Dinheiro
13/10/2008 - 13h34

Bolsas européias têm dia de euforia com pacote anticrise e fecham com altas

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da Folha Online

As Bolsas européias fecharam nesta segunda-feira com altas expressivas, indicando que o os investidores se animaram com as iniciativas combinadas de diversos governantes --em especial o americano e os europeus-- neste fim de semana para controlar a crise financeira que provocou quedas históricas na semana passada.

Alguns dos principais indicadores das Bolsas do continente tiveram ganhos de mais de 10%, com destaques para a Bolsa de Paris, onde o índice CAC 40 teve sua alta mais expressiva em 20 anos, e em Londres, com o FTSE tendo a segunda maior alta de sua história.

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A Bolsa de Londres fechou em alta de 8,26%, indo para 4.256,90 pontos no índice FTSE 100. A Bolsa de Paris subiu 11,18%, indo para 3.379,28 pontos no CAC 40. A Bolsa de Frankfurt subiu 11,4%, para 5.062,45 pontos no índice DAX. A Bolsa de Amsterdã teve alta de 10,5% no índice AEX, indo para 285,27 pontos. A Bolsa de Milão avançou 10,93%, para 16.125 pontos no índice MIBTel, e a Bolsa de Zurique teve ganho de 11,39% no índice SMI, que subia para 5.956,32 pontos.

A animação é relacionada à série de pacotes de ajuda ao setor financeiro promovidos hoje por vários países europeus, que foram previamente acordadas no domingo em uma reunião dos países da zona do euro (que usam o euro como moeda única), além de Inglaterra e Rússia. Também reflete as decisões do G7 (Grupo dos Sete, que reúne os sete países mais ricos do mundo) e do G20 financeiro de assegurarem o bom funcionamento dos mercados financeiros.

Os 15 países da zona do euro concordaram no domingo, em Paris, em criar um plano conjunto para atacar a crise centrado em dois pilares: a garantia dos empréstimos interbancários e o apoio às entidades para evitar sua quebra, recorrendo, inclusive, a recapitalizações.

Até o final da manhã de hoje, cinco dos 15 países que estão na zona do euro e já liberaram recursos na ordem de 1,08 trilhão de euros (US$ 1,47 trilhão): Alemanha (500 bilhões de euros, ou cerca de US$ 815 bilhões), França (360 bilhões de euros, ou cerca de US$ 490 bilhões), Espanha (100 bilhões de euros, ou cerca de US$ 136 bilhões), Áustria (100 bilhões de euros) e Portugal (20 bilhões de euros, ou cerca de US$ 27 bilhões).

Além dos países da zona do euro, a Inglaterra também já tinha anunciado um pacote de ajuda semelhante de 50 bilhões de euros (cerca de US$ 68 bilhões), a serem usados para comprar ações dos principais bancos do país. O governo local anunciou que recapitalizará os bancos Royal Bank of Scotland (RBS), HBOS e Lloyds TSB com esses recursos para manter os mesmos em boa situação. Esse pacote foi considerado o 'modelo' para a medida dos países da zona do euro.

Por sinal, os bancos que receberão recursos ficaram entre as empresas que mais apresentaram altas na Bolsa de Londres. Os papéis da HBOS avançaram 27,5%, enquanto o Lloyds TSB ganhou 14,5% e o RBS fechou em alta de 8,4%.

Já na Rússia, o governo sancionou um pacote de leis para estabilizar os mercados financeiros. 'Assinei uma série de leis que foram preparadas rapidamente por ordem minha e por iniciativa do governo, e aprovadas pelo parlamento na semana passada', declarou o presidente Dmitri Medvedev, citado pela agência Interfax. Os analistas cifram o plano russo em mais de US$ 150 bilhões.

A maior parte dos recursos disponibilizados pelos países europeus para acalmar os ânimos do setor financeiro será usado para garantir empréstimos interbancários. Mas austríacos, alemães e franceses também liberaram dinheiro para a compra de ações dos bancos mais prejudicados.

Além das iniciativas dos governos, outra frente foi aberta na Europa para tentar reduzir o impacto da crise financeira global. Os bancos centrais da Europa anunciaram que proporcionarão quantidades ilimitadas de créditos em dólares em períodos compreendidos entre uma semana e 84 dias.

O BCE (Banco Central Europeu), o Banco da Inglaterra e o SNB (Swiss National Bank) oferecerão empréstimos em dólares para períodos de sete, 28 e 84 dias 'a juros fixos', afirmou o BCE em um comunicado.

