Dinheiro
12/10/2008 - 17h39

Diretor do FMI declara apoio a plano europeu contra crise financeira

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da Folha Online
da Efe, em Washington

O diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn, declarou apoio ao plano alcançado hoje pelos líderes dos países da zona do euro contra a crise financeira mundial.

"Tínhamos pedido um plano amplo e o fato de que a zona do euro tenha conseguido isso é algo muito útil", disse em coletiva de imprensa após a reunião semestral de um órgão conjunto do FMI e do Banco Mundial, que reúne os mais de 180 membros das duas organizações.

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Strauss-Kahn, ex-ministro da Economia francês, disse acreditar que o plano funcionará e reiterou que espera que tenha impacto nos mercados financeiros.

Segundo ele, o FMI há meses ressaltava que as intervenções em bancos caso por caso não funcionariam e que a Europa precisava de um plano de ação mais amplo.

Refinanciamento e nacionalizações

Líderes dos países da zona do euro (países que adotam o euro como moeda única) reunidos hoje em Paris decidiram permitir um refinanciamento "limitado" até o final de 2009 para os bancos da região e de acordo com as "condições do mercado", disse o presidente francês, Nicolas Sarkozy, após a reunião.

Os países-membros da zona do euro ainda aprovaram que poderão "reforçar o capital dos bancos de seus respectivos países", segundo Sarkozy --abrindo espaço para estatizações parciais no setor bancário europeu.

"Os governos da zona do euro darão garantias públicas para operações de refinanciamento bancário. Este dispositivo temporário, até 31 de dezembro de 2009, será naturalmente devolvido em condições de mercado. Não se trata de dar um presente aos bancos, mas de permitir seu funcionamento", frisou Sarkozy.

O francês, que ocupa a Presidência rotativa da União Européia, explicou que "os Estados que quiserem poderão reforçar o capital dos bancos mediante a subscrição de ações preferenciais ou com títulos similares."

Antes da reunião, o ministro das Finanças da Bélgica, Didier Reynders, disse que os países europeus vão anunciar até quarta-feira os valores que cada um colocará no plano coordenado para recapitalizar os bancos em dificuldades e garantir os empréstimos interbancários.

"Quarta-feira tentaremos colocar toda a Europa na mesma direção coordenada e ambiciosa", disse ainda o presidente francês. Uma cúpula dos 27 países-membros da União Européia ocorrerá nesta quarta e quinta-feira em Bruxelas.

Comentários dos leitores
Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Marcelo, concordo também com vc. Mas qdo pensamos em paises ricos, nos vem à mente normalmente USA e Zona do Euro.
Veja o que aconteceu hj com Dubai. Há outros vários.
Também acho que a palavra "quebrar"é muito forte, e de fato não deve acontecer. Aliás quem alertou sobre isso hj foi a OMC.
Tudo isso reforça o que venho escrevendo por aqui há algum tempo...tem muita gente eufórica, achando que tá tudo índo bem, que 2010 vai ser uma beleza e ao meu ver não vai ser não. Esse estória de o Brasil se achar uma ilha de prosperidade enquanto o mundo ainda estremeçe é muita arrogancia e merece cuidados extremos.
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Luiz Antonio (43) 26/11/2009 16h00
Luiz Antonio (43) 26/11/2009 16h00
Quem lê a FSP, em especial, sempre acredita que o Brasil está a véspera de quebrar, como na época do FHC (PSDB). Mas o país continua crescendo cada vêz mais e distribuindo riqueza.
Quando ao fundo de Dubai, só deslumbrado gosta daquele pedaço de deserto com uma torre espetada.
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É aí que mora o perigo! Esses ricos do petróleo, fonte que começa a "secar", não só pelo seu esgotamento em sí, mas pela urgente necessidade de mudança da matriz energética, hoje e sempre, a maior vilã contra a natureza. Esses povos, acostumaram-se a nadar nababescamente no óleo negro, que se transformou em ouro, mais pelos seus marajás das mil e uma noites, pensando que certamente isso duraria eternamente, como os seus reinados. Mas, nada é para sempre e quando começar a ruir, "sai de perto", como diz o refrão popular e esteja a mil e uma noites de distância, porque nem Alá, Maomé ou aiatolá, desatolará.
Abençoado é aquí, onde fura-se um poço e encontra-se água. Nem ouro,nem diamante, nem urânio, nem nada, nada vale. Água e oxigênio, ainda temos as maiores riquezas. De quê reclamar!
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