emergentes, disse neste sábado o ministro brasileiro da Fazenda, Guido Mantega, em Washington.

"Depois de controlada a turbulência, teremos que estabelecer um novo conjunto de práticas para fortalecer e proteger o sistema financeiro, mas sem desviá-lo para as práticas dos países avançados", disse Mantega em seu discurso ao Comitê Monetário e Financeiro Internacional do FMI.

"Uma vez estancada a hemorragia e passada a fase mais aguda da crise, teremos que corrigir os erros do passado em termos de organização do sistema financeiro. Espero que a crença infundada de que os mercados podem ser basicamente deixados à sua livre vontade ficará enterrada por um longo período", continuou.

O ministro criticou o modelo anterior à crise, baseado na premissa de que uma série de intermediários financeiros se auto regulem, e afirmou que deve ser substituído por um sistema "cuidadosamente desenhado de controles e de supervisão."

Depois de ter criticado o FMI por ter citado como "exemplos a serem seguidos" as nações como os Estados Unidos e os países europeus que hoje estão no meio da tempestade financeira, o ministro disse que a crise atual torna ainda mais urgente uma reforma fundamental do modo de operar do organismo, o que o Brasil vem pedindo há anos.

Mantega indicou que o sistema financeiro resultante desta crise deve ser, provavelmente, menor e mais regulado que o atual.

Empréstimos

Em particular, o ministro brasileiro pediu um maior monitoramento dos países ricos pela instituição, insistindo em sua proposta apresentada em assembléias anteriores do FMI e do Banco Mundial (Bird), de criar uma linha de crédito de acesso rápido e menos condicionada para prover liquidez às nações emergentes e em desenvolvimento diante de choques financeiros.

Mantega insistiu ainda que o FMI deve "evoluir rapidamente para um aumento dos limites de acesso para seus empréstimos", o que vai contra a idéia dos EUA.

O secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, disse pouco antes neste sábado, na mesma instância, que o FMI deve se concentrar em sua missão principal e resistir à busca de formas criativas de emprestar dinheiro.

"Somos céticos com relação às propostas de aumentar significativamente os níveis de acesso dos países-membros aos empréstimos", disse Paulson.

O FMI tem um sistema de direitos de empréstimos para seus 185 países-membros, que pode ser utilizado em casos de desequilíbrios na balança de pagamentos.

Na tarde deste sábado, Mantega participará de uma reunião de ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais dos países do G20 financeiro para discutir a crise.

O grupo reúne as mais industrializadas e outras emergentes como Brasil, China, Índia e México. Argentina também participará do encontro, que será o primeiro em que os países industrializados vão consultar seus pares em desenvolvimento por uma crise.

Comentários dos leitores
celso assis (77) 03/12/2009 10h03
celso assis (77) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
1 opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
A repeito da recuperação de mercados..... A dizer da econômia brasileira, no termo equilibrio, travessia, em termos econômicos um bom comparativo, uma ponte, com bons fundamentos (extrutura), tensionada, fortemente exigida, mas com capacidade para resistir, suportar "o uso" e "abusos". Com isto certamente possibilita um avanço significativo em termos econômicos, em ganhos em diversos niveis, um crecimento, uma melhoria de padrão geral, a formação de um novo conceito de solidez, de desenvolvimento como um todo. Imperativo o controle de gastos "em época eleitoral", os famosos desperdicios, as demagogias, erros, politicagem,propaganda enganosa. época que se faz nescessário ampliação de critérios, e cobranças com os gastos, em obras sem útilidade efetiva, e ou duradoura. Do história inicio de ano, época de férias.....atividades reduzidas, coisas se bem pensadas e organizadas podem dar bons resultados aos trabalhadores, empresas, consumidor, já no trimestre seguinte, cautela, controles, agilidade operacional, e de sistemas produtivos, ...... sem opinião
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Italo Martins (3) 03/12/2009 09h00
Italo Martins (3) 03/12/2009 09h00
Cássio,
A inflação de que você fala não é e não será factível, pois mesmo que se esteja aumentando a base monetária, depois da crise está ocorrendo uma desalavancagem dos agentes. Por outros lado, se a China seguir o que os países desenvolvidos estão desesperados para que ela faça (valorizar o Yuan), ai sim creio que teremos um processo inflacionário.
sem opinião
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