Dinheiro
13/10/2008 - 09h37

Governo dos EUA vai agir em instituições financeiras para implementar resgate

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da France Presse
da Folha Online

O Departamento do Tesouro dos EUA anunciou nesta segunda-feira que vai "executar um programa de compra de ações em um vasto número de instituições financeiras", como parte do plano de resgate dos bancos.

"O único objetivo das autoridades com este plano é restaurar o fluxo de capitais para os consumidores e as empresas que formam o coração de nossa economia", afirmou o encarregado do Tesouro para supervisionar o plano, Neel Kashkari.

Ele indicou que sete equipes foram criadas para adotar este plano criado para ajudar as "instituições financeiras de todos os tamanhos". Ele indicou que uma delas trabalha com um programa encarregado de assegurar os ativos com problemas dos bancos.

Segundo Kashkari, o Tesouro pretende além disso recrutar duas empresas de auditoria para controlar a aplicação deste plano, e ele trabalhar com os reguladores nacionais e internacionais para compreender como ser mais eficaz.

Na sexta-feira (10), o secretário do Tesouro, Henry Paulson, anunciou a compra, pelo governo, de ações de instituições financeiras com fundos do pacote de US$ 700 bilhões aprovado pelo Congresso. "Estamos desenvolvendo estratégias (...) para adquirir participações nas instituições financeiras conforme for necessário para impulsionar a estabilidade nos mercados financeiros", disse.

O diário americano "The New York Times" informou na semana passada que fontes do governo já comentavam a possibilidade de uma nacionalização parcial do sistema bancário americano, como já ocorreu em alguns bancos europeus.

O anúncio foi feito pouco depois de o G7 (grupo dos sete países mais ricos) anunciar, em Washington, um "plano de ação" para combater a crise financeira mundial e que emprega "todas as ferramentas disponíveis" para apoiar as principais instituições e evitar sua falência. Paulson classificou como "agressivo" o plano apresentado pelo G7 para enfrentar a crise que tem provocado turbulência nas bolsas mundiais.

"Terminamos um plano de ação agressivo para enfrentar a agitação nos mercados financeiros mundiais e as preocupações em nossas instituições financeiras", disse Paulson, após a reunião dos ministros de finanças do G7 e diretores de bancos centrais.

Também na sexta, o presidente dos EUA, George W. Bush, disse que o sistema financeiro americano não está isolado do resto do mundo e atribuiu relevância às reuniões entre o governo americano e representantes do G7 e do G20 (grupo de países mais ricos liderado atualmente pelo Brasil) para coordenar os trabalhos de salvamento do sistema financeiro.

Comentários dos leitores
Cassio XF (33) 01/12/2009 19h54
Cassio XF (33) 01/12/2009 19h54
Nao eh o Ouro que que estah aumentando, sao as moedas que estao se desvalorizando. O ouro sempre tem valor estavel se comparado aos outros comodities. Por exemplo, a mesma quantidade de ouro compra o mesmo volume de petrole hoje e ou ha 30 anos atras.
Ele tem que ser usado de base para medir o poder de compra e quanto os governos estao inflacionando o mercado imprimindo dinheiro como querem.
O deficit publico mundial eh vergonhoso. Se imprime dinheiro para paga-lo e quem acaba pagando mesmo a conta eh o trabalhador via inflacao, ou desvalorizacao de seu dinheiro, principlamente no Brasil onde se ha somente uma moeda - pura ditadura economica.
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joão nascimento (232) 01/12/2009 18h21
joão nascimento (232) 01/12/2009 18h21
epero que o dem puna o seu governador e não varra a sujeira para baixo do tapete como pt
SO O FATO DA OPSIÇÃO PUNIR O GOVERNADOR SO AI VAI GANHAR VOTOS E MUITTOS VOTOS POIS O BRASILEIRO EM SUA MAIORIA E HONESTO SE REALMENTE O DEDO DURO DO DURVAL TENHA RAZÃO E SO DAQUI DOIS MESES PEDIR O SIGILO BANCARIO DELE E DA FAMILIA VAI TER UM DEDINHO CORTADO NESTA SUJEIRA E SO ESPARAR PARA VER
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celso assis (76) 01/12/2009 12h32
celso assis (76) 01/12/2009 12h32
Seria talvez interessante saber não só a porecntagem em relação ao PIB, mas tambem qual a porcentagem em relação PIB dos empréstimos que foi para o consumo e qual a que foi para a produção (excuindo-se aqui dados do BNDES).
A renda per capita da população seria importante no estudo da dívida?
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