Dinheiro
11/10/2008 - 22h40

Crise evidencia erros nas políticas dos países desenvolvidos, diz Mantega

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da Efe, em Washington

O ministro Guido Mantega (Fazenda) disse neste sábado que a crise financeira evidenciou "debilidades sistêmicas" e erros nas políticas dos países desenvolvidos que durante anos se puseram como exemplos.

Mantega afirmou em entrevista coletiva, no final da cúpula do G20, grupo de nações desenvolvidas e em desenvolvimento presidido pelo Brasil, que o FMI (Fundo Monetário Internacional) deverá estabelecer novos padrões para o sistema financeiro internacional que não inclua uma preferência pelas práticas das economias avançadas.

O ministro prevê que uma vez que a crise seja superada haverá uma maior regulação nos mercados financeiros e se reconhecerá a importância do setor público tanto na hora de resolver a crise como de estabelecer mecanismos de supervisão.

"Será necessária a participação do Governo, incluindo a nacionalização parcial e temporária de uma grande parte do sistema financeiro nos Estados Unidos e na Europa para restaurar o funcionamento dos mercados de crédito", disse Mantega.

Ao mesmo tempo expressou sua esperança em que se esqueça a idéia dos mercados auto-regulados e se substitua por um sistema com maiores controles que requereria a cooperação internacional.

Mantega pediu durante a reunião do G20, que contou com a presença inesperada do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, uma reforma do grupo para transformá-lo em um mecanismo capaz de responder a crises financeiras.

Mencionou nesse sentido que os membros do grupo façam quatro reuniões anuais e contatos permanentes, ao invés de apenas uma reunião por ano como é atualmente.

"A crise está se estendendo também aos mercados emergentes. Estamos em uma crise global que todos os governos deverão enfrentar", concluiu Mantega.

Comentários dos leitores
Guilherme Lemmi (225) 23/11/2009 14h48
Guilherme Lemmi (225) 23/11/2009 14h48
Sobre a reportagem "Livre mercado é melhor modelo econômico apesar da crise, dizem bilionários", interessante, a Folha deveria perguntar para o 1 bilhao de pessoas que passam fome no mundo, se eles concordam com essa opinião.
Ah, esqueci, essas pessoas só passam fome porque nao tiveram a 'tenacidade' para vencer na vida....
sem opinião
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JOSE MOTTA (48) 23/11/2009 13h53
JOSE MOTTA (48) 23/11/2009 13h53
ISSO É PRIMEIRO MUNDO. POVO POLITIZADO,MAS PERIMERISSIMO MUINDO SÃO ALGUS PAISES EUROPEUS E CANADÁ. ESTAMOS LONGE DE CHEGAR LÁ. sem opinião
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Eduardo Giorgini (419) 23/11/2009 10h16
Eduardo Giorgini (419) 23/11/2009 10h16
Bom dia!
Bem, essa forma de analise discordo. O que Obama fez em relação à crise foi a única opção e não devido a possíveis competências.
Isso acontece no Brasil tambem. Dizem que foi Lula que salvou o Brasil da crise, mas o que ele fez foi nada além de manter a inércia da política brasileira e com um pouco de sorte, deu certo de a crise não pegar tão forte.
Só que ao contrário do Brasil, o eleitorado Norte Americano exige mais, ainda mais depois do desastre de Bush.
Um presidente so quebra um país de for um ditador, caso contrário, setores da sociedade ajudam na tomada de decisões e o setor privado segura as pontas (que é o que acontece nos Estados Unidos e tambem no Brasil)
Inclusive hoje, um presidente não "pesa" tanto na condução de uma boa política de governo.
[]s
Eduardo.
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