Dinheiro
13/10/2008 - 10h41

França anuncia 360 bilhões de euros em ajuda a bancos

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da France Presse
da Folha Online

O governo da França vai oferecer uma ajuda de 360 bilhões de euros (cerca de US$ 488 bilhões) em ajuda a bancos em dificuldades no país, a fim de reverter a crise financeira mundial que vêm causando perdas históricas nos mercados há quase um mês.

Segundo o presidente francês, Nicolas Sarkozy, serão oferecidos até 40 bilhões de euros para recapitalizar bancos na França. Além disso, Sarkozy informou que haverá uma garantia aos empréstimos interbancários de até 320 bilhões de euros.

Christophe Ena/AP
Segundo Sarkozy, montante pode ser menor, caso mercado interbancário se recupere
Segundo Sarkozy, montante pode ser menor, caso mercado interbancário se recupere

O diário francês "Le Monde" informou hoje que a garantia pública do governo para o financiamento dos bancos podia chegar a 300 bilhões de euros.

A garantia deve durar até o fim de 2009, mas o valor é o máximo que pode ser disponibilizado aos bancos. Caso o mercado interbancário volte a funcionar normalmente, o montante empregado deverá ser menor, disse Sarkozy.

Segundo o "Le Monde", o plano francês compreende também um item relativo à recapitalização dos bancos em dificuldades.

Neste fim de semana, líderes dos países da zona do euro decidiram permitir um refinanciamento limitado até o final de 2009 para os bancos da região e de acordo com as "condições do mercado", disse Sarkozy. "Não será um presente para os bancos", declarou o presidente francês. "O plano que aprovamos tem a vocação de se aplicado em cada um de nossos Estados-membros com a flexibilidade que se necessite em função da diversidade de nossos sistemas financeiros e de nossas regras nacionais."

O francês, que ocupa a Presidência rotativa da União Européia, explicou que "os Estados que quiserem poderão reforçar o capital dos bancos mediante a subscrição de ações preferenciais ou com títulos similares."

"Com uma estrutura financeira dos bancos que seja mais forte eliminaremos a pressão que pesa sobre o crédito", afirmou Sarkozy, que disse que os governantes dos 15 Estados da zona do euro manifestaram sua satisfação com as decisões tomadas pelo BCE (Banco Central Europeu) em relação à crise nas últimas semanas, como a injeção de recursos no sistema bancário para ampliar a liquidez e a redução da taxa de juros básica da região.

O presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, "nos comunicou sua determinação absoluta para pôr tudo que for necessário em andamento para permitir o retorno à normalidade", assinalou Sarkozy.

Comentários dos leitores
Isaías Santana (32) 10/11/2009 17h00
Isaías Santana (32) 10/11/2009 17h00
É impressionante a maneira tosca com a qual algumas pessoas se reportam ao presidente. Queria muito saber em qual faculdade existe o curso de PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA? O Lula ñ foi o responsável por todos os êxitos, e c/ toda certeza as pessoas de bom senso tb percebem q algumas escolhas dele poderiam ser mais acertadas. Mas a verdade é q há muito ñ víamos alguém cair nessa balança e sair em saldo. O FHC até o primeiro mandato estava caminhando p/ isso, mas conseguiu fazer o país estagnar no segundo mandato. Há muito tempo não víamos o mundo (qdo digo o mundo, digo desde pessoas comuns de outros países até seus meios de comunicação nacional) olhar para o Brasil e acharem q sua administração coleciona acertos. Interessante lembrar q não faz muito tempo, alguns desses nem sabiam onde ficava o Brasil. Ao eloquente pessimista: permita-se conversar com alguém q está fora e pergunte a ele o q tem ouvido sobre o país, já q você ñ consegue abrir os olhos pra enxergar alguma diferença q seja. O pessimista atribui ao crescimento mundial o sucesso brasileiro desta década, se fosse assim teríamos uma África em crescimento e até vizinhos nossos esbanjando a mesma robustez brasileira. Queira acreditar no país e no rumo q ele está tomando! Ñ há como retroceder agora. Fazer vc perceber isso ñ tem nada a ver com o Lula, apenas com a sua própria postura diante do mundo. sem opinião
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Cassio Tavares (555) 10/11/2009 10h43
Cassio Tavares (555) 10/11/2009 10h43
Antonio Rodrigues, as escolas públicas do ensino básico são estaduais ou municipais e cabe ao governo federal apenas repassar as verbas da educação conforme manda a lei. A aplicação desses recursos transferidos pelo governo federal, são utilizados pelos governadores e prefeitos de nossas cidades conforme a vontade deles. O pior é que muitos governadores e prefeitos desviam recursos que lhes são repassados para a educação para outras finalidades, e com isso violam as leis. Há poucos dias a Folha publicou o montante dos recursos destinados a cada estado e o maior desvio dessa aplicação se deu no Rio Grande do Sul, ou seja, o que mais desviou esses recursos e em penúltimo lugar estava o Estado de Minas Gerais. Acontece também é que os alunos das escolas públicas de todo o Brasil participaram de um teste e os alunos das esolas públicas de São Paulo, de responsabilidade do estado e da prefeitura ficaram nos últimos lugares. A segurança pública também é de responsabilidade dos estados através de suas policias militar e civil. Acontece que também a Folha publicou dias atrás um comunicado da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo dizendo que a criminalidade apresentou um crescimento nos últimos 3 trimestres. Pesquise e analise se achar conveniente. 3 opiniões
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Cassio Tavares (555) 10/11/2009 10h25
Cassio Tavares (555) 10/11/2009 10h25
Isidório Silva, o governo não pode dar aumento em dólares. Nós aposentados recebemos em reais e esse governo, embora com pequenos aumentos reais acima da inflação, tem dado esses aumentos.
Muito pior foi o governo do Sr. Fernando Henrique que, além de não dar nenhum aumento ainda disse assim : ESSES APOSENTADOS SÃO TODOS UNS VAGABUNDOS. Pelo visto o senhor não sabia dessa frase do Sr. Fernando Henrique em Paris. Mas porque em Paris ? Porque talvez ele pensou que por estar longe do Brasil ninguém nem perceberia o que estava dizendo. Acontece que alguns repórteres estavam por ali e ouviram o que ele disse e publicaram em toda a imprensa brasileira. Espero ter esclarecido a dúvida do Sr. Isidório.
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