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Dinheiro
12/10/2008 - 05h10

Merkel defende intervenção do Estado para salvar os bancos

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da Efe, em Berlim

A chanceler alemã, Angela Merkel, defendeu a intervenção do estado e a aprovação de um pacote de resgate para o setor bancário nacional castigado pela crise financeira internacional, que será aplicado urgentemente para sua imediata entrada em vigor.

Embora ainda se desconheça o volume do pacote de resgate para o setor bancário na Alemanha, o jornal econômico "Handelsblatt" assegura em sua edição digital que poderia alcançar entre 300 e 400 bilhões de euros.

"Só a atuação do Estado pode devolver agora a necessária confiança", afirma Merkel em declarações publicadas hoje pelo "Bild am Sonntag", poucas horas antes da reunião extraordinária do Eurogrupo em Paris.

A chefe do governo alemão ressalta que o importante agora é que nenhum país atue por sua conta e que na Europa e em nível internacional se intervenha de maneira coordenada para depois aplicar as medidas com responsabilidade nacional.

"O que fazemos não é em interesse dos bancos, mas das pessoas", destaca Merkel no dominical de maior tiragem na Europa, no qual comenta que a cúpula de Paris tem como finalidade encontrar medidas comuns contra a crise financeira.

Após a recusa da chanceler alemã não se espera, no entanto, que os países da zona do euro pactuem um fundo comum de resgate com os Estados Unidos, diz o rotativo, mas se estabelecerá que meios dispõe cada país para o resgate dos bancos.

Da mesma forma que outros meios de imprensa alemães, o "Bild am Sonntag" destaca que se espera, ao término da reunião na capital francesa, que Merkel divulgue as medidas que seu governo preparou para enfrentar a crise financeira na Alemanha.

A imprensa alemã acredita que o governo conduzirá através de um procedimento urgente seu pacote de estabilização ao longo desta semana para sua aprovação pelas duas câmaras parlamentares, o Bundestag e o Bundesrat.

O pacote de medidas urgentes será sancionado nesta segunda-feira (13) pelo gabinete ministerial, para que na terça-feira (14) seja apresentado aos grupos parlamentares e estes realizem uma sessão extraordinária para sua primeira leitura urgente na câmara baixa alemã.

 

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