Eurogrupo deve evitar quebra de grandes bancos, mas ajuda terá limite
da Folha Online
Os 15 países do Eurogrupo, que se reúnem neste domingo em Paris para coordenar o combate à crise financeira, discutem a possibilidade de permitir medidas que evitem a quebra de grandes bancos, mas com limitações nas ajudas e uma supervisão dos governos para evitar abusos, segundo um projeto de declaração da Cúpula obtido por agências de notícias.
O projeto indica que os governos dos 15 países que adotam o euro como moeda "não deixarão quebrar nenhum banco relevante" e que, para isso, recorrerão à recapitalização de entidades. Da reunião de hoje em Paris participam ainda o presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, e do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet.
No total, o plano tem 14 medidas para estabilizar os mercados financeiros, segundo declaração preliminar divulgada no início da Cúpula. O plano prevê que os governos ofereçam garantias e seguro, comprem papéis problemáticos, forneçam capital para instituições financeiras e atuem para estabilizar os vencimentos de dívidas de longo prazo.
Segundo o ministro belga das Finanças, Didier Reynders, os países europeus vão anunciar até quarta-feira os valores que cada um colocará no plano coordenado para recapitalizar os bancos em dificuldades e garantir os empréstimos interbancários.
| Charles Platiau/AP |
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| Primeiro-ministro britânico, Gordon Brown (dir.), não faz parte do Eurogrupo, mas foi convidado por Nicolas Sarkozy a participar |
Ao modelo do aprovado pelo Fed (Federal Reserve, o banco central americano) na semana passada, também está previsto pedir ao Banco Central Europeu (BCE) a criação de um instrumento para adquirir papéis comerciais de instituições financeiras e outras companhias --além do pedido de um relaxamento nos juros, como o realizado em coordenação com outros BCs, que cortaram suas taxas ao mesmo tempo.
As linhas gerais do que é discutido pelo Eurogrupo já tinham sido antecipadas pelo primeiro-ministro britânico, Gordon Brown. O Reino Unido não faz parte dos Eurogrupo, mas Brown se encontrou pela manhã com o presidente francês, Nicolas Sarkozy.
Sarkozy afirmou neste domingo, antes da Cúpula do Eurogrupo, que esperava a adoção de um "plano ambicioso, coordenado, que dê soluções" para a crise financeira. E sinalizou que as medidas já adotadas por Londres seriam um modelo a seguir.
Londres pôs à disposição dos bancos um fundo para facilitar os créditos em troca de as entidades permitirem ao Estado vigiar sua gestão e a remuneração de seus dirigentes. Além disso, o governo britânico se comprometeu a garantir os intercâmbios bancários para facilitar o funcionamento diário do sistema financeiro. O jornal "Sunday Times" informou ainda que, amanhã, o governo deve anunciar empréstimos ao Royal Bank da Escócia (RBS), HBOS, Lloyds e Barclays.
"Quarta-feira tentaremos colocar toda a Europa na mesma direção coordenada e ambiciosa", disse ainda o presidente francês. "Isto é o que eu espero, é que a Europa fale em uma só voz." Uma cúpula dos 27 países-membros da União Européia ocorrerá nesta quarta e quinta-feira em Bruxelas.
| Yoan Valat/Efe |
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| A chanceler alemã, Angela Merkel, se encontrou com o presidente da França, Nicolas Sarkozy, para discutir medidas contra a crise |
Ontem, porém, Sarkozy e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, rejeitaram a adoção um plano conjunto de resgate financeiro nos moldes do aprovado pelos Estados Unidos. Apesar disso, segundo as palavras ditas ontem por Merkel, "somente um ato de Estado pode devolver a confiança necessária".
Hoje, o presidente da comissão orçamentária no Bundestag (Câmara Baixa do Parlamento), o liberal Otto Fricke, disse que governo alemão prepara pacote de resgate para os bancos nacionais que pode chegar a 400 bilhões de euros.
Neste domingo, Barroso também já falou. Disse que a Europa deve ir além das decisões do G7, tomadas sexta-feira em Washington. Os ministros das finanças dos sete países mais industrializados do mundo anunciaram um acordo sobre as medidas coordenadas para recapitalizar os bancos em dificuldades e desbloquear o crédito do mercado interbancário, sem no entanto especificar como irão colocar em prática tais compromissos.
Também hoje, do outro lado do mundo, Austrália e Nova Zelândia afirmaram que iriam garantir os depósitos bancários, e os Estados do Golfo Árabe tomaram medidas de emergência para impulsionar a confiança no sistema financeiro. Na Noruega, foi anunciado plano no valor de US$ 41 bilhões para aumentar a liquidez (circulação de dinheiro) absorvida pela crise financeira.
