Dinheiro
13/10/2008 - 14h20

Crise mundial já começa a afetar o setor de reciclagem de metais

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Colaboração para a Folha Online

A crise mundial já começa a afetar o setor de reciclagem de metais, principalmente o de sucata de ferro e aço. "A expectativa no momento é que todos produzirão menos aço no próximo ano, e o preço deve cair", avalia José Arevalo Jr., presidente do Inesfa (Instituto Nacional de Empresas de Preparação de Sucata de Ferro e Aço).

Segundo os industriais, grandes empresas estão paralisando investimentos do curto prazo e reprogramando produção a médio prazo, e algumas siderúrgicas --principais consumidoras do metal-- já começaram a diminuir a quantidade comprada.

Como o mercado de sucata de ferro negocia os preços diariamente, em função principalmente da oferta e da demanda, a perspectiva é que o valor do metal se deprecie com o desaquecimento da economia.

Alumínio protegido

Já no setor de reciclagem de alumínio, as expectativas são contraditórias. Embora a crise também deva afetar a demanda do metal, o setor tem contratos de mais longo prazo e seu preço caiu menos na crise das commodities: enquanto o valor do níquel, por exemplo, desabou 28% no último mês e o do cobre, 21%, o do alumínio desceu 12%.

Com isso, quem negocia alumínio pode se beneficiar da alta do dólar, moeda em que é definido o preço das commodities. "Se o preço não subir, espero que pelo menos não caia", diz João Maria Carneiro da Silva, diretor-vice-presidente da Cooperalto, que tem 21 cooperados e atua em Biritiba Mirim (Grande São Paulo).

Como negociam o metal uma ou duas vezes por mês, as cooperativas ainda não sabem como a alta do dólar afetou o preço, diz a presidente da Associação Amigos do Tremembé (zona norte de São Paulo), Eva da Silva Ern, que reúne 20 cooperados na Cantareira Viva.

Assim como Silva, ela diz que o preço do alumínio baixou com a valorização do real no ano passado e espera que ele se recupere.

Já Maria Tereza Montenegro, presidente da Cooperativa Viva Bem, que tem 72 cooperados e opera em Pinheiros, acha que a situação não vai melhorar enquanto as Bolsas de commodities não subirem.

"A tendência é de baixa e não de alta", concorda Artur Aires Pinto Sobral, presidente da Comércio de Sucatas Ayres Metais, que compra sucata das cooperativas.

Ele ressalva que o alumínio é um dos metais cujo preço menos varia, mas não prevê valores mais altos enquanto as cotações nas Bolsas internacionais não voltarem a subir.

Latinhas raras

Se o preço da sucata de alumínio realmente subir, isso não será necessariamente bom para os cerca de 20 mil catadores em atividade em São Paulo (3.000 deles organizados em cooperativas e associações, segundo números do Movimento Nacional dos Catadores).

Quem explica é um deles, Enildo Paulino, 45, morador de Osasco (Grande São Paulo): "A latinha some da rua. Os munícipes de mais posse continuam guardando para mim, mas os de menos posse acabam vendendo por conta própria".

Silva, da Cooperalto, também nota esse movimento: "As famílias compram um engradado de latinhas e depois vendem direto para o ferro-velho, para fazer dinheiro e comprar mais refrigerante. Eles não têm consciência de que poderiam estar ajudando a mais gente".

Sem o respaldo de cooperativas, os catadores avulsos, como Paulino, também estão mais sujeitos à capacidade de negociar com os ferros-velhos, a quem vendem diretamente seu produto. "Se o catador entrega direto e não bebe, o comprador paga preço justo. Mas, se bebe, paga até a metade", dez Eva Ern, da Cantareira Viva.

Comentários dos leitores
Luís da Velosa (1425) 25/11/2009 17h15
Luís da Velosa (1425) 25/11/2009 17h15
E depois da bonança, também pode vir a tempetade. O Natal pode parecer mais vibrante, luminoso, uma festa maravilhosa para o advento do nascimento do Menino Jesus. Mais tarde, de janeiro a novembro, muitos consumidores serão inumados por dívidas. sem opinião
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Marco Hundsdorfer (33) 25/11/2009 11h34
Marco Hundsdorfer (33) 25/11/2009 11h34
Cara Chris Maria.
Obrigado pela informação. Estamos tentando agora na Justiça, porque o INSS local diz que a doença não existe (O responsável local). Falo sério.
Para quem esta dando alta para quem tem cancer ou mãos amputadas...
Agradeço, e muito, sua colaboração, assim como agradeço à Folha de São Paulo por permitir retratar este descaso, não só comigo, mas com todos aqueles que necessitam de auxilio doença em Ponta Grossa - Paraná.
sem opinião
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Chris Maria (238) 25/11/2009 09h44
Chris Maria (238) 25/11/2009 09h44
Parte 1
Prezado colega Sr. Marco Hundsdorfer (32) 23/11/2009 19h18
Li seu comentário e achei lamentável que isso esteja acontecendo porque fibromialgia é uma forma de reumatismo associada à forma de sensibilidade de uma pessoa frente a um estímulo doloroso, envolvendo músculos, tendões e ligamentos. É bastante provável que o Sr tenha conhecimento, mas enfim, não custa nada passar esse tipo de informação, até porque, talvez seja preciso juntar uma série de informações adicionais, inclusive da Sociedade Brasileira de Reumatologia, para que o caso seja devidamente enquadrado. Mesmo tendo sido reconhecida nos USA, os profissionais da área de saúde continuavam usando a classificação do Código Internacional de Doenças (CID 10) aplicando o código M.79.0 - "Outros transtornos dos tecidos moles, não classificados em outra parte" (que por não ser específico incluía a Fibromialgia), código este fornecido pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Ocorre que atualmente ele não é mais utilizado e, portanto, não tem mais validade para atestar a Fibromialgia porque esta Síndrome ganhou um código CID próprio, fornecido pela própria OMS, que é o código M.79.7, passando assim a ser uma patologia totalmente reconhecida. De modo que este é C.I.D válido e deve ser usado pelos profissionais da área de saúde.
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