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Dinheiro
11/10/2008 - 21h55

G20 se compromete a usar "todos os instrumentos econômicos" para superar crise

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da Folha Online

O G20 financeiro, o grupo que reúne os principais países ricos e emergentes, comprometeu-se neste sábado a "utilizar todos os instrumentos econômicos e financeiros para assegurar a estabilidade e o bom funcionamento dos mercados financeiros", segundo comunicado final divulgado após a reunião do órgão, realizada em Washington.

A reunião contou com a presença do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que se sentou ao lado do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que preside atualmente o G20. A sua direita, estavam o secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, e o presidente do Federal Reserve (o BC americano), Ben Bernanke.

Segundo Mantega, George W. Bush pediu participação aos presentes "para a solução da crise" financeira global, admitindo, no entanto, que a debacle "tem origem nos países avançados."

O G20 financeiro reúne os ministros de economia e os presidentes dos bancos centrais dos sete países com economias mais avançadas (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Reino Unido, Itália e Japão) mais África do Sul, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, China, Coréia do Sul, Índia, Indonésia, México, Rússia e Turquia.

Reforma

O Brasil deseja que o G20 financeiro seja transformado para constituir-se em instância capaz de responder à crise, disse Mantega durante entrevista à imprensa. Ele atribuiu a crise que atinge o mercado mundial a erros graves em economias que tínhamos como modelo.

"A tese de que não haveria contágio foi superada; existem implicações fortes, influências (...). A crise também migra para os países emergentes. Estamos ante uma crise mundial que deve ser enfrentada por todos os governos, por todos os estados", afirmou o ministro brasileiro ao final de uma reunião do G 20 considerada histórica, na sede do FMI.

"O G20 não foi criado para enfrentar este tipo de situação", explicou Mantega.

Por isso, para uma coordenação das nações ricas e dos países emergentes, o Brasil propôs uma reforma que habilite o grupo a responder a crises financeiras mediante uma "ação mais coordenada" de forma que "os países emergentes sejam parte da solução", explicou.

O Brasil propõe, em particular, a criação de uma espécie de célula de gestão da crise da qual participariam os ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais do grupo.

Novas medidas do G7

Horas antes, os mesmos atores da reunião do G20 participaram da reunião do IMFC (Comitê Monetário e Financeiro Internacional, na sigla em inglês), principal órgão diretor do FMI (Fundo Monetário Internacional). Nesta reunião, eles resolveram dar um apoio "enérgico" ao plano de ação contra a crise financeira internacional do G7 (Grupo dos Sete, que reúne os sete países mais ricos do mundo: Estados Unidos, Canadá, Japão, Alemanha, Reino Unido, Itália e França).

"Os 185 membros estão comprometidos com o plano de ação" do G7, disse Youssef Boutros Ghali, ministro das Finanças do Egito e presidente do IMFC.

Do mesmo modo, o diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, disse esperar que os investidores "entendam" a importância do sinal enviado hoje pelos Governos de todo o mundo.

Em sua declaração, o IMFC também alertou que muitos países emergentes podem ser prejudicados pela crise e disse que o FMI está pronto para ajudá-los 'rapidamente' com empréstimos de emergência. "É fundamental que os países avançados e as economias emergentes coordenem ações conjuntas", afirma a nota.

O plano do G7 foi anunciado na noite de ontem, e é baseado em um "plano de ação" de cinco pontos para enfrentar a crise financeira internacional.

"O G7 concorda que a atual situação exige uma ação urgente e excepcional", destacou um comunicado do Tesouro dos Estados Unidos. "Nos comprometemos a prosseguir trabalhando juntos para estabilizar os mercados financeiros, restaurar o fluxo de crédito e apoiar o crescimento econômico global."

O G7 também se compromete a fazer o necessário para desbloquear o mercado de crédito hipotecário e destaca a necessidade de se conceder aos bancos a capacidade de elevar seu capital junto aos setores público e privado, visando a restabelecer a confiança.

Veja os cinco pontos:

1 - Adotar ações decisivas e utilizar todas as ferramentas disponíveis para apoiar as instituições financeiras importantes para o sistema e evitar sua falência.

2 - Dar todos os passos necessários para descongelar os mercados de crédito e câmbio e garantir que os bancos e outras instituições financeiras tenham amplo acesso à liquidez e fundos.

3 - Garantir que bancos e outros intermediários financeiros maiores possam, segundo sua necessidade, reunir capital de fontes públicas e privadas, em volumes suficientes para restabelecer a confiança e prosseguir com os empréstimos para famílias e negócios.

4 - Assegurar que os respectivos seguros nacionais de depósitos e programas de garantias sejam suficientemente robustos e consistentes para que os pequenos correntistas mantenham a confiança no sistema.

5 - Atuar, quando for apropriado, para reativar os mercados secundários para hipotecas (os mercados de compra de hipotecas por entidades financeiras).

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
sem opinião
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celso assis (77) 03/12/2009 10h03
celso assis (77) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
19 opiniões
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Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
A repeito da recuperação de mercados..... A dizer da econômia brasileira, no termo equilibrio, travessia, em termos econômicos um bom comparativo, uma ponte, com bons fundamentos (extrutura), tensionada, fortemente exigida, mas com capacidade para resistir, suportar "o uso" e "abusos". Com isto certamente possibilita um avanço significativo em termos econômicos, em ganhos em diversos niveis, um crecimento, uma melhoria de padrão geral, a formação de um novo conceito de solidez, de desenvolvimento como um todo. Imperativo o controle de gastos "em época eleitoral", os famosos desperdicios, as demagogias, erros, politicagem,propaganda enganosa. época que se faz nescessário ampliação de critérios, e cobranças com os gastos, em obras sem útilidade efetiva, e ou duradoura. Do história inicio de ano, época de férias.....atividades reduzidas, coisas se bem pensadas e organizadas podem dar bons resultados aos trabalhadores, empresas, consumidor, já no trimestre seguinte, cautela, controles, agilidade operacional, e de sistemas produtivos, ...... 2 opiniões
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