Guido Mantega defende maior regulamentação do sistema financeiro
da France Presse, em Washington
O sistema financeiro que surgir após a crise deve ter mecanismos de supervisão de mercados e o FMI (Fundo Monetário Internacional) deve monitorar mais as nações emergentes, disse neste sábado o ministro brasileiro da Fazenda, Guido Mantega, em Washington.
"Depois de controlada a turbulência, teremos que estabelecer um novo conjunto de práticas para fortalecer e proteger o sistema financeiro, mas sem desviá-lo para as práticas dos países avançados", disse Mantega em seu discurso ao Comitê Monetário e Financeiro Internacional do FMI.
"Uma vez estancada a hemorragia e passada a fase mais aguda da crise, teremos que corrigir os erros do passado em termos de organização do sistema financeiro. Espero que a crença infundada de que os mercados podem ser basicamente deixados à sua livre vontade ficará enterrada por um longo período", continuou.
O ministro criticou o modelo anterior à crise, baseado na premissa de que uma série de intermediários financeiros se auto regulem, e afirmou que deve ser substituído por um sistema "cuidadosamente desenhado de controles e de supervisão."
Depois de ter criticado o FMI por ter citado como "exemplos a serem seguidos" as nações como os Estados Unidos e os países europeus que hoje estão no meio da tempestade financeira, o ministro disse que a crise atual torna ainda mais urgente uma reforma fundamental do modo de operar do organismo, o que o Brasil vem pedindo há anos.
Mantega indicou que o sistema financeiro resultante desta crise deve ser, provavelmente, menor e mais regulado que o atual.
Empréstimos
Em particular, o ministro brasileiro pediu um maior monitoramento dos países ricos pela instituição, insistindo em sua proposta apresentada em assembléias anteriores do FMI e do Banco Mundial (Bird), de criar uma linha de crédito de acesso rápido e menos condicionada para prover liquidez às nações emergentes e em desenvolvimento diante de choques financeiros.
Mantega insistiu ainda que o FMI deve "evoluir rapidamente para um aumento dos limites de acesso para seus empréstimos", o que vai contra a idéia dos EUA.
O secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, disse pouco antes neste sábado, na mesma instância, que o FMI deve se concentrar em sua missão principal e resistir à busca de formas criativas de emprestar dinheiro.
"Somos céticos com relação às propostas de aumentar significativamente os níveis de acesso dos países-membros aos empréstimos", disse Paulson.
O FMI tem um sistema de direitos de empréstimos para seus 185 países-membros, que pode ser utilizado em casos de desequilíbrios na balança de pagamentos.
Na tarde deste sábado, Mantega participará de uma reunião de ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais dos países do G20 financeiro para discutir a crise.
O grupo reúne as mais industrializadas e outras emergentes como Brasil, China, Índia e México. Argentina também participará do encontro, que será o primeiro em que os países industrializados vão consultar seus pares em desenvolvimento por uma crise.
Leia mais
- Sistema financeiro global está perto de derreter, afirma FMI
- Bush afirma que crise precisa de "resposta global séria"
- Angela Merkel diz que França e Alemanha estão unidas para reagir à crise
- Paris cogita maior intervenção pública nos bancos europeus
- Banco Central da China promete cooperação para frear crise global
- Bolsas perdem 6 "Brasis" na semana
- G7 promete medidas para desbloquear crédito e evitar quebra de bancos
Livraria
- Jornalista explica em livro papel do SISTEMA FINANCEIRO; leia capítulo
- Entenda a CRISE ECONÔMICA pela ótica de Karl Marx
Especial


Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
avalie fechar
avalie fechar
A inflação de que você fala não é e não será factível, pois mesmo que se esteja aumentando a base monetária, depois da crise está ocorrendo uma desalavancagem dos agentes. Por outros lado, se a China seguir o que os países desenvolvidos estão desesperados para que ela faça (valorizar o Yuan), ai sim creio que teremos um processo inflacionário.
avalie fechar