G20
A Cúpula em Paris ocorre um dia depois de reuniões em Washington. Ontem, o G20 financeiro, o grupo que reúne os principais países ricos e emergentes, comprometeu-se a "utilizar todos os instrumentos econômicos e financeiros para assegurar a estabilidade e o bom funcionamento dos mercados financeiros", segundo comunicado final divulgado após encontro do órgão.
A reunião contou com a presença inesperada do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que se sentou ao lado do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que preside atualmente o G20. A sua direita, estavam o secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, e o presidente do Federal Reserve (o BC americano), Ben Bernanke.
FMI
| Yuri Gripas/Reuters |
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| Diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn (à direita), em reunião ontem |
Horas antes, os mesmos atores da reunião do G20 participaram da reunião do IMFC (Comitê Monetário e Financeiro Internacional, na sigla em inglês), principal órgão diretor do FMI (Fundo Monetário Internacional). Nesta reunião, eles resolveram dar um apoio "enérgico" ao plano de ação contra a crise financeira internacional do G7 (Grupo dos Sete, que reúne os sete países mais ricos do mundo: Estados Unidos, Canadá, Japão, Alemanha, Reino Unido, Itália e França).
"Os 185 membros estão comprometidos com o plano de ação" do G7, disse Youssef Boutros Ghali, ministro das Finanças do Egito e presidente do IMFC.
Do mesmo modo, o diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, disse esperar que os investidores "entendam" a importância do sinal enviado neste sábado aos governos de todo o mundo.
Em sua declaração, o IMFC também alertou que muitos países emergentes podem ser prejudicados pela crise e disse que o FMI está pronto para ajudá-los 'rapidamente' com empréstimos de emergência. "É fundamental que os países avançados e as economias emergentes coordenem ações conjuntas", afirma a nota.
G7
O plano do G7 foi anunciado na noite de sexta-feira e é baseado em um "plano de ação" de cinco pontos para enfrentar a crise financeira internacional.
"O G7 concorda que a atual situação exige uma ação urgente e excepcional", destacou um comunicado do Tesouro dos Estados Unidos. "Nos comprometemos a prosseguir trabalhando juntos para estabilizar os mercados financeiros, restaurar o fluxo de crédito e apoiar o crescimento econômico global."
O G7 também se comprometeu a fazer o necessário para desbloquear o mercado de crédito hipotecário e destaca a necessidade de se conceder aos bancos a capacidade de elevar seu capital junto aos setores público e privado, visando a restabelecer a confiança.
Veja os cinco pontos:
1 - Adotar ações decisivas e utilizar todas as ferramentas disponíveis para apoiar as instituições financeiras importantes para o sistema e evitar sua falência.
2 - Dar todos os passos necessários para descongelar os mercados de crédito e câmbio e garantir que os bancos e outras instituições financeiras tenham amplo acesso à liquidez e fundos.
3 - Garantir que bancos e outros intermediários financeiros maiores possam, segundo sua necessidade, reunir capital de fontes públicas e privadas, em volumes suficientes para restabelecer a confiança e prosseguir com os empréstimos para famílias e negócios.
4 - Assegurar que os respectivos seguros nacionais de depósitos e programas de garantias sejam suficientemente robustos e consistentes para que os pequenos correntistas mantenham a confiança no sistema.
5 - Atuar, quando for apropriado, para reativar os mercados secundários para hipotecas (os mercados de compra de hipotecas por entidades financeiras).
Com as agências internacionais France Presse, Efe e Reuters
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Ele tem que ser usado de base para medir o poder de compra e quanto os governos estao inflacionando o mercado imprimindo dinheiro como querem.
O deficit publico mundial eh vergonhoso. Se imprime dinheiro para paga-lo e quem acaba pagando mesmo a conta eh o trabalhador via inflacao, ou desvalorizacao de seu dinheiro, principlamente no Brasil onde se ha somente uma moeda - pura ditadura economica.
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SO O FATO DA OPSIÇÃO PUNIR O GOVERNADOR SO AI VAI GANHAR VOTOS E MUITTOS VOTOS POIS O BRASILEIRO EM SUA MAIORIA E HONESTO SE REALMENTE O DEDO DURO DO DURVAL TENHA RAZÃO E SO DAQUI DOIS MESES PEDIR O SIGILO BANCARIO DELE E DA FAMILIA VAI TER UM DEDINHO CORTADO NESTA SUJEIRA E SO ESPARAR PARA VER
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A renda per capita da população seria importante no estudo da dívida?
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