Veja perfil de Paul Krugman, ganhador do Nobel de economia
colaboração para a Folha Online
O americano Paul Krugman ganhou o prêmio Nobel de economia nesta segunda-feira por sua análise dos padrões do comércio e estudo da localização da atividade econômica, informou hoje o Real Academia Sueca de Ciências.
Krugman nasceu em 1953, em Long Island. Ele estudou economia na Universidade Yale e, com 24 anos conseguiu seu doutorado no tema pelo renomado Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês).
| J.L.Cereijido-22out.04/Efe |
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| Economista e colunista americano Paul Krugman ganhou o prêmio Nobel de economia |
Com doutorado, ele foi lecionar em Yale, no próprio MIT e na Universidade de Stanford antes de ingressar na Universidade de Princeton, em 2000, onde leciona economia e assuntos internacionais.
Entre 1982 e 1983, durante a administração do republicano Ronald Reagan, trabalhou na Casa Branca, como membro do Conselho de Economistas. Também é membro de um corpo econômico internacional, o Grupo dos 30.
Em 1999, Paul Krugman foi contratado pelo jornal americano "The New York Times" para ser colunista. Ele escreve, entre outros tópicos, sobre economia, política e a desigualdade nos Estados Unidos.
Além disso, Krugman é autor ou editor de 20 livros e mais de 200 trabalhos acadêmicos publicados em jornais da área e volumes. Seu livro "International Economics: Theory and Policy" ("Economia Internacional: Teoria e Política") é considerado material básico para o estudo da economia internacional.
Entre seus textos estão também várias obras para o público leigo, uma vertente de seu trabalho que, segundo o próprio Kurgman, surgiu após ter escrito "The Age of Diminished Expectations" ("A Era das Expectativas Reduzidas"), em 1989.
Sua reputação profissional está, principalmente, na área de comércio internacional e finanças. Ele é um dos fundadores da "nova teoria do comércio", termo cunhado no final da década de 1990 que, segundo o próprio Krugman em seu site, engloba as conseqüências da competição imperfeita no comércio internacional.
Em reconhecimento a seu trabalho na área, a Associação Americana de Economia deu a krugman, em 1991, a medalha John Bates Clark, prêmio dado a cada dois anos para "o economista com menos de 40 anos que fez uma contribuição significativa para o conhecimento econômico".
Atualmente, Krugman estuda crises econômicas e de câmbio. Ele escreve também para leitores de outros países e alguns de seus artigos mais recentes foram publicados em publicações renomadas como "Harvard Business Review" e "Scientific American".
Nobel
A Academia concedeu o prêmio Nobel a Krugman pelo desenvolvimento de uma "nova teoria que explica quais são os efeitos do livre-comércio e globalização e as forças por trás de urbanização global".
O prêmio, conhecido como Nobel de Ciências Econômicas, é o último dos seis anunciados neste ano e não fazia parte dos prêmios originais. Ele foi criado em 1968 pelo Banco Central Sueco, em memória de Nobel.
Com o prêmio, Krugman recebe também 10 milhões de coroas suecas (US$ 1,4 milhão) em cerimônia a ser realizada em 10 de dezembro, aniversário da morte de Alfred Nobel.
"O prêmio vai ampliar minha visibilidade", disse, ressaltando que o Nobel não influenciará em sua linha de pesquisa e em seus textos. "Mas eu espero que não me faça ir a um monte de eventos puramente de celebração, além da apresentação do Nobel", disse Krugman, ao saber que recebeu o prêmio.
Fontes: "The New York Times", site oficial de Paul Krugman
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