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Dinheiro
13/10/2008 - 07h50

Planos para salvar sistema financeiro mundial impulsionam Bolsas européias

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da Folha Online

As Bolsas européias operam com altas expressivas nesta segunda-feira, animadas pela movimentação de governos de diversos países no fim de semana, a fim de evitar o avanço da crise financeira, que tem provocado perdas históricas nas Bolsas mundiais desde meados de setembro.

As 7h28 (em Brasília), a Bolsa de Londres operava em alta de 5,25%, indo para 4.138,38 pontos no índice FTSE 100. A Bolsa de Paris tinha alta de 6,49%, indo para 3.382,54 pontos no índice CAC 40. A Bolsa de Frankfurt subia 7%, para 4.862,41 pontos no índice DAX. A Bolsa de Amsterdã tinha alta de 5,93% no índice AEX, indo para 273,34 pontos. A Bolsa de Milão subia 7,70%, para 16.627 pontos no índice MIBTel. A Bolsa de Zurique tinha ganho de 6,78% no índice SMI, que subia para 5.709,61 pontos.

A semana começou bem para as Bolsas asiáticas: a Bolsa de Seul (Coréia do Sul) chegou a subir 2,7% pouco depois de abrir; a Bolsa de Cingapura subiu 1,77% no início dos negócios. No entanto, a preocupação sobre a Bolsa de Tóquio permaneceu como pano de fundo dos negócios na Ásia: a Bolsa japonesa permaneceu fechada hoje devido a um feriado. Na sexta-feira (10), o pregão em Tóquio teve sua pior queda desde 1987.

No encerramento, as Bolsas da região mostraram desempenho melhor --após uma queda de mais de 7% na sexta, a Bolsa de Hong Kong subia mais de 6,3% hoje. Em Seul, o índice Kospi acelerou mais de 3,79%. A Bolsa de Xangai obteve ganhos de 3,26%. Na Austrália, o mercado avançou 5,14%.

O fim de semana foi repleto de iniciativas e declarações por parte tanto de países ricos como de emergentes a fim de debelar o incêndio que a crise financeira provocou nos mercados mundiais.

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, anunciou ontem, após uma reunião dos países-membros da zona do euro, que o bloco permitirá que o capital dos bancos da região seja reforçado com dinheiro público -o que significa uma estatização parcial do setor bancário.
"Os Estados que quiserem poderão reforçar o capital dos bancos mediante a subscrição de ações preferenciais ou com títulos similares", disse Sarkozy (que também ocupa a Presidência rotativa da União Européia), neste domingo.

Segundo ele, os governantes dos 15 países da zona do euro e o presidente do BCE (Banco Central Europeu), Jean-Claude Trichet, manifestaram apoio à adoção das medidas que forem necessárias para ampliar a liquidez e a redução da taxa de juros básica da região, levando a um "retorno à normalidade", nas palavras de Sarkozy.

O presidente francês ainda lembrou que nesta quarta e quinta-feira, em Bruxelas (Bélgica) deve ocorrer uma cúpula dos 27 países-membros da União Européia. "Quarta-feira tentaremos colocar toda a Europa na mesma direção coordenada e ambiciosa", disse.

No sábado (11), o G20 (grupo que reúne países emergentes) comprometeu-se a "utilizar todos os instrumentos econômicos e financeiros para assegurar a estabilidade e o bom funcionamento dos mercados financeiros", segundo comunicado divulgado após encontro do órgão. Participaram da reunião, entre outros, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, o ministro da Fazenda, Guido Mantega --que preside atualmente o G20--, o secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, e o presidente do Federal Reserve (o BC americano), Ben Bernanke.

Também ocorreu uma reunião do IMFC (Comitê Monetário e Financeiro Internacional, na sigla em inglês), principal órgão diretor do FMI (Fundo Monetário Internacional), em que ficou acertado que o plano contra a crise elaborado pelo G7 (grupo dos sete países mais ricos) receberá um apoio "enérgico". O plano do G7, anunciado na sexta-feira, é baseado em cinco pontos para enfrentar a crise.

Paulson advertiu que "os mercados emergentes não estão imunes às tensões financeiras globais" e seus governos deveriam tomar medidas para reforçar sua proteção econômica e garantir a saúde do sistema financeiro.

