Um dia após acordo anticrise, países europeus liberam mais de 1 tri de euros
da Folha Online
Um dia depois decidirem injetar recursos para refinanciar bancos e garantir a liquidez nos empréstimos interbancários, os países da zona do euro (que usam o euro como moeda única) iniciaram os anúncios de quanto irão gastar nesta missão. A medida também já foi tomada por outros países europeus que não fazem parte deste grupo, como Inglaterra e Rússia, e o montante já passou a casa de 1 trilhão de euros (cerca de US$ 1,4 trilhão).
Os 15 países concordaram no domingo, em Paris, em criar um plano conjunto para atacar a crise centrado em dois pilares: a garantia dos empréstimos interbancários e o apoio às entidades para evitar sua quebra, recorrendo, inclusive, a recapitalizações. Esta "caixa de ferramentas" será aplicada em nível nacional, de acordo com a disponibilidade financeira e com as prioridades de cada um dos países.
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Até o final da manhã de hoje, cinco dos 15 países que estão na zona do euro e já liberaram recursos na ordem de 1,08 trilhão de euros (US$ 1,47 trilhão): Alemanha (500 bilhões de euros, ou cerca de US$ 815 bilhões), França (360 bilhões de euros, ou cerca de US$ 490 bilhões), Espanha (100 bilhões de euros, ou cerca de US$ 136 bilhões), Áustria (100 bilhões de euros) e Portugal (20 bilhões de euros, ou cerca de US$ 27 bilhões).
Além dos países da zona do euro, a Inglaterra também já tinha anunciado um pacote de ajuda semelhante de 50 bilhões de euros (cerca de US$ 68 bilhões), a serem usados para comprar ações dos principais bancos do país. O governo local anunciou que recapitalizará os bancos Royal Bank of Scotland (RBS), HBOS e Lloyds TSB com esses recursos para manter os mesmos em boa situação. Esse pacote foi considerado o "modelo" para a medida dos países da zona do euro.
Já na Rússia, o governo sancionou um pacote de leis para estabilizar os mercados financeiros. "Assinei uma série de leis que foram preparadas rapidamente por ordem minha e por iniciativa do governo, e aprovadas pelo parlamento na semana passada", declarou o presidente Dmitri Medvedev, citado pela agência Interfax. Os analistas cifram o plano russo em mais de US$ 150 bilhões.
A maior parte dos recursos disponibilizados pelos países europeus para acalmar os ânimos do setor financeiro será usado para garantir empréstimos interbancários. Mas austríacos, alemães e franceses também liberaram dinheiro para a compra de ações dos bancos mais prejudicados.
Apesar do alívio que a injeção de recursos pode gerar, a chanceler alemã Angela Merkel afirmou que as medidas tomadas só funcionarão se vierem acompanhadas de uma melhor regulação internacional, que ponha "fim aos excessos do mercado".
"As medidas de hoje são o primeiro elemento de uma nova carta para o mercado financeiro, mas só valerão a pena se vierem acompanhadas de um segundo elemento, em particular uma mudança nas regras internacionais", afirmou durante o anúncio da parte alemã do pacote. "Nós nos vimos confrontados com os excessos do mercado."
Bancos centrais
Além das iniciativas dos governos, outra frente foi aberta na Europa para tentar reduzir o impacto da crise financeira global. Os bancos centrais da Europa anunciaram hoje que proporcionarão quantidades ilimitadas de créditos em dólares em períodos compreendidos entre uma semana e 84 dias.
O BCE (Banco Central Europeu), o Banco da Inglaterra e o SNB (Swiss National Bank) oferecerão empréstimos em dólares para períodos de sete, 28 e 84 dias "a juros fixos", afirmou o BCE em um comunicado.
"Os bancos poderão pegar empréstimos no valor que quiserem com estas operações", indicou a instituição européia, com sede em Frankfurt [oeste da Alemanha], que pretende enviar assim uma mensagem forte e positiva aos mercados.
Como conseqüência, a quantia dos acordos de "swap" entre o Federal Reserve (Fed, o BC americano) e os bancos centrais europeus --que servem para emprestar dinheiro entre eles-- aumentará para ser adaptada à quantidade de dólares solicitada pelos bancos, conforme indicou o BCE.
"Os bancos centrais continuarão trabalhando conjuntamente e estão dispostos a adotar todas as medidas necessárias para conceder dinheiro suficiente aos mercados", disse o BCE.
Na semana passada, o banco havia decidido, de forma coordenada, com seus cinco correspondentes, um corte de meio ponto das taxas de juros, numa tentativa de conter a queda vertiginosa dos mercados financeiros e restabelecer a confiança dos bancos, que se negam a empestar dinheiro entre eles.
A instituição européia prosseguirá, além disso, enquanto for necessário, com as injeções de dólares a muito curto prazo (24 horas) que já vem realizando diariamente desde o início da crise. As medidas em dólares se somam a todas as operações em euros realizadas pelo BCE, de forma regular ou excepcional. O conjunto do dispositivo se manterá pelo menos até janeiro de 2009.
Com agências internacionais


Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
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O que me preocupa é q nesta aventura serao gastos 2/3 do Pib; talvez em algo inútil - em minha opiniao a dependencia do petroleo tende a diminuir com o avança cientifico de outras formas. Mas encherá os bolsos da tchurma como NUNCA ANTEZ NA HIZTÓRIA.
goebbels se revira no tumulo. a turma da propaganda do governo é mais eficiente. Bom, o povo sendo mais inculto facilita.
Diga-ma qual o erro deportugues mais forte que vistes...eu vi um tal de eduardo Souza num forum escrever falço. Voce viu algo pior?
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Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
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