G20 e G7

No sábado (11), o G20 (grupo que reúne países emergentes) comprometeu-se a "utilizar todos os instrumentos econômicos e financeiros para assegurar a estabilidade e o bom funcionamento dos mercados financeiros", segundo comunicado divulgado após encontro do órgão. Participaram da reunião, entre outros, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, o ministro da Fazenda, Guido Mantega --que preside atualmente o G20--, o secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, e o presidente do Federal Reserve (o BC americano), Ben Bernanke.

Também ocorreu uma reunião do IMFC (Comitê Monetário e Financeiro Internacional, na sigla em inglês), principal órgão diretor do FMI (Fundo Monetário Internacional), em que ficou acertado que o plano contra a crise elaborado pelo G7 (grupo dos sete países mais ricos) receberá um apoio "enérgico". O plano do G7, anunciado na sexta-feira, é baseado em cinco pontos para enfrentar a crise.

Comentários dos leitores
Cara Profa. Marilia Cunha,
Muito pertinentes e oportunos seus comentários. Gostaria de reforçá-los lembrando a alguns dos Internautas que insistem em emitir comentários falaciosos e mesmo grosseiros contra o Presidente Lula, que no campo educacional Ele foi o primeiro Governante (após a redemocratização do País) que deu a atenção para o Ensino Técnico direcionando recursos para a ampliação da rede de Cefets e Etecs. Adicionalmente, que eu saiba no atual governo promove-se um dos maiores programas (se não for o maior) mundiais de conexão digital de escolas públicas (em banda larga) à Internet e implantação de laboratórios de TIC.
Enfim, tantos exemplos e nos variados campos (a mencionada educação, ciência e tecnologia, inclusão digital, valorização do servidor público, defesa, política internacional => alguém lembra do que representaria a adesão aos preceitos preconizados pela ALCA: vide Argentina de Menem) que causa-me espanto a leitura de alguns comentários.
sem opinião
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Richard Adams (16) 12/11/2009 12h08
Richard Adams (16) 12/11/2009 12h08
Srs., este forum, ou mesmo qualquer outro, serve para se expresar opiniões e não para se tentar exorcisar os outros, numa discussão para se ver quem tem razão.
O fato é que FHC deu contribuições enormes para o Brasil e deixou muita coisa nos trilhos para que o LULA viesse e colocasse a cereja no bolo. Muitas das realizações do LULA se deram porque o mundo todo vinha numa tocada forte. Nosso sistma bancário não foi criado nem fortalecido pelo LULA, e só por isso não embarcamos na onda mundial com força.
O Brasil, precisa sim, adotar uma postura mais humilde. Estamos vivendo uma sem justificativa em alguns setores que não tem razão. O lucro das nossa empresas não está refletindo a alta na bolsa na mesma proporção. O Brasil está bem, mas precisa de cautela. Muita cautela.
A coisa mais sensata que lí até agora aqui, foi chamar atenção para nossa dívida interna. Este governo está gastando horrores!!!! Olhar as reservas cambiais e se gabar disso é sim um erro grotesco e não precisa ser nenhum catedrático matemático. Minhas filhas em fase de alfabetização fariam esta conta.
Vamos deixar essa disputa de que LULA é melhor que FHC, ou que PT é melhor do que outros...ninguém é melhor do que ninguém...todo mundo erra e todo mundo acerta....nunca na história deste País houve um Presidente perfeito e nem vai existir. São todos parte de um sistema político falido, cheio de conchavos, negociatas e cocitas que estamos cansados de ver todos os dias nos noticiarios.
2 opiniões
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Zeno E. S. Munhoz (1) 12/11/2009 11h19
Zeno E. S. Munhoz (1) 12/11/2009 11h19
O câmbio brasileiro fugiu do parâmetro neutro segundo o ministro e já causa problemas na economia, diminuindo radicalmente o setor de exportações e aumentando na mesma proporção as importações. No curto prazo se continuar a política de câmbio flutuante já serão afetadas todas as contas nacionais. O câmbio deve ser pelo equilíbrio da economia e não como uma biruta a sabor dos fluxos de capitais do mercado internacional e nacional. Defasagem de 50 % significa que o desequilíbrio afeta ou expõe negativamente metade da economia nacional.
O governo deve equilibrar a economia levando em consideração os players maiores da economia mundial ou seja China e EUA e formular a sua estratégia. Uma desvalorização da moeda aos níveis adequados com cambio fixo temporarimente é a proposta. Quem teme câmbio fixo? O mal já está instalado.
sem opinião
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