O jornal britânico "The Sunday Times" informou que o governo do Reino Unido deve anunciar empréstimos ao RBS (Royal Bank of Scotland), HBOS (Halifax Bank of Scotland), Lloyds e Barclays; a operação de resgate deve envolver a injeção de 35 bilhões de libras. Com isso, o governo se tornaria proprietário de 70% das ações do HBOS (o principal banco hipotecário do país) e de 50% do RBS.

Na quarta-feira (8) o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, já havia anunciado um plano de resgate avaliado em cerca de 500 bilhões de libras.

Outras medidas

A agência de notícias Efe informou ontem que o governo alemão prepara pacote de resgate para os bancos nacionais que pode chegar a 400 bilhões de euros. O plano foi anunciado pelo presidente da comissão orçamentária no Bundestag (Câmara Baixa do Parlamento), o liberal Otto Fricke -que afirmou que os efeitos do pacote para os contribuintes, "no final, podem ser zero".

Além da Alemanha, o governo da Noruega apresentou ontem um conjunto de medidas contra a crise -- entre elas a emissão de obrigações do Estado no valor de US$ 41 bilhões, que, por serem as "mais seguras que existem", devem restaurar a confiança entre os bancos a fim de reativar o fluxo de crédito, disse a ministra das Finanças, Kristin Halvorsen.

O ministro das Finanças de Portugal, Fernando Teixeira dos Santos, anunciou uma ajuda de até 20 bilhões de euros para reforçar o sistema financeiro do país.

Mais países

Ontem, o governo australiano anunciou que vai garantir todos os depósitos bancários no país por três anos, além de injetar cerca de US$ 2,6 bilhões para dar apoio ao mercado hipotecário e aprovar todos os financiamentos por atacado das sociedades bancárias australianas nos mercados internacionais.

O governo da Nova Zelândia, Michael Cullen, também anunciou garantias para os depósitos bancários de varejo por dois anos.

No Oriente Médio também há mobilização para conter a crise: os Emirados Árabes Unidos anunciaram garantias para os depósitos nos bancos locais. O presidente dos Emirados, Khalifa bin Zayed Al Nahyan, disse que a economia nacional está forte e que o sistema bancário está sólido.

Comentários dos leitores
Cassio XF (33) 01/12/2009 19h54
Cassio XF (33) 01/12/2009 19h54
Nao eh o Ouro que que estah aumentando, sao as moedas que estao se desvalorizando. O ouro sempre tem valor estavel se comparado aos outros comodities. Por exemplo, a mesma quantidade de ouro compra o mesmo volume de petrole hoje e ou ha 30 anos atras.
Ele tem que ser usado de base para medir o poder de compra e quanto os governos estao inflacionando o mercado imprimindo dinheiro como querem.
O deficit publico mundial eh vergonhoso. Se imprime dinheiro para paga-lo e quem acaba pagando mesmo a conta eh o trabalhador via inflacao, ou desvalorizacao de seu dinheiro, principlamente no Brasil onde se ha somente uma moeda - pura ditadura economica.
3 opiniões
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joão nascimento (232) 01/12/2009 18h21
joão nascimento (232) 01/12/2009 18h21
epero que o dem puna o seu governador e não varra a sujeira para baixo do tapete como pt
SO O FATO DA OPSIÇÃO PUNIR O GOVERNADOR SO AI VAI GANHAR VOTOS E MUITTOS VOTOS POIS O BRASILEIRO EM SUA MAIORIA E HONESTO SE REALMENTE O DEDO DURO DO DURVAL TENHA RAZÃO E SO DAQUI DOIS MESES PEDIR O SIGILO BANCARIO DELE E DA FAMILIA VAI TER UM DEDINHO CORTADO NESTA SUJEIRA E SO ESPARAR PARA VER
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celso assis (76) 01/12/2009 12h32
celso assis (76) 01/12/2009 12h32
Seria talvez interessante saber não só a porecntagem em relação ao PIB, mas tambem qual a porcentagem em relação PIB dos empréstimos que foi para o consumo e qual a que foi para a produção (excuindo-se aqui dados do BNDES).
A renda per capita da população seria importante no estudo da dívida?
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