Contra crise, Bird e FMI recomendam plano de reativação a países em desenvolvimento
da France Presse, em Washington
O presidente do Banco Mundial (Bird), Robert Zoellick, recomendou nesta segunda-feira que alguns países em desenvolvimento, aqueles que têm uma situação orçamentária e externa sadia, adotem plano de reativação diante desta crise econômica.
"Os países com uma posição orçamentária e uma balança de pagamento sadias deveriam ser incentivados a estimular a demanda interna através de investimentos e consumo", afirmou o presidente da instituição multilateral.
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"Mas os demais apresentam déficits orçamentários importantes, déficits em contas correntes perigosos, problemas nas balanças de pagamentos, riscos financeiros e às vezes os quatro ao mesmo tempo. O Fundo e os bancos de desenvolvimento devem ajudá-los", acrescentou.
Segundo ele, "o mês de outubro pode marcar uma mudança da situação para muitos países em desenvolvimento. A queda das exportações, assim como do ingresso de capitais, vai derrubar seus investimentos".
FMI
O diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn, pediu mais cedo nesta segunda-feira aos Estados "que têm condições" que se disponham a adotar um plano de reativação orçamentária para relançar suas economias.
"Temos que utilizar todos os instrumentos da política macroeconômica moderna para limitar os danos sobre a economia real", afirmou Strauss-Kahn ao conselho de governadores do FMI em Washington.
"A utilização mais evidente da política orçamentária é precisamente aliviar as pressões onde elas são mais fortes: nos setores financeiro e imobiliário. Mas os governos que podem se permitir, podem se mostrar igualmente dispostos a assumir um plano de reativação orçamentário mais amplo", disse.
Após lembrar alguns erros que levaram à Grande Depressão dos anos 30, o diretor do FMI advertiu "não podemos deixar que isso volte a acontecer. Não podemos esperar o momento em que nossos bancos estiverem quebrados e estivermos perdendo empregos".
"A experiência do FMI durante 122 crises bancárias demonstra que se o Estado sabe administrar uma crise, o custo líquido para o contribuinte pode ser próximo de zero ou até zero."
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