Fluxos privados de dinheiro a mercados emergentes cairão 31%, dizem bancos
da Efe, em Washington
Atualizada às 18h05
Os fluxos privados de capital para os mercados emergentes cairão 31% neste ano, para US$ 619 bilhões, e diminuirão mais 9,3% em 2009, previu hoje a maior associação de bancos do mundo.
Segundo o Instituto de Finanças Internacional (IIF, em inglês), que reúne cerca de 400 bancos de todo o mundo, os fluxos privados de capital para os mercados emergentes se mantiveram altos nos últimos 15 meses, mas os indicadores sugerem que "caíram de forma muito intensa em semanas recentes".
A instituição afirmou que os países emergentes sofreram mais nas últimas semanas do que em qualquer outro momento desde que começaram os problemas de acesso ao crédito em nível global, que se intensificaram em meados de setembro, com a quebra do banco de investimentos americano Lehman Brothers.
"O principal canal desta fragilidade foi uma forte queda nos empréstimos interbancários líquidos, algo que não é surpreendente, dada a tensão que enfrentam os mercados interbancários em nível global", indicou a IIF, em comunicado.
A associação espera que as medidas anunciadas na sexta-feira pelo G7 (Grupo dos Sete, formado por EUA, Canadá, Japão, Alemanha, Reino Unido, Itália e França), que se comprometeu a agir para que o crédito volte a fluir, ajudem, em última instância, a recuperar a confiança.
Mesmo assim, os banqueiros prevêem que os empréstimos entre bancos continuarão em níveis baixos, porque as contrações de capital prejudicarão tanto a habilidade quanto a capacidade de emprestar.
O presidente do Citibank, William Rhodes, disse hoje que os fluxos esperados para os emergentes para 2008 e 2009 "são ainda níveis bem grandes" e refletem as melhoras nos fundamentos econômicos de muitos desses mercados.
Horas decisivas
O fracasso em anunciar rapidamente "medidas consistentes" para restaurar a confiança entre investidores irá resultar em "deterioração futura" nos mercados financeiros, disse grupo ainda neste domingo.
"Esta noite e a manhã da segunda-feira são momentos muito cruciais", disse Josef Ackermann, presidente do IIF.
"Eu acredito que temos que fazer o que for necessário para trazer a confiança de volta, ainda que seja um pouco artificial com ajudas de governos e garantias", acrescentou Ackermann, que também é o presidente-executivo do Deutsche Bank.
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